A todos os que visitais este espaço, votos sinceros de paz e bem!

sábado, 29 de dezembro de 2007

SANTOS INOCENTES



DIA DOS SANTOS INOCENTES
A Igreja católica celebra o acontecimento a 28 de Dezembro de acordo com os Evangelhos. A nova liturgia, embora não querendo ressaltar o carácter folcolórico que este dia teve no decurso da história, quis manter esta celebração, elevada ao grau de festa por São Pio V, muito próximo da festa do Natal.
Assim colocou as vítimas inocentes entre os companheiros de Cristo este glorioso exército de mártires que testemunharam, com o sangue, a sua pertença a Cristo.
Impossível calcular o número de crianças inocentes arrancadas aos braços de suas mães e depois esquartejadas às mãos dos soldados do rei Heródes, que este tirano mandou matar.
Aos inocentes de Herodes , quero juntar, todos os inocentes anónimos, todos aqueles que não foi permitido nascer e junto ainda as crianças que morrem de maus tratos.
Deus, Senhor da Vida, confiou aos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção.
O aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.
FR. CARDOSO, ofm.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

NATAL DA ESPERANÇA

Na história, por razões conhecidas e nas quais o querer do homem nem sempre respeitou o querer de Deus, vai-se construindo uma Igreja para os tempos modernos, na qual nem sempre o Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo ocupam lugar central. Os caminhos bíblicos, estão à mercê de decisões de homens detentores de um poder, que muitas vezes é tudo menos serviço a um povo de crentes.
Muita coisa má se tem colado à Igreja. O mundo está “cansado e desfeito” e astutos são os seus governantes, basta olhar à nossa volta para nos darmos conta disso, guerras, fome e até a transformação da própria natureza pelos maus tratos da mão do homem. Só são cegos os que não querem ver . A Criação geme e sofre, mas eu o que procuro ? O que verdadeiramente preciso? Quem pode sustentar a nossa verdadeira esperança? Quem pode responder a esta nossa verdadeira sede de felicidade? Que ternura tem o Mistério de Jesus Menino por nós.? Jesus Menino Esperança que nos salva. Parece muito pouco, tal como o Menino numa manjedoura. Foi aqui o começo de tudo. Sim, esta história de natal aconteceu. Jesus não é um mito, mas um homem feito carne e sangue, uma presença real na história. Podemos visitar e percorrer os caminhos que Ele percorreu. A realidade cristã é o mistério de Deus que entrou no mundo como história humana, mas ao homem parece muito pouco e no entanto, está cá tudo. O mistério e a esperança de todos quantos Nele acreditam. O Natal veio para educar o coração do homem.


Fr. Cardoso

domingo, 9 de dezembro de 2007

FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Hoje dia 8 de Dezembro de 2007, como é habitual em cada ano, por ser a Padroeira do Convento, a fraternidade da Luz, celebrou com solenidade este dia , para nós muito especial, consagrado à Imaculada Conceição da Virgem Maria. A esta festa associamos os nossos benfeitores amigos, que ao longo do ano nos prestam serviços gratuitos no campo da saúde e outros.
Também desde há três anos vêm sendo convidados os elementos do Grupo Coral e acolitos que animam a liturgia nas celebrações da Igreja no Seminário, Grupo que é dirigido, com muita competência pelo nosso confrade, Fr. Albertino. A celebração da Eucaristia começou pelas 11 horas, com a presença de muitos fiéis. Presidiu à Eucaristia o Guardiãodo Convento, P. Domingos do Casal Martin. A dirigir o coro, esteve o Fr. Albertino e ao orgão o nosso ex-aluno Francisco de Assis Cunha , executando com perfeição as melodias dedicadas ao dia festivo. Foi uma Eucaristia muito participada e vivida pela assembleia. A homilia, feita pelo presidente, foi toda ela dirigida à Imaculada no pequeno historial desde o nascimento de Cristo até aos nossos dias, e ao Dogma da Imaculada Conceição proclamado pelo, Papa Pio IX.
Maria é o prelúdio do Natal de Jesus porque, com a sua aparição no mundo, começa a concretizar-se o projecto de Deus para a Encarnação do Seu filho divino. Na Virgem de Nazaré o Altissimo prepara aquela que será Sua Mãe. A grandeza de Maria reside toda nesta verdade: é a criatura escolhida por Deus para Mãe de Jesus Cristo.
Terminada a Eucaristia , os nossos convidados dirigiram-se para o refeitório, onde se seguiram cumprimentos de boas-vindas e se deu inicio à refeição. Pelas 15 horas os convidados começaram a despedir-se e regressaram a casa contentes por mais uma festa em honra da Virgem Maria.
Temos a certeza que depois do nascimento de Jesus, nenhum outro nascimento foi tão importante aos olhos de Deus e tão precioso para o bem da humanidade como o de Maria.

Frei José Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 2 de dezembro de 2007

ADVENTO

Advento, Tempo de Conversão .
Preparação para a festa do Natal, esperando a vinda do Messias. Como se o Messias ainda não tivesse vindo, mas para apreciar melhor o dom da salvação que nos trouxe. O Advento é para nós tempo de conversão. Podemos recitar com toda verdade a oração dos justos do AT e esperar o cumprimento das profecias porque estas ainda não se realizaram plenamente; cumprir-se-ão com a segunda vinda do Senhor. Devemos viver este tempo com fé e conversão. A Igreja ora e quer que vivamos um Advento pleno por uma vinda de Cristo para todos os povos da terra que ainda não conhecem o Messias ou não reconhecem ainda o único Salvador. A Igreja no Advento vive a sua missão de anúncio do Messias a todas as gentes e a consciência de ser " esperança" para toda a humanidade, com a afirmação de que a salvação definitiva do mundo deve vir de Cristo com sua definitiva presença escatológica.
Num mundo marcado por guerras e contrastes, as experiências do povo de Israel e as esperas messiânicas, as imagens utópicas da paz e da concórdia, se tornam reais na história da Igreja de hoje que possui a actual "profecia" do Messias Libertador, na renovada consciência de que Deus - renova a Igreja através do Advento para um mundo melhor. A sua esperança, projecta a todos os homens um futuro messiânico do qual o Natal é primícia e confirmação preciosa.
À luz do mistério de Maria, a Virgem do Advento, a Igreja vive neste tempo litúrgico a experiência de ser agora "como uma Maria histórica" que possui e dá aos homens a presença e a graça do Salvador.
A espiritualidade do Advento resulta numa espiritualidade comprometida, num esforço feito pela comunidade para recuperar a consciência de ser Igreja para o mundo. Mais ainda, ser Igreja para Cristo, Esposa vigilante na oração e exultante no louvor do Senhor que
vem.

JJC

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Avé Maria fadista (Amália)

domingo, 25 de novembro de 2007

FESTA DE CRISTO REI


Hoje é dia de Cristo Rei, fim do ano litúrgico.
A Festa de Cristo Rei é, também, a festa da soberania de Cristo sobre a comunidade cristã. A Igreja é um corpo, do qual Cristo é a cabeça, é Cristo que reúne os vários membros numa comunidade de irmãos que vivem no amor.
Cristo que a todos alimenta e dá vida; é Cristo o termo dessa caminhada que os crentes fazem ao encontro da vida em plenitude. Esta centralidade de Cristo tem estado sempre presente na reflexão, na catequese e na vida da Igreja?
É que
Muitas vezes falamos mais de autoridade e de obediência do que de Cristo; de
Castidade, de celibato e de leis canónicas, do que do Evangelho; de dinheiro, de
Poder e de direitos da Igreja, do que do “Reino”… Cristo é – não em teoria, mas de
Facto – o centro de referência da Igreja no seu todo e de cada uma das nossas
Comunidades cristãs em particular? Não damos, às vezes, mais importância às leis
Feitas pelos homens do que a Cristo? Não há, tantas vezes, “santos”, “santinhos” e
“santões” que assumem um valor exagerado na vivência de certos cristãos, e que em termos pessoais, Cristo é o centro, referência fundamental à volta da qual a
Minha vida se articula e se constrói? O que é que Ele significa para mim, não em
Termos de definição teórica, mas em termos existenciais?
Ocultam ou fazem esquecer o essencial.
Toda a vida de Jesus foi dominada pelo tema do “Reino”. Ele começou o seu
Ministério anunciando que “o Reino chegou” . A afirmação da sua dignidade real passa
pelo sofrimento, pela morte, pela entrega de si próprio. O seu trono é a cruz,
expressão máxima de uma vida feita amor e entrega. É neste sentido que o Evangelho
de hoje nos convida a entender a realeza de Jesus.

