A todos os que visitais este espaço, votos sinceros de paz e bem!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

QUARESMA



VIVÊNCIA ESPIRITUAL DA QUARESMA

A atitude de penitência está no cerne do ideal franciscano, no dizer de São Francisco de Assis “reconhecer as mãos de quem nos criou”, porque penitência tem um compromisso com o Criador.
A Quaresma é uma caminhada de 40 dias que nos conduzem à Páscoa. Os Hebreus caminharam 40 anos pelo deserto para mais tarde alcançarem a Terra Prometida. Foi um tempo muito duro, um tempo de muito sacrifício e purificação. Moisés esteve 40 dias no Monte Sinai para receber as Tábuas da Lei, onde fez muita penitência e oração. Elias caminhou 40 dias no deserto para chegar ao monte de Deus. Jesus Cristo jejuou 40 dias antes da sua vida pública.
Hoje, vive-se num mundo sem espaço para as coisas de Deus. O homem precisa de fazer jejum e sacrifícios, porque precisa da presença de Deus. Há um crescente declínio de fé, onde tudo parece estar a tomar o espaço e o tempo que antes era destinado para o Senhor. A penitência perdeu o sentido do sacrifício. Quando vemos alguém que sofre ou a fazer penitência vem logo a ideia que se maltrata. Não é assim. Hoje até os leigos, monges e clérigos vão perdendo esse testemunho de purificação dos pecados.
A Quaresma é o tempo em que toda a Igreja se recolhe para se purificar e preparar a grande festa que é a Páscoa.
São Francisco de Assis foi exemplo de homem de sacrifícios e de penitências. Fazia-o com fé e sentia-se uma pessoa normal, sendo o jejum uma das suas penitências mais frequentes. Queria que fossem as suas penitências e sacrifícios uma garantia da sua fé em Jesus Cristo. Francisco foi um homem livre e a penitência fazia-o muito feliz diante do seu Senhor.
Nesta quadra da Quaresma todo o cristão deve ser um testemunho fiel na preparação e vivência da Morte e Ressurreição do Senhor no grande Mistério da Páscoa.

Fr. Cardoso, ofm.
28/02/2008

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MEDIANEIRO DA PAZ



SÃO FRANCISCO DE ASSIS MEDIANEIRO DA PAZ
Quem conhece Francisco de Assis poderá com muita certeza afirmar que ele foi um ser humano extraordinário, um místico e um autentico seguidor de Cristo. Uma criatura de fé e prática evangélica.
Francisco de Assis foi um modelo de ser humano cuidadoso e apaixonado pela criação, pela ecologia em geral, como nos mostra a sua biografia. Desta forma ele fez da sua vida uma maravilha. Uma contribuição da sua vida totalmente voltada para Deus e para o homem, numa enorme tolerância social e até mesmo religiosa. Em Francisco a paz parece ser uma bandeira que precede a sua imagem de homem pacífico e de coração pacificador.
Nos seus escritos e biografias encontram-se variados episódios em que aparece como reconciliador e harmonizador das criaturas. A sua relação com o lobo de Gubbío, a águia, o fogo, as flores, o vento, as cotovias, o cordeiro e tantos outros animais, fazem dele um irmão universal sempre em diálogo constante com a natureza.
No Cântico do Irmão Sol, composto por ele, todos esses elementos são de louvor ao Criador. Francisco domesticou o próprio coração. O lobo, significa para Francisco a ferocidade descontrolada do coração do homem, r machucar e destruir. superior e dominante com o reino animal. No mesmo sentido, Francisco resolve uma querela entre o pai e o Bispo de Assis num diálogo de reconciliação contribuindo para a paz de toda a cidade. Os gestos e as atitudes de Francisco são gestos de paz.
Muitos movimentos semelhantes surgiram antes e depois de Francisco para atacar a Igreja contudo, Francisco, permanece sempre pronto a dialogar com a Igreja, para lhe ser fiel Podia ter sido um incómodo para a Igreja, mas quis fazê-lo com a sua radical pobreza, pela obediência e pela convivência pacífica, esta era a politica do homem sereno de Assis, mesmo quando foi junto os Sarracenos (Muçulmanos) par falar com o Sultão, esse não só o recebeu como conversou com Francisco e o admirou pela sua simpatia de homem humilde que tinha diante de si.
Francisco sempre serviu, e ainda hoje, é exemplo de paz, até mesmo entre os seus irmãos, como nos diz a legenda dos três companheiros. “Os irmãos devem viver no meio do povo de tal modo que, ao ouvi-los ou vê-los, seja levado a glorificar o Pai dos céus a louva-lo devotamente”.

Fr. José de Jesus Cardoso

domingo, 15 de fevereiro de 2009

ENFERMARIA PROVINVIAL DA LUZ

"O CUIDADO DOS IRMÃOS"