Frei Cardoso


sábado, 10 de novembro de 2007

O LOBO DE GÚBIO E S. FRANCISCO DE ASSIS

No tempo em que São Francisco morava na cidade de Gúbio, no condado do mesmo nome, apareceu um lobo grandíssimo, terrível e feroz, que não somente devorava os animais, senão também os homens; de modo que todos os cidadãos viviam em grande susto, porque muitas vezes se aproximava da cidade; e todos iam armados, quando saiam para os campos, como se fossem para algum combate; e com tudo isso, quem sozinho o encontrava não podia defender-se; e, por medo a este lobo, chegou-se a pontos de ninguém ousar sair da terra. Pelo que, São Francisco, compadecido dos homens daquela cidade, quis sair ao encontro do lobo, apesar de todos lhe aconselharem o contrário; ele, porém, fazendo o sinal da cruz, saiu fora da cidade, com os seus Companheiros, pondo em Deus toda a confiança. E temendo os outros avançar mais além, tomou ele o caminho para os lados onde o lobo estava. E eis que, à vista de muitos citadinos que tinham acudido para ver o milagre, saiu o lobo, de goelas abertas, ao encontro de São Francisco, que fez sobre ele o sinal da cruz, chamou-o e disse-lhe assim:
«Anda cá, irmão lobo! Eu te mando, da parte de Cristo, que não faças mal nem a mim nem a pessoa alguma».
Coisa maravilhosa! Logo que São Francisco fez o sinal da cruz, aquele lobo terrível fechou a boca, e estacou; e, ao mando do Santo, veio mansamente, como se fosse um cordeirinho, e deitou-se-lhe aos pés. Então São Francisco falou-lhe e fez um pacto com o lobo.
Ditas as palavras, o lobo, com movimentos do corpo, da cauda e das orelhas, e com inclinações de cabeça, mostrava aceitar o que São Francisco lhe dizia, e querer cumpri-lo. E então São Francisco disse-lhe: o meu desejo é que não faças mal a ninguém.
Irmão lobo agradeço-te a alegria que me destes.
Frei José Jesus Cardoso

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

FIÉIS DEFUNTOS

Hoje os cemitérios estão cheios de flores. As flores são um símbolo de vida quando aparece ter acabado.Sejamos solidários com os mortos, porque fazem parte da vida fraterna cristã. Se a semente não morrer, não dará fruto. Foi Jesus que o afirmou e a experiência nos ensina.A esperança da vida eterna para todo aquele que ama e se uniu a Cristo, de algum modo, a vida eterna já começou. Começou a descobrir neste mundo, cheio de misérias, o amor que salva, o amor do Filho primogénito enviado pelo Pai. Amor que se difundo no Espírito Santo. Saibamos descobrir sob o véu do cotidiano as maravilhas de Deus que age, e que, indo além da dor e do sofrimento, vejamos o amor de e a sua ternura eterna.Rezar continuamente pelos fiéis defuntos. Lembremos os nossos entes queridos falecidos diante do Senhor, no altar, mas ao mesmo tempo vivamos com a esperança, superando toda a amargura, de que, no final, a morte é vencida por Cristo, o pecado vencido pela graça. O Senhor é a nossa luz e a nossa salvação, assim nos ensina o salmo.No século V, a Igreja dedicava um dia no ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. No século XIII esse dia anual passou a ser comemorado em 2 de Novembro, porque o dia 1 é Dia de Todos os Santos. E assim se manteve até aos dias de hoje.
Fr. José Jesus Cardoso, ofm.
02-11-2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

DIA DE TODOS OS SANTOS

A MINHA PARTILHA NA FESTA DE TODOS – OS-SANTOS
As leituras de hoje introduzem-nos no mistério da nossa santidade. O ser humano é chamado a participar da vida de Deus. "Alegrai-vos, pois é grande no céu a vossa recompensa" (Mt 5, 1-12a). A bem-aventurança, ou seja, a felicidade, é prometida por Jesus sobretudo aos pobres. Os pobres de espírito não são pobres de bens, nem os pobres que não se conformam com o seu estado. Pobres de espírito são os humildes, os deserdados, os que têm o coração desapegado dos bens terrenos. Para isso não é necessário nada ter, mas é preciso usar o que se tem conforme o espírito do Evangelho. Assim, aos pobres, aos deserdados da sociedade, aos que souberem colocar sua confiança no Senhor é oferecida a felicidade. Eles poderão fazer parte do número dos eleitos, dos santos, dos filhos de Deus. Jesus ensina-nos que a santidade é algo possível e importante para todos. A santidade concretiza-se no tempo presente, pelo espírito das bem-aventuranças, pelo qual a humanidade vive o seu peregrinar entre trabalhos e lutas, entre angústias e esperanças. A fé e a esperança dos cristãos não esmorecem porque eles têm a promessa de Cristo: "Alegrem-se e exultem, porque grande será a vossa recompensa no céu". Que sentido tem para a nossa comunidade celebrar esta festa? Celebrar os Santos ajuda-nos a seguir Jesus? Como?Os Cemitérios neste dia, mais que um altar de devoção, são a casa da família total em diálogo ou em encontro de gerações.O nosso dia vem.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

domingo, 21 de outubro de 2007

O DOM DA VOCAÇÃO

O chamamento que Deus nos faz, dom da nossa vocação é uma forma interior que nos pede para abdicar do mundo, fugir desta sociedade que nos consome. Na verdade é um acto de doação para sempre, para o resto duma vida que nos dispomos viver e abdicar de tudo aquilo que consideramos bom, incluindo a família, e sobretudo, fazê-lo por amor a Deus.
Foi com esta intenção que me decidi entrar para a Ordem dos Frades Menores, quando tinha dezanove anos. Hoje com sessenta e dois e quarenta e três de vida religiosa, digo que vale a pena ser de Deus e filho de S. Francisco de Assis. Durante estes anos, a maior parte tem sido vivida ao serviço dos irmãos doentes e idosos, fiz uma experiência enriquecedora ao abraçar a cruz do sofrimento. Ser religioso, tem os seus custos, mas é aqui que nos encontramos, mais perto de Cristo. O silêncio e a oração, são outra forma de vida, onde tudo se torna diferente.
Entrei para franciscano em 3 de Outubro de 1964, desde então para cá aprendi muita coisa e a conhecer-me cada vez melhor. No princípio custou-me um pouco a adaptar-me, mas a experiência foi-se convertendo em alegria e serenidade interior. Nunca tive o sentimento de dúvida. Queria encontrar o essencial da minha vida e ser feliz como eu via os outros irmãos. Queria ser de S. Francisco de Assis, os meus pais diziam-me que eu não ia aguentar muito tempo, que era uma vida muito disciplinada e austera. Acabaram por aceitar a minha vinda para a Vida Religiosa e depois já sentiam uma certa vaidade por terem um filho franciscano. Já faleceram à trinta e dois anos.
Foi por aqui que comecei e é por aqui que quero chegar a Deus. Só somos bons religiosos se estivermos muito unidos a Deus e à Sua Vontade.
A vocação religiosa não é vista com muita naturalidade. É sem dúvida provocadora de questões, de sentimentos e de interrogações sobre o sentido da vida. Cada vez me apercebo mais que foi uma opção válida como, poderia ter sido, o casamento. É claro que sem fé a nossa vida não tem sentido algum.
Deus tem para cada criatura um plano de felicidade. Os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, comprometem-nos para toda a vida, é uma forma de vida e de nos apresentarmos ao mundo. Ser-se franciscano, passa também por viver em comunidade. A nossa relação como irmãos é muito intensa e fraterna, apesar de haver enormes diferenças em idades e serviços, a fraternidade é a palavra de ordem. Logo de manhã cedo, começa o dia com a oração de Laudes. Depois cada religioso segue para os seus trabalhos. Tomamos as nossas refeições e pelo fim do dia, voltamos a juntarmo-nos para a Eucaristia, meditação e Vésperas. Depois da refeição da noite convívio e partilha fraterna. É uma vida de alegria e porque não de algumas tristezas!...em todas as classes sociais existem.
Sou franciscano por opção. Há coisa que mudam na nossa vida. Deixar tudo e vir para a vida consagrada é o modo mais nobre de amar alguém, de dizer a alguém que lhe quer todo o bem do mundo, é faze-lo em Deus, no trabalho aos irmãos. Este encontro entre a vontade do divino e a obediência humana: acordo perfeito entre o espírito, sentidos, inteligência e vontade. Foi esta vontade que me motivou para o amor de Deus. É a caridade para com o sofredor e o pobre que dá dimensão à minha vida.
Ninguém pode ser apóstolo, se não cuidar do mais pobre. Só rezar não salva, se não houver caridade. Todos nos devemos envolver com os pobres, e depois disto a oração ganha novo sentido.
Hoje começaria tudo de novo e acredito no Senhor que pode tudo e a Sua graça me basta. Nas tempestades da vida, umas maiores que outras, sempre as tenho enfrentado com ânimo e fortaleza. Não fujo da minha cruz, todos temos a nossa. A vida religiosa como eu a entendo, é um caminho para o céu.
Frei José Jesus Cardoso, OFM.

sábado, 13 de outubro de 2007

FÁTIMA TEMPLO DA SANTISSIMA TRINDADE

Fátima, 13 de Outubro de 2007, Milhares de peregrinos concentraram-se de manhã no Recinto do Santuário de Fátima para as cerimónias principais da Peregrinação Internacional de Outubro, que marca o fim das comemorações das 90 anos das Aparições. O santuário quase cheio de peregrinos.
Horas depois de ter aberto as suas portas, a Igreja da Santíssima Trindade tem sido a estrela da atenção dos peregrinos que têm aproveitado para conhecer o novo templo do Santuário de Fátima.
Durante a noite, milhares de peregrinos concentraram-se na nova igreja para assistir à vigília e eram muitos os que percorriam as capelas, as alas e a nave central do novo templo católico.
Os peregrinos procuram os locais de afeição particular, como é o caso da nova estátua de João Paulo II, colocada em frente à igreja, onde se podem ver vários ramos de flores, um sinal da devoção dos crentes pelo Papa João Paulo II. A imagem de Cristo sobre o altar bem como o painel em ouro da parede de fundo são outras das obras que mais impressionam os peregrinos. A celebração principal da manhã foi presidida pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, numa cerimónia que encerrou as comemorações dos 90 anos das Aparições.
Maria presença Materna do sinal do Amor de Deus, quis ali em Fátima aparecer aos pastorinhos, trazendo a mensagem de reconciliação e perdão.
Na homilia o Cardeal Bertone disse: “face aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da ciência e da informação) que exige e estão prontos a comprar, se não mesmo a impor, o silêncio dos cristãos invocando imperativos de uma sociedade aberta”. Face a tais pretensões, o mínimo que podemos fazer é rebelar-mos com a mesma audácia dos Apóstolos não podemos calar o que ouvimos e vimos”. Disse ainda: “que sem negar o valor dos sacrifícios e penitências voluntárias “, a penitência de Fátima é a aceitação submissa da vontade de Deus.
Segundo o Cardeal, Fátima é”conversão, emenda de vida, deixar de pecar, reparar a Deus ofendido no irmão “.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

S. FRANCISCO DE ASSIS HOJE.

Nós hoje, celebrar a memória da morte de São Francisco de Assis, na Igreja e em especial na Ordem Franciscana. Ser Franciscano, não é apenas conteúdo. É espírito, maneira de ver as coisas, de vivê-las, de assumi-las e de equacionar os grandes conflitos de vida e de morte. S. Francisco de Assis o fez em sua época, e o faria hoje: S. Francisco, não teve nenhuma pretensão, a não ser de dar-se. Quis estar junto do outro. Ser Menor, pequeno. Para entender a grandeza do outro, não o atropelando em sua dignidade.
Para ele, a morte é o grande momento de louvor que o ser humano presta a Deus. E ele fez de sua vida e de sua morte encontros que o colocaram no coração daquele que lhe deu a vida. O que nós queremos é também neste momento, embeber a nossa vida, o corpo e a alma desta fonte que é São Francisco, seu carisma, sua obra e seu ideal. Façamos, também nós, dos nossos dias, os dias que o Senhor nos dá, um grande hino de agradecimento e louvor a Deus, pois num homem tão frágil e tão pequeno como o foi São Francisco, Deus quis mostrar toda a sua misericórdia e confirmar seu amor para com todos os seres humanos.
A nossa celebração, da memória da morte de São Francisco, nos faça aprender a louvar e a bendizer a Deus por tudo, pela sua graça, por sua misericórdia, por sua vida, por sua presença. Comecemos, Irmãos! O nosso mundo tem sede de Deus.
O dia 4 de Outubro, para a Família Franciscana e de modo especial para a Ordem dos Frades Menores, esta celebração se reveste de grande solenidade. S. Francisco de Assis tornou-se inspiração daqueles valores mais altos do Evangelho. Por isso, a sua mensagem atravessou os século, e contínua a despertar no coração da humanidade aquilo que de melhor ela pode realizar.
“ Ó´ Deus que fizestes o Seráfico Pai S. Francisco assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humanidade e pobreza, concedei que, trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho, unindo-nos convosco na perfeita alegria”.

Frei José de Jesus Cardoso, OFM.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Estigmas de S.Francisco de Assis

Hoje dia dos Estigmas de S. Francisco de Assis . Francisco de Assis foi um SANTO estigmatizado dos mais famosos. De facto a sua união a Cristo era tão grande que apareceram-lhe feridas nas mãos, nos pés e no peito, à imagem das cinco chagas de Jesus, resultado da crucificação e da perfuração pela lança para comprovar a sua morte. A reprodução de um fresco da basílica de S. Francisco em Assis, mostra assim as mãos chagadas e a ferida no peito (para isso é necessário que o burel aparecesse rasgado). Claro que ele não andava com a ferida à mostra, pelo contrário. O santo estigmatizado mais recente foi o Padre Pio, Franciscano Capuchinho recentemente beatificado. Os estigmas são um fenómeno psicossomático, por isso não correspondem á localização histórica de facto a colocação dos cravos nos pulsos de Jesus. As cinco chagas que o acompanharam até á morte. Muito mortificado na carne, quase cego, continua durante dois anos a ser o exemplo vivo do extremo Cristianismo. S.Francisco Morre no convento da Porciúncula, em 1226.

Fr. José de Jesus Cardoso,OFM

terça-feira, 28 de agosto de 2007

FÉRIAS OU DESCANSO ?




F É R I A S
O tempo de férias é um tempo breve para refazer o nosso interior , mais desgastado que o corpo. Quem vive a vida com sentido, também se desgasta , e muitas vezes não sabe como recompor-se . As férias são uns dias desejados para se encontrar um sítiu de abrigo para recompor a barca frágil do nosso corpo, todos dias batida por furias e ventos sem controle, que nos férem e fustigam.
Muitas vezes, fazemos das férias tempo de maior cansaço . Deviamos procurar este tempo para viver com qualidade e dignidade. Deve ser tempo de silêncio, sentido, repouso activo e comunicação profunda.
Quem vive a vida com sentido, também se desgasta, mas sabe como recoperar-se . Muitas vezes transforma-se a vida numa arena onde os vencedores saiem vencidos. A vida dos frades não é muitodiferente da de excursionistas surprendidos pelo mau tempo. O pecado do nosso corpo é um mal de todos os tempos. O silêncio morreu em nossos conventos e ao desaparecer, arrastou consigo ,simbolos , gestos que constituiam a boa armonia dos frades e das nossas comunidades.
A beleza da vida religiosa foi de férias e não voltou. Só podemos mudar se as férias que demos ao nosso carisma conseguir voltar para nós. Para a vermos . Teremos de voltar a percorrer o caminho das férias e outros, por onde temos andado.
Voltemo-nos para o mar da vida e escutemos a voz de S. Francisco de Assis. As férias para os frades deviam ser para purificar a vida e não como muitas vezes são gastas.:


Frei José Jesus Cardoso,OFM.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

DORMISSÃO DE NOSSA SENHORA

Hoje dia da Festa da Assunção de Nossa Senhora
A festa da Assunção de Nossa Senhora é uma das mais antigas da Igreja. No ano de 600 já a Igreja Católica festejava este dia de glória de Maria Santíssima. A festividade de hoje lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa de suas obras, dos seus sofrimentos, penitências e virtudes. Não só a alma, também o corpo da Virgem Santíssima fez entrada solene no céu. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel todo singular, entre as criaturas humanas, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu que a distingue de todos os habitantes da celeste Sião
Só Deus pode dar uma recompensa justa; só Ele pode remunerar com glória eterna serviços prestados aqui na terra; só Ele pode tirar toda a dor, enxugar todas as lágrimas e encher nossa alma de alegria indizível e dar-nos uma felicidade completa. Que recompensa o Pai Eterno não teria dado àquela que por ele mesmo tinha sido eleita, para ser a Mãe do Senhor. Se é impossível descrever as magnificências do céu, impossível é fazermos ideia adequada da glória que Maria Santíssima possui, desde o dia da Assunção. Se dos bem-aventurados do céu o último goza de uma felicidade infinitamente maior que a do homem mais feliz no mundo, quanta não deve ser a ventura daquela que, entre todos os eleitos, ocupa o primeiro lugar; aquela que pela Igreja Católica é saudada: Rainha dos Anjos, Rainha dos Patriarcas, Rainha dos Profetas, Rainha dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, Rainha de todos os Santos!
Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

sábado, 11 de agosto de 2007

SANTA CLARA DE ASSIS

Santa Clara, negando-se a si mesma e tomando a sua cruz, seguiu o esposo das Virgens que é o Senhor.
Foi a fundadora da ordem das religiosas franciscanas Clarissas. Aos dezoito anos, arrastada por uma irresistível tendência religiosa, fugiu da casa dos pais para se por sob a direcção espiritual de São Francisco de Assis. Este destinou-a para a vida religiosa, numa pequena casa para onde se dirigiram sua mãe e irmã arrastadas pelo seu entusiasmo religioso.
Esta casa foi o primeiro mosteiro das freiras desta ordem. Foi São Francisco que escreveu a regra de vida do mosteiro e o Papa Gregório IX aprovou a sua fundação. A ordem desenvolveu-se de tal maneira que, no século XVIII, contava com perto de 4.000 casas.
Houve um facto marcante que demonstra a fé de Santa Clara, no milagre que ocorreu quando uma freira de sua ordem volta de uma caminhada para conseguir doações para os pobres que iam ao mosteiro. Estava desanimada pois pouco tinha conseguido. Irmã Clara ao vê-la, lhe diz palavras de ânimo e que ela confiasse em Deus. Quando a Irmã Clara se afastou, a outra freira foi pegar o embrulho que trouxera e não mais o aguentou. Tudo dentro dele se havia multiplicado.
Conta-se também que Santa Clara, por meio das suas orações, afastara os sarracenos que sitiavam Assis. Numa invasão ela apanhou o cálice com hóstias consagradas e enfrentou o chefe deles dizendo ser Jesus mais forte que eles. Diante de tal fé eles deixaram Assis em paz e foram para outras localidades.
Por causa desse milagre é que sua imagem é simbolizada com a custódia na mão.
Santa Clara também tem o título de protectora da televisão devido a uma prodigiosa visão que teve. Quando São Francisco morreu seu corpo foi velado na clausura para que as monjas pudessem contemplar-lhe o rosto. Porém, de sua pequena cela sem enfeites, ela viu projectadas nas paredes as imagens do santo e os ritos das solenes funções que se desenvolviam em Santa Maria dos Anjos, onde era a clausura.
Morreu em 1253 e foi canonizada em 1255 pelo Papa Alexandre IV.