A Enfermaria Provincial, esta depende directamente do Governo da Província, tanto no que respeita à sua manutenção, como no que respeita ao seu funcionamento. A assistência é confiada ao irmão enfermeiro, designado pelo Ministro Províncial. Todos os irmãos doentes, integram-se na vida da fraternidade da Luz.
A Enfermaria destina-se a acolher dois grupos de irmãos, cujo estado de saúde aconselha a residência permanente na mesma e aqueles que por motivos ocasionais necessitam de cuidados especiais. Presta serviços médicos e de enfermagem, aos irmãos Missionários e a qualquer fraternidade que a ela recorra e necessite dos sus cuidados.
Na enfermaria os irmãos são tratados da forma mais condigna possível sentindo-se suficientemente felizes. A qualidade dos serviços é hoje reconhecida por todos os irmãos que aqui foram assitidos e atodos osoutros.
Foi em 03 de Julho de 2006, que os irmãos foram transferidos para estas novas instalações da enfermaria, no segundo andar do Seminário da Luz. Tem melhores condições , óptimos serviços e melhor conforto . Foi um melhoramento muito importante que marca uma época e os vinte e sete anos da existência da Enfermaria Províncial da Luz. Esta Enfermaria, tem 17 quartos, 16 dos quais para doentes, uma espaçosa sala que tem duas valências; refeitório e convívio. Todos os quartos têm TV e Ar condicionado e casa de banho privativa, adaptadas às diversas situações para doentes.
Aqui se acolhem irmãos com bastantes idades neste cantinho tão doce e santo. “A vida é bela quando se sabe viver”. É extraordinário termos assim bons irmãos. Vemo-los andar de um lado para o outro todos os dias de terço na mão. Quase todos comem pela sua própria mão e fazem a sua higiene. A maior dificuldade e tristeza de alguns é não ouvirem muito bem. É sem dúvida um tempo de renovação para as suas almas e faz bem ao espirito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza a capacidade de desabrochar e a cada nova estação e a nós a capacidade de recomeçar cada ano.
Sorrir sempre por todos os motivos, mas também devemos chorar outros, porque amar o próximo é dar mais que rezar.
Diáriamente procura-se proporcionar a todos os irmãos, uma alimentação adequada, tendo em atenção os mais variados problemas de saúde que os afecta, conforme recomendação médica.
A MORTE. Falam dela sem medo, esperam-na com naturalidade, pois acham que já é tempo. O que mais desejamda vida é conseguir a salvação eterna como dádiva do Senhor a quem serviram.
Durante o Ano de 2008, a enfermaria teve como residentes definitivos, 11 Irmãos . Faleceram neste periodo de tempo dois deles : Ir. Agostinho Moreira Júnior e P. Fernando Rodrigues Chaves.
No entanto seja qual for a situação dos irmãos, proporcionar a qualidade de vida é o objectivo desta enfermaria e de quantos aqui trabalham.
Não há qulquer restrição a nível de visitas ou saidas. Os irmãos são autónomos para sairem se as suas forças o permitirem ou acompanhados por outros irmãos. Sem duvida este espaço marca a diferença.
A Enfemaria preocupa-se, acima de tudo, com a satisfação das necessidades dos irmãos para que tenham um final de vida feliz.

Frei JOSE DE JESUS CARDOSO, OFM.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SOFRIMENTO ESCOLA DE APRENDIZAGEM


Hoje dia 11 de Fevereiro, celebramos o Dia Mundial do Doente.
Nunca será demais incluir na nossa amizade a ternura pelos nossos doentes e idosos com gestos e palavras de acolhimento no centro das nossas vidas. A Comissão Nacional da Pastoral da Saúde deseja valorizar esta dimensão essencial da vida cristã, para que os doentes não sejam afastados das famílias nem ignorados ou esquecidos.
Que cada família cuide dos seus doentes na medida do possível e os envolva de ternura, presença e solicitude constante do seu amor fraterno.
O sofrimento e a dor pode tornar-se peso sem sentido, cruz sem cireneu, mas pelo contrário pode-se transformar em caminho de redenção, em crescimento e em bem-aventurança.
Muitas vezes o sofrimento nos aproxima, nos liberta e nos faz irmãos. São estes sentidos na vida que nos deixam marcas de esperança, serenidade e alegria.
Aqui lembro todos os idosos e doentes, sobretudo aqueles com quem trabalho e a quem generosamente dedico a vida o meu trabalho e gestos de ternura do amor de Deus pelos que sofrem. Que Nossa Senhora de Lurdes me ajude a continuar a suavizar a dor de todos os doentes e de quantos cuidam dos nossos doentes e idosos.
Os doentes são o caminho da redenção “completam no seu corpo o que falta à paixão de Cristo” CL 1,24).


Fr. José Jesus Cardoso

sábado, 7 de fevereiro de 2009

FESTA DAS CINCO CHAGAS DO SENHOR


A Festa das Chagas do Senhor é uma festa muito antiga e celebrada em Portugal a 7 de Fevereiro. Uma devoção muito viva na Igreja Portuguesa desde o começo da nacionalidade. As Chagas são as feridas que o Senhor recebeu na Cruz e as manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, principalmente ao Apostolo Tomé, por este não acreditar.
Na história da Igreja alguns santos receberam as Chagas do Senhor como sinal de graça e prémio das suas virtudes: S. Francisco de Assis, Padre Pio, um santo dos nossos dias e outros.
As Divinas Chagas do Crucificado são para nós cristãos motivo de meditação e valorização do sofrimento do Senhor na Cruz por nós e para que Ele se compadeça das nossas fraquezas .
Onde poderá a nossa fragilidade encontrar mais segurança a não ser na Bondade das Chagas do Senhor. A lança que n’Ele penetrou, veio a ser para nós a chave que nos abre os mistérios dos Seus desígnios.
Só em Jesus se encontra toda a piedade. A cada um deu o que tinha: sinais de amor, consolação e firmeza.
As Chagas do Senhor são a nossa redenção que veio das Divinas Mãos e Pés e do Peito rasgado, para nossa fé e nos transformar em cristãos a sério.


FrJoséCardoso, OFM

 
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