Fr. Cardoso,ofm.


quinta-feira, 12 de julho de 2007

FORMAÇÃO PERMANENTE


Com a Profissão Solene, tem início a Formação Permanente, ou seja, o frade continua seu processo de formação, por toda a sua vida, reconhecendo que sempre se tem que aprender, formar-se, actualizar-se, recomeçar a exemplo de São Francisco, pois o seguimento de Jesus Cristo exige perseverança na aprendizagem, numa constante atitude de Menor e de discípulo aberto aos ensinamentos de Jesus Mestre, razão e sentido da Vida Religiosa Franciscana.
Fr. José Jesuscardoso

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A SEGUIR HÁ MORTE DE S. FRANCISCO


Pouco tempo depois, seguiu-se a "clericalização" da Primeira Ordem. A partir de sua espiritualidade, Francisco era um leigo, mesmo sendo membro da hierarquia eclesiástica pela sua posição como diácono. Foi vontade dele que os seus irmãos pertençam - como simples leigos - ao grau básico da Igreja (cf. 2Cel 146), mesmo quando eram incumbidos de missões especiais. No meio do povo deviam viver a radicalidade do Evangelho, sendo pobres entre pobres, vivendo a fraternidade em comunidades concretas, anunciando a presença de Deus na situação do dia-a-dia e no mundo inteiro, unindo-se a todos os que crêem e que querem formar a Igreja de Jesus Cristo. Com a entrada dos primeiros sacerdotes, por exemplo, do irmão Pedro Cattani, essa intenção foi desrespeitada. A admissão de clérigos desenvolveu-se e multiplicou-se até constituir uma legalidade própria: havia cada vez mais sacerdotes ordenados, até que eles ocupassem todos os n´veis da vida franciscana. Francisco sempre se opôs a essa evolução; mas, logo depois de sua morte, irmãos foram nomeados bispos e chegaram até a ser eleitos Sumos Pontífices.Com isto se completou uma total dessecularização, em detrimento da intenção primitiva de Francisco. Seguramente o Santo não previu essa evolução. Acreditava, pelo contrário, que os sacerdotes que se juntavam à sua Ordem, seriam capazes de submeter-se ao novo espírito - por ele desenvolvido - de doação ao mundo. Em consequência de evoluções modernas em nossos dias, voltam a existir chances reais de poder reencontrar a intenção original de Francisco.

JJC.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Paciência, meus irmãos.
Este é o grande segredo para que vençamos na vida. Ser paciente é saber esperar tudo no momento certo. Seja paciente com os outros e verá que tudo pode mudar na vida.Às vezes, nós descontrolamo-nos com algo ou alguém e quem é que perde? Nós.Quantas chances tivemos de ficar quietos e não as aproveitamos. Nós irritamo-nos, nós descontrolamo-nos e ferimos muito as pessoas. Dissemos o que não queríamos dizer. Falamos quando deveríamos ter ficado calados.Quando ficar irritado, controle-se, acalme-se, lembre-se que tudo passa.Imagine como nós ficamos desfigurados quando perdemos a razão. às vezes, por tão pouca coisa.Pense no seu coração. Agitado, nervoso, acelerado, por pequenos problemas que logo passarão.Se você estiver quase a perder o controle conte até 10. Ou até 20. Até 100 se precisar. Nada é mais importante que ter paz, que ter calma.Antes de perdermos a paciência temos que nos lembrar que sempre temos um pouco de culpa também. Se algo caiu e partiu, caiu porquê?Se alguém brigou contigo, brigou porquê?Temos que reflectir antes de tomar qualquer posição.Quem sofre mais com a falta de paciência és tu. E só depende de ti cultivar a paciência.Tente. O resto entregua nas mãos de Deus.
Fr. José Jesus Cardoso,OFM

quinta-feira, 5 de julho de 2007

SOMOS IRMÃOS

Não basta dizer que somos frades, pois somos Frades menores (RB 1,1; RnB 6,3). A menoridade constitui a forma concreta que qualifica o nosso relacionamento fraterno e a prática de nossos ministérios, sobretudo o ministério ordenado. Alguns exercem o próprio ministério como ministros ordenados, outros como leigos, mas todos somos Frades menores. “Por isso, na caridade que é Deus – implora nosso Pai São Francisco –, suplico a todos os meus irmãos que pregam, que rezam e que trabalham, tanto aos clérigos quanto aos leigos, que se esforcem por serem humildes em tudo” (RnB 17,5). O adjectivo “menor”, que Francisco tira do Evangelho (Mt 20,25-27; Lc 22,26; citados na RnB 5,9-12), é um adjectivo de relação: somos menores em relação a alguém. A menoridade é uma aposta pessoal, para que nada, em nós, dificulte a epifania do outro. É nosso dever “tirarmos as sandálias” diante do mistério do outro no qual o Mistério tem sua epifania (cf. Ex 3,5). O modelo da menoridade é Cristo, que “não se apegou à sua igualdade com Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo...” (Fl 2,6-11). Essa identidade de menores em relação a cada criatura coloca-nos diante de uma permanente exigência moral que tem raízes muito antigas: “devem os irmãos rever-se espiritual e diligentemente e honrar-se mutuamente sem murmuração” (RnB 7,15). E Francisco não teme insistir: “E sejam modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens; não julguem, não condenem; e como diz o Senhor, não considerem os mínimos pecados dos outros, meditem muito mais sobre os próprios na amargura de sua alma” (RnB 11,9-12). Nossa tradição é firme e abundante em proteger a dignidade do outro a partir de uma menoridade pessoalmente assumida, como caminho de salvação comunitária.

Fr. JJC. ofm.


VIDA FRATERNA





O relacionamento fraterno caracteriza não só as relações entre os Frades, mas, de forma mais ampla, também as relações com cada criatura humana. Sentimo-nos e realmente somos Irmãos menores de cada homem e mulher, seguindo o estilo com que Francisco envia seus Frades pelo mundo: “não litiguem nem porfiem, mas sejam submissos a toda criatura humana por causa de Deus” (RnB 16,6). Esse tipo de relacionamento, caracterizado pela menoridade para com toda criatura humana, tem consequências para nossa missão: entre os leigos, no relacionamento com a mulher, em nosso modo de viver na Igreja, no necessário diálogo inter-religioso, em nossa relação com a criação, enfim, em toda a nossa missão como menores entre os menores da terra (cf. CCGG 97). Temos a lucidez e a audácia necessárias para viver a boa nova da minoridadO
O cuidado pela vida fratern.A troca de experiências convenceu-nos de que nossa Fraternidade necessita de uma atenção especial de nossa parte. É realmente uma prioridade para nossa vida, sobretudo hoje, num mundo ferido pela fragmentação e pelas divisões. As divisões não são estranhas à nossa própria vida fraterna e, por isso, o cuidado pela Fraternidade, muitas vezes, tem necessidade de encarnar-se em gestos de perdão recíproco e em caminhos de comunhão (RnB 5,7-8; 20; RB 10). Em quase todos os nossos encontros repetimos que devemos prestar mais atenção à maturidade humana dos Irmãos, pois muitos problemas nas relações fraternas estão ligados à nossa fragilidade
32. Insistiu-se especialmente na necessidade de ajudar os Guardiães e os Ministros no serviço de animação da Fraternidade. O Capítulo local já é um bom instrumento em nosso poder para partilhar a fé e a fraternidade. Cresce a necessidade de encontrarmos novos momentos e formas diferentes de serviço recíproco, para partilhar e celebrar a vida em todas as suas dimensões. A vida em fraternidade exige um acompanhamento e uma atenção materna, não só na formação inicial, mas durante toda a vida.

Fr. JJC,ofm.

RELIGIOSOS FRANCISCANOS ////////////



A vida Religiosa é dom de Deus para com a Igreja e o povo. É seguimento criativo e fiel a Jesus Cristo impulsionado pelo Espírito Santo.·Animada pelo mesmo Espírito a Vida Religiosa, por um lado, é chamada a testemunhar a memória de Jesus, a quem segue, buscando o que perdeu e enfraqueceu da experiência cristã originária; por outro lado, é chamado a recriar a presença de Jesus na história, sendo resposta de fé aos novos sinais dos tempos. Requer uma abertura incondicional ao "novo" que o Espírito já faz despontar, mesmo sem percebermos. O "novo" é gerado com dores de parto, mas nada supera a alegria e a felicidade que nasce como fruto do Espírito. Este clima de alegria é constante. No seguimento de Jesus, a Vida Religiosa é chamada a deixar-se conduzir e impulsionar pela força do Espírito Santo. Situada entre a memória e a utopia, torna-se um sinal profético no hoje histórico, frágil e provisório, mas forte e eterno. Um "hoje" que não se esgota em si mesmo, mas é Kairós, grávido de sementes do passado e de possibilidades futuras, porque fecundado pela semente da Palavra profética e do Carisma do Espírito. Hoje nós religiosos franciscanos, somos convidados a confirmar a nossa adesão de fé ao projecto do Deus da vida que continua a lutar connosco contra todos os ídolos da morte. Deus caminha connosco, e nós devemos colocar-nos a caminho com ele. Esta é a proposta para que nosso anúncio seja verdadeiramente e credível. . Fazemos memória de Jesus, somos homens proféticos e defensores da Vida. Nosso Deus é o Deus da Vida. Não tememos a nada pois o Senhor é a nossa força e a nossa alegria.· Homens da esperança. Homens da Vida, Homens apaixonados, homens de fé, homens da memória, homens da vida, homens do amor, ao testemunho de S. Francisco de Assis. Somos nós pequeno rebanho do Senhor, anunciadores do amor supremo de Deus.
Fr. Jose Jesus cardoso,OFM.

terça-feira, 3 de julho de 2007

ITENERÂNCIA

A itinerância
O ser itinerantes, peregrinos e forasteiros neste mundo, encontra a sua força na fé em Cristo, Senhor da história, que se manifestará plenamente no fim dos tempos para julgar a todos segundo a lei do amor (cf. Mt 25,31-46). Essa tensão rumo ao cumprimento último, além de não nos afastar da história, orienta concretamente a nossa vida e nos liberta da idolatria da possessão imediata, da tentação do ter do aparecer, do sucesso e do apego às posições alcançadas, empurrando-nos, ao contrário, a reconhecer e servir humildemente Cristo nos nossos irmãos e especialmente nos necessitados. A exemplo de Francisco, que não queria que coisa alguma pudesse ser dita ‘sua’ neste mundo, cresçamos na disponibilidade cordial à imprevisibilidade de Deus, maior que todos os nossos projectos, e testemunhemos a todos a alegria de colocar nEle a nossa esperança, mostrando-nos atentos às necessidades de todos.
Fr. José J. Cardoso, ofm.

ATITUDE DOS AMIGOS DE DEUS

A Palavra de Deus diz: “é preciso caminhar com Deus”. Quando deparei com esta frase, num momento de meditação, fui percebendo, de que maneira eu poderia andar com Deus, ao lembrar-me das pessoas com quem tenho convivido e partilhado a minha vida; pois, os “Amigos de Deus”, levam-nos a caminhar com Deus, rumo à realização da nossa Vocação e Missão. Aliás, andar com os “Amigos de Deus”; ou seja, com aqueles que vivem em Deus e nos apontam para Ele, fazem com que realizemos o nosso primeiro caminho, a nossa primeira vocação. A partir destes preciosos amigos na fé, que são “Amigos de Deus”, o Senhor foi me revelando qual o tipo de pessoas com quem devo andar. Para me não desviar dos seus desígnios e da Sua Vontade, afinal, como diz o ditado: “diz-me com quem andas e eu direi quem tu és”. É preciso discernir esta verdade e caminhar com Deus, através de pessoas que nos possam ajudar para a concretização daquilo que Deus tem para mim e a partir do meu testemunho e da minha vivência de fé. Daí a necessidade de cultivar cada vez mais o verdadeiro espírito da nossa Regra. Interiorizar Francisco de Assis. Não ficar só na superficialidade, nas conversas vans que não levam a nada. É preciso cultivar a partilha profunda com aqueles que se alimentam daquilo que é eterno; caminhar com pessoas que são marca da presença de Deus em sua vida. Temos muitos entre nós. Pois, andar com estas pessoas, é andar com Deus, aceitar conselhos delas, é segurar na Mão de Deus. É possível relacionarmo-nos com todos; mas, é preciso escolher. Devemos ter Deus no coração, para darmos passos firmes e a partir á descoberta do que Deus tem para os que são chamados. Aproveitemos estes momentos, para nos recordarmos destas pessoas tão preciosas e queridas que Deus tem colocado ao nosso lado, ao longo da nossa caminhada e da nossa vida para nos conduzir a Ele.


Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 1 de julho de 2007

AUTORIDADE FRATERNA



Tarefa do ministério fraterno de autoridade
21. Lembrados das Admoestações de Francisco (cf. Adm 3 e 4), da Carta a um Ministro e da Carta a Frei Leão, alimentemos a consciência de que o exercício dos ministérios fraternos é uma constante provocação ao crescimento dos indivíduos e da fraternidade numa liberdade comprometida no seguimento de Cristo. A tarefa do ministério fraterno favorecer o crescimento da responsabilidade pessoal na vida fraterna, promove e sustenta a unidade e a comunhão entre os irmãos, reconhece os dons presentes entre nós estimulando o amor recíproco e inclusive no que diz respeito a todos os que se encontram a encorajar os irmãos no seu caminho de conformação com Cristo humilde e pobre.Nesse sentido, os ministros favoreçam de todos os modos o discernimento comum da vontade de Deus, a co-responsabilidade, o diálogo fraterno, a programação partilhada, a subsidiariedade e a solidariedade. O instrumento fundamental e irrenunciável para isso deve ser o capítulo local. E promovam, ainda, a escuta dos irmãos, a caminhada do caminho de cada um recordando as palavras com as quais Francisco descrevia os ministérios fraternos: visitar, exortar, admoestar e corrigir (cf. 2Rg 10,1).Os que são colocados nos cargos de autoridade sejam em tudo e por tudo ministros e servos dos irmãos, sem dominar nas relações fraternas, evitando toda parcialidade. No espírito do serviço recíproco, não se apropriem dos cargos e manifestem activamente aquele sadio desapego da própria função que torna possível o serviço desinteressado, recordando quanto foi afirmado por Francisco.(cf.Adm4).Faz parte do espírito
de menoridade, portanto, que os ministros aceitem a vulnerabilidade nas relações.
JJC.OFM.

TEU AMOR É A MINHA PAZ

FOGO DE AMOR·
O tempo que me dás vai-se escoando na minha história, sem que o fogo da Tua graça me incendeie a alma, até que queime o chão do meu coração. Olho para trás e não vejo, como queria ver as marcas do teu fogo, nas marcas que vou deixando. No fundo tenho medo desse lume que arde sem se ver, mas que queima de verdade a ponto de consumir uma vida inteira. Aquelas vidas que assim se deixaram devorar por este fogo, são hoje sinais que me são dados de como Te fazes presença, na idêntica humanidade como eu. Tenho medo de me queimar, ainda que saiba de quantas folhas secas eu tenho, à espera de fazer essa fogueira que consome o que não presta e deixa espaço para que a minha vida se afirme em chama de lume novo. É de matéria fraca de que eu sou feito. Pobre pecador. É por esta pobreza de alma que Cristo tem de passar. Grande és Tu Senhor, que do nada fazes tudo. O Fogo da tua graça é a minha esperança e a misericórdia do Teu amor é a minha paz.


Lisboa, 02/02/2007.
Frei José de Jesus Cardoso, ofm.

Alegria Franciscana

Primeiro de tudo, pela nossa própria ligação a Cristo. S. Paulo disse: «Vós Revestiste-vos de Cristo» (Gálatas 3,27). A evangelização apela a que comecemos por nós próprios. É, sobretudo, com a nossa vida, e não com palavras, que damos testemunho da realidade da ressurreição: «Assim posso conhecê-lo a ele, na força da sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos, conformando-me com ele na morte, para ver se atinjo a ressurreição de entre os mortos» (Filipenses 3,10-11). É pela nossa certeza, pela nossa alegria serena em saber que somos amados por toda a eternidade, que Cristo se torna credível aos olhos daqueles que não o conhecem.
Porém, há situações em que as palavras são necessárias. S. Pedro diz isso muito bem: «Estai sempre dispostos a dar a razão da vossa esperan
ça a todo aquele que vo-la peça» (1 Pedro 3,15). É claro que falar de um amor íntimo requer muita sensibilidade e, por vezes, é difícil encontrar as palavras correctas, especialmente em situações em que a fé é fortemente posta em questão. Jesus tinha consciência disso e disse aos seus discípulos: «Quando vos levarem (…) às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, pois o Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer» (Lucas 12,11-). São Francisco de Assis , assim foi e em tudo via a mão de Deus.
Fr. Jose deJesus Cardoso, OFM.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

VIVAMOS S. FRANCISCO NÓS OS FRANCISCANOS

Resistamos à dissipação, à provocação da moda, à indiferença a tudo que pode prejudicar a alma. Voltemo-nos para S. francisco com a alma cheia de fé e de confiança, crendo ser fiéis à Ordem e à nossa Regra e sermos peregrinos e não outra coisa.
O Apostolo S. Paulo, na carta aos Efésios, afirma concretamente em que consiste o essencial do Evangelho de Jesus Cristo: O amor a Deus e ao próximo, perdão e reconciliação e paz. Um religioso, nada disto consegue com a acomodação à facilidade, ou a um simples deixar correr. Se assim fosse os grandes santos da Ordem , não teriam trocado a vida facil pelos sacrificios e reparação e desagravo por muitas ofensas à Regra e a Deus. Os sacrificios e intrega total, são garante à promessa da vida eterna em Deus.
Os comportamentos e a sede da modernidade despida de valores espirituais e de virtude não conseguém evitar a rutura e o desalento, que hoje se vê na Igreja e na vida religiosa.
O dinheiro e e o prazer estão a comandar a vida e pretendem ainda condicionar o sagrado. Razão tinha o profeta Germias, afirmando com a mesma convicção “ O Senhor é a nossa justiça”, isto é , a garantia da esperança que nos atrai até ao futuro. “ Vinde benditos de Meu Pai “. À luz do Evangelho, são os humildes de coração, e os que sofrem , são os que Jesus não abandona. Ora, talvez não nos demos conta, de que o laicismo do nosso tempo age como moda de então : Vai procurando desacreditar a virtude; vai confundindo os valores para que tudo pareça igual , e nós os religiosos deixarmo-nos levar por estas ondas. Temos que cultivar o bom humor, a alegria, o optimismo, olhando o mundo que se tranforma com sentido positivo. Ninguém deve ser indiferente às necesssidades dos outros irmãos. Devemos partilhar os nossos valores uns com os outros. Hoje em dia ninguém partilha nada, a não ser o que é negativo. Deviamos fazer guerra ao pecado e salvar o pecador. Como irmãos, e por alguma razão somos franciscanos, para que o mundo nos veja com outros olhos.
Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 17 de junho de 2007

BENTO XVI EM ASSIS

Assis em Festa.
O Papa deslocou-se este Domingo ao centro do Franciscanismo para falar de valores essenciais no século XXI, numa visita cheia de simbolismo
Assis está preparada para receber Bento XVI neste Domingo, uma visita que decorre no quadro do VIII centenário da "conversão de São Francisco", um dos pontos culminantes das celebrações que estão em curso desde Outubro de 2006.
Esta “peregrinação espiritual” a Assis é uma tradição começada pelo Beato João XXIII e consolidada por João Paulo II, que visitou a localidade italiana por seis vezes.
Logo no início da visita, o Papa estará em adoração diante da cruz de São Damião, símbolo do momento de viragem na vida do Santo de Assis: Um dia, como fizera tantas vezes, entrou na capelinha solitária de S. Damião. Conduzido pelo Espírito, entra nela para orar, prostra-se devoto e suplicante aos pés do Crucifixo. Queria descobrir o caminho a seguir e suplicava com insistência: Senhor que queres que eu faça? Do próprio Cristo recebe uma ordem bem precisa: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está quase em ruína".
Bento XVI considera que "São Francisco emana ainda hoje o esplendor de uma paz que convenceu o Sultão e pode abater realmente os muros. Se nós, como cristãos, percorrermos o caminho para a paz seguindo o exemplo de S. Francisco, não temos que ter medo de perder a nossa identidade, pois é precisamente então que a encontraremos”.
Assis transformou-se, ao longo dos últimos anos, numa reserva de paz e fraternidade universal capaz de reunir e tocar os corações de todos os homens de boa vontade. Esses valores deverão ser retomados por Bento XVI na visita deste Domingo.
Em 24 de Janeiro de 2002, poucos meses depois do trágico atentado de 11 de Setembro, João Paulo II convidou, mais uma vez, os representantes de todas Igrejas, Comunidades e religiões, para outra jornada de oração pela paz, mantendo assim bem vivo o sonho da paz e a profecia de Assis.Tal iniciativa foi entendida, nas palavras do então Cardeal Joseph Ratzinger, como um símbolo de grande esperança e da peregrinação que a Igreja estava a percorrer na história presente.
Em Novembro de 2005, numa decisão que foi recebida com alguma celeuma, com o Motu Proprio “Totius orbis homines”, o Papa estabeleceu novas normas relativas à responsabilidade canónica e pastoral sobre as duas grandes basílicas Franciscanas – de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos – até então directamente dependentes, respectivamente, dos Conventuais e dos Frades Menores.
Posteriormente, Bento XVI nomeou como legado pontifício, em Assis, o Cardeal Attilio Nicora, com a tarefa de “perpetuar com a sua autoridade moral os estreitos vínculos de comunhão entre os lugares sagrados à memória do Pobrezinho e esta Sé Apostólica”.
Os Franciscanos procuraram sempre evitar qualquer polémica a este respeito. “A minha alegria pela chegada do Papa é grande”, declarou o guardião do Sagrado Convento de São Francisco, Vicente Coli. “Vivemos estes dias que precederam a visita com grande emoção”, indicou.
(Eclesia).

sexta-feira, 15 de junho de 2007

FESTA DO CORAÇÃO DE JESUS



O coração de Jesus é o coração amigo de pecadores e vive essa amizade com paixão interior.
O modo como trata a mulher apanhada em adultério, como a perdoa e lhe restitui a dignidade, como a manda ir em paz, com o coração purificado e alegre, é uma das muitas manifestações do coração amigo de pecadores (Jo. 8, 1-11). A maneira como convida Zaqueu a descer do sicómoro e Se faz convidado para sua casa, concedendo-lhe o perdão e a graça de tão notável arrependimento, é outra maneira do Bom Pastor exercitar a sua misericórdia (Lc. 19,1-10). A revelação feita à Samaritana, como fonte de água viva, escolhendo aquela mulher sem dignidade, vivendo com um marido que não era dela, volta a surpreender-nos pela capacidade de perdão, de amizade com pecadores, de diálogo com a "miséria" para a libertar e salvar (Jo. 4, 1-42). A maneira como trata Judas, o traidor, chamando-lhe amigo e aceitando o beijo da traição (Mt. 26, 47-51), ou o modo como perdoa as negações a Pedro e continua a depositar nele a confiança, nomeando-o chefe do grupo e confiando-lhe o Primado, são outras tantas maneiras de Se revelar do coração, sempre amigo de pecadores (Mt. 26, 69.
Precisamos de aprender com o Coração de Jesus. Precisamos de ter um coração universal, onde caiba a humanidade inteira. Onde haja lugar para todos.
Não podemos ficar instalados, com o mal do mundo. Hoje a Igreja, tem de falar mais ao coração do homem. Temos que abrir as portas do nosso coração e deixar JESUS entrar.

Fr. José Jesus Cardoso , OFM.

terça-feira, 12 de junho de 2007

SANTO ANTÓNIO



A profundidade dos textos doutrinais de Santo António fez com que em 1946 o Papa Pio XII o declarasse doutor da Igreja. No entanto o conhecido como santo António de Lisboa franciscano tem sido, ao longo dos séculos, o grande santo da devoção popular.
Fernando de Bolhões, como foi baptizado, nasceu em Lisboa em 15 de Agosto1195, de uma família bastante rica de bens materiais e bens espirituais. Aos quinze anos entrou para o convento dos Agostinianos de Xabregas em Lisboa e mais tarde transitou para o Convento de Santa Cruz de Coimbra, onde foi ordenado.
Em 1220, quando da passagem dos restos mortais, dos Mártires franciscanos pelos soldados do Sultão de Marrocos, ficou muito comovido e logo dentre de si, a grande vontade de também ele, ir missionar para terras de Africa. Pediu a seu superiores para se fazer franciscano e trocar de nome, de Fernando para António.
Sendo assim, entrou na Ordem dos Frades Menores, e quis ir cumprir o grande desejo de ir para as Missões. Por lá esteve um ano, até que a saúde o impediu de continuar. Teve de voltar à sua terra, mas os desígnios de Deus o não permitira. Na viagem um forte temporal atirou a embarcação para as costas da Cecília em Itália, e o pobre frade por ali ficou num pobre convento a cuidar da saúde para continuar uma nova etapa da sua vida, que não foi fácil.
No convento onde se instalou, surpreendeu todos os irmãos com os seus dotes oratórios e teológicos que chegou ao conhecimento de S. Francisco de Assis, que o quis ver e pedir-lhe para ser professor de Teologia na Universidade de Bolonha. A sua fama de bom professor foi-se espalhando e foi convidado a dar aulas na Universidade de Monplellier, Toulouse e Paris em França.
Ficou célebre pelo Sermões que preferiu em Forli e Paris. Por onde passava encontrava eco de fama de santidade.
De saúde nunca foi muito famoso depois que foi ao Norte de África..Por fim recolheu ao Convento de Arcella, perto de Pádua , onde passou o resto da vida a escrever Sermões, alguns dos quais foram reunidos e publicados entre 1895 e 1913.
Dentro da Ordem dos Frades Menores, liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na Regra pelo Geral Fr. Ílias.
Santo António, veio a morrer quando se dirigia para Pádua, depois de um Sermão em 13 de Junho de1231.
Foi canonizado a 13 de Maio de 1232, apenas11meses depois da sua morte, pelo Papa Gregório IX.
Sua veneração foi difundida por todo o mundo a começar pela Europa, principalmente em Portugal, onde é natural
Titulado como Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado para os objectos perdidos.
Foi sepultado em Pádua, onde construíram os irmãos Conventuais uma Basílica a ele dedicada, mas Santo António é Português e Lisboeta.

sábado, 9 de junho de 2007

SAUDAÇÃO: PAZ E BEM !



A saudação franciscana de "Paz e Bem" tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores - "o modo de ir pelo mundo". Lucas (10,5) fala na saudação "A paz esteja nesta casa", e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: "O Senhor vos dê a paz".
No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem".
Fr.José Jesus cardoso,OFM.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

FESTA DO CORPO DE DEUS



A procissão do Corpo de Deus torna Cristo presente nas aldeias e cidades do mundo. Mas essa presença, repito, não deve ser coisa de um dia, ruído que se ouve e se esquece. Essa passagem de Jesus lembra-nos que temos também de descobri-Lo nos nossos afazeres quotidianos. A par da procissão solene desta quinta-feira. deve ir a procissão silenciosa e simples da vida corrente de cada cristão, homem entre os homens, mas com a felicidade de ter recebido a fé e a missão divina de se comportar de tal modo que renove a mensagem do Senhor sobre a Terra. Não nos faltam erros, misérias, pecados. Mas Deus está com os homens, e temos de nos dispor a que se sirva de nós e se torne contínua a sua passagem entre as criaturas.
Fr. Jose Jesus Cardoso

domingo, 3 de junho de 2007

SANTÍSSIMA TRINDADE

Creio em um só Deus, Pai todo Poderoso, Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,Filho Unigénito de Deus, creio no Espirito Santo. Senhor que dá avida , e procede do Pai e do Filho e do Espirito Santo. Mostrai-nos Senhor, os vossos caminhos.
A nossa caminhada é cheia de altos e baixos, porém nunca devemos desanimar, pois Deus está sempre presente e quando nos encontramos nas maiores dificuldades é que podemos sentir a presença viva do Espírito Santo a nosso lado.
A felicidade que vem do Espírito Santo, muitas vezes está ao nosso lado e nós não nos apercebemos. É ir ao encontro desta felicidade, deixar que o Espírito Santo entre em nossas vidas, em nosso coração e realizar todas as suas maravilhas.
Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”(Ap 3,20).
Devemos abrir as portas do nosso coração e deixar entrar o Espírito de Deus. Devemos ir ao encontro do Espírito Santo de coroação aberto, dispostos a receber todos os dons que Ele tem para dar.

Fr. Jose Jesus Cardoso, ofm.

domingo, 27 de maio de 2007

FESTA DO ESPIRITO SANTO

No dia de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, os discípulos reuniram-se no Cenáculo. Entretanto veio do céu um barulho, como o de um vento forte que entrou por toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que que se espalhavam e desciam sobre cada um deles e todos ficaram cheios do Espírito Santo. Depois cada um começou a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes inspirava.

É certo que noutras ocasiões o Espírito Santo também se manifestava. Os dons e carismas não se destinam só aos Apostolos, nem a uma determinada época, mas toda aIgreja os possui em número e em intensidade variada.
É habitual nos nossos cultos as pessoas orarem em línguas diferentes, terem visões, exercerem a profecia e orarem pela cura dos enfermos, tudo sob a acção do Espirito Santo.
Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

NESTA MANHÃ CINZENTA


EU!
Aqui estou, meu Deus, diante de ti,
Tal como sou agora.
Estou de joelhos diante de ti, Senhor,
Calmo,tranquilo e pacifico.
Estou na tua presença e deixo-me conduzir.
Quero abrir-me à tua próximidade e perdão.
Tu és a fonte da vida, a força do meu ser,
que me alenta e me conduz.
Tu és a minha respiração que me carrega e me dilata.
Deixa que a paz habite em mim.
Concede-me a graça de viver em ti,
ser uma criatura cheia de ti, meu Deus.
Que todos os meus pensamentos e sentimentos,
Minha vontade e liberdade sejam orientados para o teu serviço e louvor, meu Deus, fonte da minha vida.
Alegria do meu viver.
Fr. José JesusCardoso,OFM.

BASILICA DE S.FRANCISCO DE ASSIS

A Basilica de S. Francisco de Assis é há muito, um marco principal na espiritualidade da Ordem Franciscana.
Em16 de Julho de 1228, dois anos apos a morte de S.Francisco, o Papa Gregório IX, colocou a primeira pedra para esta Basilica e declarou-a diretamente ligada ao Pontifíce Romano.
Em 25 de Maio de 1230 a Basilica acolheu definitivamente os restos mortais de S. Francisco , trazidos, pelo Fr. Ilias .
Em Maio de 1253 foi consagrada solenemente por Inocêncio IV. ,
Em 1754, o Papa Benedito XIV elevou-a à categoria de Basílica Patriarcal e Capela Papal.
O Papa Paulo VI, tornou-a directamente ligada à Santa Sé em 8 de Agosto de 1969.

Fr. José Jesus Cardoso

quarta-feira, 23 de maio de 2007

ASCENSÃO DO SENHOR AO CÉU


No espaço de quarenta dias após a Ressurreição, Jesus apareceu várias vezes na terra a seus discípulos. Depois, reuniu-os no monte das Oliveiras para despedida. Ali, há vista de todos, foi Levado pelas nuvens do céu, depois de ter falado a todos. Sobre eles desceu o Espírito Santo e deixaram de ver Jesus. Não obstante se trate de uma separação entre o Mestre e seus discípulos gerou-se uma grande alegria graças às promessas do Senhor a Sua Mãe, que se encontrava no meio dos Apóstolos e receberam Maria como herança de Jesus. No espaço de quarenta dias após a Ressurreição, Jesus apareceu várias vezes na terra a seus discípulos. Depois, reuniu-os no monte das Oliveiras para despedida. Ali, há vista de todos, foi Levado pelas nuvens do céu, depois de ter falado a todos. Sobre eles desceu o Espírito Santo e deixaram de ver Jesus. Não obstante se trate de uma separação entre o Mestre e seus discípulos gerou-se uma grande alegria graças às promessas do Senhor a Sua Mãe, que se encontrava no meio dos Apóstolos e receberam Maria como herança de Jesus.
Este acontecimento marca a transição entre a glória de Cristo Ressuscitado e a de Cristo exaltado à direita do Pai. Desta forma a ascensão do Senhor se integra no Mistério da Encarnação, que é seu momento conclusivo.
Ninguém, subiu ao céu senão aquele que veio do céu. “Hoje Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com Ele nosso coração”.
Ponha cada um seu coração nas coisas do céu e não nas da terra.
“Homens da Galileia, que estais ai a contemplar o céu?” Jesus cumpriu o plano Salvífico sobre nós, reunindo as criaturas terrestres às celestes.


Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Francisco Criatura de Deus



FRANCISCO DE ASSIS

Há oito séculos, nasceu, na cidade de Assis, em Itália, S. Francisco de Assis, o Pobrezinho.
Escolhido e guiado pelo espírito do Senhor, viveu uma das mais extraordinárias experiências de Deus, em todos os tempos da vida cristã.
A sus vida foi mensagem salvadora para os homens e a igreja da sua época, promovendo a revolução não violenta nas mentalidades de agir dos seus contemporâneos
Ainda hoje, o nosso povo recorda S. Francisco de Assis como um homem pobre, como um construtor da paz e como o cantor da criação.
É grato para todos falar do assunto da paz, porque vivemos num tempo de inquietação e angústia, mesmo de guerra em algumas partes do mundo. Pessoalmente penso que um dos dons maiores que Deus pode dar ao homem, é o dom da paz.
S. Francisco construiu a paz com paciência e teve como único desejo conquistar amigos para, juntos, construírem um mundo mais justo, mais agradável a Deus e mais benéfico para os homens.
Pólo de atracção para inumeráveis seguidores do seu ideal e venerado por crentes e incrédulos, ele continua presente no meio das grandezas e misérias da nossa geração. Arauto do Grande Rei, vem trazer a mensagem da paz e do bem; poeta universal, na terra paladino da fraternidade, S. Francisco é profeta dos valores eternos, mensageiro da verdadeira alegria e da reconciliação entre os homens. Nos vaivéns da história, os séculos não apagam o clarão da santidade nem o fulgor da figura do profeta da Esperança, mas ficou o seu ideal e carisma a apontar o futuro, porque a alegria do mundo deixou-lhes na memória o paladar amargo duma tristeza imensa. No seu coração ecoavam apelos do Evangelho. Francisco despido das vaidades do mundo, segue alguém que lhe dá coragem despojado, coberto por esmola, Francisco alegra-se por ter a Deus por seu Pai e sente-se feliz por ser um homem livre.
Foi na cruz que S. Francisco aprendeu a razão da sua vida, quando um dia o crucifixo de S. Damião lhe falou. Depois começou a restaurar as paredes da velha igrejinha, cuida de leprosos, ama a pobreza e com alegria a trata como noiva da sua vida. Arrastado pelo espírito, sonha ser grande à medida do Evangelho e para tanto decide ser de todos o menor. Em tudo quer imitar o Senhor da Eterna Glória.
S. Francisco iluminado por Deus, perscruta o mais sublime segredo das criaturas e canta-lhes o cântico da criação uma atitude de encanto a visão que tem do Universo desde o Mistério da Encarnação.
S. Francisco a tudo chamava por irmão:
Irmão Sol, de Deus Imagem,
Irmã Lua, Irmãs Estrelas,
Irmão Vento e todo o Tempo,
Irmã Água, humilde e casta,
Irmão Fogo, belo e forte,
Irmã Terra, nossa Mãe,
Irmãs Flores, Irmãos Frutos,
Irmã Vida, Irmã Morte... todos vós sois filhos de Deus! Se todos existimos só por Deus e para Deus, louvai o Senhor comigo!
A cegueira de S. Francisco encheu o mundo de luz. Em tudo via, para além das aparências, a presença do Senhor.
S. Francisco amava com diligência os irmãos que Deus lhe dava para a sua Ordem. Foi assim que deixou na história a sombra tecida de luz.
Do cimo do Alverne foi-lhe dado a contemplar, estático, a Cristo que na sua carne o coroou com os estigmas de um novo Cristo.
Vem S. Francisco, Vem outra vez, ensinar aos homens a Paz e o Bem.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 13 de maio de 2007

Fátima Lugar de Oração

Fátima é, para cada um de nós, uma realidade própria e diria que, quase única. Cada visitante tem um motivo pessoal que origina a sua vinda. Uns vêm cumprir promessas feitas - e que se depreende tenham sido atendidas -, outros vêm colocar aos pés da Virgem os seus pedidos, mas há outros que o fazem por curiosidade, por lazer ou por simples desejo de conhecer. Fátima não pode perder a sua originalidade, ou seja, a Mensagem da Virgem foi muito concreta, veio pedir penitência e oração. Não podemos perder o essencial de vista. Os humildes pastorinhos foram os portadores dessa mensagem, mas fizeram-no com exemplo de vida. Francisco e Jacinta, apesar de crianças, tinham uma preocupação constante: rezar o terço e fazer sacrifício pelos pecadores. Lúcia - a terceira pastorinha a quem Nossa Senhora apareceu - doou a sua vida ao Senhor e que foi a principal responsável pela passagem da palavra, também ela se entregou à vida comtemplativa, uma forma diferente, mas não menos eficaz, de sacrificar os seus longos anos de vida.Fátima merece uma atenção especial, não só porque para ela se voltam os olhares de povos de todo o Mundo mas, sobretudo, por ser um espaço onde o encontro de Deus com os homens é possível e necessário. A Igreja tem uma preocupação fundamental: que Fátima seja um lugar de paz e reconciliação com o Senhor. É nesse sentido que apontam os espaços existentes no Santuário, onde é pedido o silêncio, primeira condição para uma oração e comunhão com o Altíssimo.Fátima não é apenas um local para pedir e receber, é essencialmente um lugar para nos darmos, para renovarmos a nossa fé. É esse o espírito que deve pairar na nossa visita a Fátima, só assim poderá ser plenamente proveitosa a presença neste local sagrado - que muitos já consideram o "Altar do Mundo".
Fr. Cardoso, ofm.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Papa Bento XVI No Brasil

CANONIZA O PRIMEIRO SANTO Brasileiro

O Papa Bento XVI. Iniciou ontem a sua primeira viagem apostólica ao Brasil e um dos seus pontos altos é a canonização de Frei António de Santa Ana Galvão. Será em S. Paulo, no dia 11 de Maio. Fr. António de Santa Ana Galvão, franciscano da primeira Ordem dos Frades Menores, filho de Pais Portugueses emigrantes, nasceu Guaratinguetá em 1739, numa família abastada, e morreu em São Paulo a 23 de Dezembro de 1822. Iniciou a sua formação nos jesuítas e concluiu a sua formação nos franciscanos onde se ordenou sacerdote em 1762.
Além dos cargos que ocupou na Ordem, dedicava-se de alma e coração ao serviço dos mais pobres. Homem de paz e cheio de caridade como era conhecido e procurado como conselheiro e confessor, além do franciscano que aliviava e curava os doentes e pobres no silêncio da noite.
Com quinhentos anos de história, o Brasil pode finalmente apresentar ao mundo o seu primeiro santo.

Fr. J. J. Cardoso, ofm.

domingo, 6 de maio de 2007

DIA DA MÃE

O dia das Mães tem a sua origem no principio do século XX, quando uma jovem americana, Anna Jarvis, perdeu a sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupada com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe da Anni com uma festa. Anni quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas e defuntas. Em pouco tempo, a comemoração se tornou um dia das Mães e alastrou-se por todo o pais e, em 1914, a sua data foi oficializada pelo presidente da América, o Woodrons Wilson: dia 9 de Maio.
Mãe é o título que se dá á progenitora de alguém. Mãe é a pessoa mais querida que o filho tem.
Em sua homenagem, todos os anos em Portugal, no primeiro domingo de Maio, é conhecido pelo Dia da Mãe
Mãe palavra doce e jóia que ilumina a vida dos filhos.
Um dia feliz e muito Alegre para todas as mães do Mundo inteiro. Infelizmente nem todos podemos passar este dia com as nossas progenitoras, mas quem as tem, que as estime e nunca as abandone e não as atirem de qualquer maneira para os Lares.
Todos devemos ter presente, que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...Mas o que mais importa não muda; a força e a convicção não têm idade. Não deixem enferrujar o ferro que têm dentro de si.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

terça-feira, 1 de maio de 2007

UM CASO DA VIDA

UM CASO DA VIDA

Num destes dias, fui confrontado com uma dura e triste realidade. Estava sentado num centro comercial, quando reparei num homem que passava varias vezes pela mesa onde eu estava.
Primeiramente, pensei que andasse a procura de alguém; mas como o vai e vem era permanente e tão rápido, parei de tomar o meu café, e discretamente, detive-me a ver o que ele fazia.
Vi, então, que ele se sentava nas mesas que eram desocupadas pelas pessoas que acabavam de almoçar e, num abrir e fechar de olhos, rapava todos os restos de comida que lá se encontravam. Comia-os, sofregamente. Notava-se mesmo, que tinha fome e aqueles restos eram para enganar o estômago e a única refeição que tomava.
Fiquei calado, engasgado e a chorar por dentro, apesar de os olhos terem ficado humedecidos. Disse para os meus botões: «como é possível? Desperdiçamos tanta coisa e o que nos sobra serve para matar a fome a um pobre homem».
Não sabia o que fazer, pois via-se que ele tentava disfarçar as suas tentativas de comer os restos. Era um senhor vestido com um fato modesto e um jornal debaixo do braço, igual a tantos outros senhores. Ninguém diria que tinha fome... Mas tinha. Era um «pobre envergonhado».
Como disse fiquei triste, colado à cadeira, como dilema diante de mim: se me dirijo a ele a perguntar se tem fome, ele leva a mal e foge; se nada faço, fico com um peso de consciência.
No meio daquele drama humano, dei por mim em oração: «Jesus, estou a ver – Te neste homem. És Tu que passas diante de mim e me dizes – tenho fome e nada me dás de comer. Perdoa-me Senhor, porque não tenho coragem de me dirigir a Ti e te matar a fome, porque não quero matar a honra do irmão em que Te vejo. Faria tudo o que Tu quiser, ajuda-me a ajudar este meu irmão».
Uma das formas que tenho para ajudar este irmão e todos aqueles que estão sem abrigo e com fome envergonhada é partilhando o caso com todos aqueles e aquelas que lêem estas letras , para que todos andemos mais atentos aos mais desfavorecidos e possamos ver a Jesus . Temos de arregaçar as mangas e meter mãos à obra.
Para mim, foi verdadeiramente um encontro, uma aparição do Ressuscitado. Eu vi o Senhor, ao beber um café.

Correio do Vouga (Sérgio Carvalho). Abril 2007.

domingo, 29 de abril de 2007

BOM PASTOR



“SENHOR DÁ-ME DESSA ÁGUA PARA QUE EU NÃO TENHA SEDE”

(SALMO 64,6b)


Jesus é a Água viva que pode saciar a nossa sede...
Ele,e somente Ele, é a resposta para as nossas inquietaçõs.
Ainda que tenha tudo, se não tiver Jesus esse tudo não é nada!
Ele é o Amado de nossas almas, o Deus que encarnou em nosso meio paraque fossemos resgatados.
Entregou-se à morte de cruz para que todo aquele queNele crer não morra,


Sacia a nossa sede, Senhor, purifica o nosso viver!


Fr. José de Jesus Cardoso, OFM.

sábado, 28 de abril de 2007

SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES



.44º DIA MUNDIAL , CELEBRA-SE a 29/04/2007 (IV Domingo da Páscoa, convida-nos a refletir sobre a “vocação ao serviço da Igreja-comunhão”. Este dia é uma bela ocasião para nos colocar diante da importância das vocações para a vida da Igreja e para a missão da mesma em crescimento na fé, em número e em qualidade.
A primeira comunidade cristã foi constituída quando alguns pescadores da Galileia, após o seu encontro com Jesus, foram tocados pelo seu olhar e pela sua voz, aceitando em seguida o seu urgente convite : “Vinde comigo, e farei de vós pescadores de homens”(Mc 1,17;cfr Mt 4,19). Na verdade , Deus tem escolhido sempre determinadas pessoas para trabalharem com Ele, de modo mais directo e executarem o seu plano de salvação. O Antigo Testamento mostra como Deus chamou Abraão para fazer dele “uma grande nação”(Gen 12,2); depois Moisés para fazer sair do Egipto os filhos de Israel.
No Novo Testamento Jesus, o Messias prometido, convidou cada um dos apóstolos para ficar a seu lado e a envolver-se na sua missão.
A missão da Igreja, portanto baseia-se na comunhão íntima e fiel com Deus. De acordo com a ordem explicita do Senhor imploramos o dom das vocações, em primeiro lugar, pela oração e em comunidade, todo aquele que se coloca ao serviço do Evangelho unidos em comunhão eclesial.
Fr. José Jesus Cardoso,OFM.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

AO ARREPIO DA VIDA

A vida religiosa está a perder o lugar, torna-se mais fácil e por vezes insustentável.
Os factores duma sociedade, a seu modo, que não advertem e que vai a caminho dum laicismo cego, que deixa secar as raízes fecundas do homem de Deus que somos.
A fé é o sentido da nossa segurança e capacidade inesgotável do dom gratuito que o religioso nunca devia perder.
Sem crer ser profeta da desgraça, estou certo que se não mudarmos de rumo e nos voltarmos para as nossas origens, espera-nos uma sociedade despida de valores morais e religiosos.
A vida religiosa não pode existir sem amor. O amor que é fonte de vida, de doação generosa, de respeito mútuo e de serviço aos outros, de partilha de dons, de convivência fraterna e sadia, de compromisso permanente, de gratuidade nas relações de uns para com os outros e de estimulo a ir sempre mais longe no bem. Tudo isto se vai tornando coisa rara. É pena que aqueles que teimam andar por este caminho sejam ridicularizados pela sua forma de ser e estar no mundo.
A vida religiosa franciscana é um dom recebido porém, ela hoje troca-se por caprichos pessoais, fuga aos actos cometidos, razões sem razão, interesses, vinganças incocientes e promessas falseadas.
Religiosos que lutam pela vida consagrada e seus valores cristãos, estes são agora, apelidados de gente menor e escravos da vida religiosa. Só porque não querem ser escravos da vida moderna. A vida religiosa franciscana, precisa de riqueza de sentido, convivência sadia e liberdade construtiva.
As emoções abundam consoante os incentivos degenerando facilmente em desânimo.
O amor é a riqueza de um coração lavado e sereno cheio de Deus.
O religioso que se alimenta da fé dá sempre sentido e segurança à própria vida e uma capacidade inesgotável de um voluntariado gratuito ao amor de Deus.
É urgente voltarmos às origens.Deus do Amor, dono das nossas vidas, nos defenda do laicismo

Frei José J. Cardoso O.F.M.

 
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