A todos os que visitais este espaço, votos sinceros de paz e bem!

domingo, 28 de novembro de 2010

PAI SÃO FRANCISCO !...


PAI SÃO FRANCISCO!...
Há dias um amigo, já de longa confiança, começou com seu sorriso a querer brincar comigo, por nós os franciscanos, chamarmos, ao “Poverello”, “ Pai a São Francisco”. O meu amigo João a quem eu lhe fui explicando nosso carisma franciscano e o nosso afectivo pelo nosso Fundador ficou admirado. Quando fui para o convento a imaginação começou a bulir comigo: Não havia dúvida alguma o Pobrezinho de Assis, o cantor do Irmão Sol ou Cântico das Criaturas, o Serafim do Alverne, o cantor das avezinhas, o Fundador de três Ordens, dos Frades Menores, das Damas Pobres, dos Penitentes de Assis, o legislador, o Renovador da Humanidade, como lhe chamou Guedes de Amorim, o Rei da Juventude, como lhe chamaram os rapazes do seu tempo, o “Servo de Cristo”, como lhe chamaram os seus biógrafos contemporâneos, a mais fiel cópia do Crucificado do Calvário, como lhe chamou Frei Bartolomeu de Pisa, na sua obra tão expressiva: “As conformidades de Francisco com a vida de Cristo”.
Santo António de Lisboa, nas suas pregações chama-lhe o” Pai São Francisco”. Tomás de Celano, o primeiro biografo do Pai, o autor provável do”Dies Ira”. Cesário de Spira, o poeta que compôs os ofícios litúrgicos do Pai, de Clara, “a Plantazinha do Senhor”, como ela mesma se chamava.
Que beleza e satisfação conservarmos tanta coisa do passado sem sermos antiquados! O pai S. Francisco soube ser homem do seu tempo e apesar de ter vivido já há oito séculos é ainda um santo dos nossos dias.
Ele soube, como poucos, chamar todas as atenções para Cristo do Calvário, o pregador da Boa Nova. Soube dinamizar vivendo o Evangelho e dizendo que o “Amor não era Amado”.
O Pai São Francisco tinha para com a Mãe de Jesus, uma admirável devoção. Maria é na verdade “a glória do nosso povo”, venerada na nossa Ordem e à qual os franciscanos dedicaram a basílica de Santa Maria dos Anjos.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Depois de ter sido visitada pelo anjo, Maria foi a correr ter com a sua prima Isabel, que estava grávida. E a criança que ia nascer, João Batista, saltou de alegria no seio de Isabel. Que maravilha! Deus todo-poderoso escolheu uma criança que ia nascer para anunciar a vinda do Seu Filho!Pelo mistério da Anunciação e da Visitação, Maria representa o próprio modelo da vida que devíamos levar. Primeiro, acolheu Jesus na sua existência; depois, partilhou o que recebeu. Cada vez que recebemos a Sagrada Comunhão, Jesus, o Verbo, torna-se carne na nossa vida - dom de Deus, ao mesmo tempo belo, gracioso, singular. Assim foi a primeira Eucaristia: o oferecimento por Maria do seu Filho, que estava nela, nela em quem Ele tinha estabelecido o primeiro altar. Maria, a única que podia afirmar com absoluta confiança: «Isto é o meu corpo», ofereceu, a partir deste primeiro momento, o seu próprio corpo, a sua força, todo o seu ser, para a formação do Corpo de Cristo.A nossa Mãe, a Igreja, elevou as mulheres a uma grande honra diante de Deus, ao proclamar Maria Mãe da Igreja.

domingo, 14 de março de 2010

COMO FRANCISCO REZAVA


COMO FRANCISCO REZAVA

São Francisco que vivera inserido no mundo da riqueza, tornou-se no homem radical, no sentido de, após o chamamento de Cristo, ir até ao encontro do que Ele lhe pedia, restaurar a Igreja segundo o modelo indiscutível, Cristo, no compromisso de seguir o Evangelho. Sem Igreja não teríamos S. Francisco, disso não há a menor dúvida, mas também, sem Francisco de Assis, a Igreja não seria o que é, nem o que deveria ser. Não teve uma vida fácil, como nunca foi a vida e a palavra incómoda dos fundadores das Ordens Religiosas. Deparei com o seu modo de rezar, que me comoveu e me disse bem da frescura e vigor do seu “radicalismo”, na resposta aos seus contemporâneos a quem Cristo o envia. Assim rezava: “eu pecador e humilde servo de todos os irmãos, me confesso de sonhar com uma Igreja pobre, vestida somente de Evangelho e sandálias.” Esta simbologia muito apaixonante para S.Francisco, é clara e alusiva à missão evangelizadora que via cada vez mais urgente na Igreja do seu tempo, peregrina da história de Cristo. Uma missão que todos os seus frades responsáveis deviam inconfundivelmente seguir, tal como ele o recordou sempre ao escrever aos Irmãos Ministros, porque servos de todos em Cristo na Menoridade.

A imagem de uma Igreja vestida de Evangelho e sandálias, denuncia o projecto da autenticidade a prosseguir em cada dia. Um autentico projecto de conversão, dado que a Igreja ainda com muitos atavios de nobreza humana, bem pouco a condizer com quem se proclama serva e pobre Mãe e Mestra como a nossa Ordem.

São Francisco de Assis esteve sempre ao serviço dos pobres, dos mais desprotegidos, homem que optou pela Igreja dos mais pobres, chegando ao ponto de se dizer desposado com a Senhora Dama Pobreza a quem chama também irmã da Santa Humildade. O seu desposamento era tal que para ele esta Dama Pobreza era o que ele sentia ser o apelo de Cristo para ser vivido por toda a Igreja.

Passados muitos anos, o Concílio Vaticano II, trouxe gestos bem marcantes de renovação de uma Igreja mais revestida de Evangelho. Assim também a nossa Ordem abanada por este projecto de conversão se tem renovado e calçado as sandálias de Francisco de Assis. A vida do Evangelho opera-se antes de mais, no coração de cada um e pela fé livre e esclarecida que extravase do coração humano para o coração da sociedade. O que Falta nos nossos dias, são atitudes de humildade e verdade naqueles que são chamados à vocação, nesta sociedade cada vez mais globalizada, que nos torna vizinhos, mas não nos faz irmãos. As nossas comunidades precisam de vocação, ideal, ciência e fé, para que haja fraternidade na igualdade que S. Francisco queria para todos. A nossa relação fraterna deve destacar-se também, e de maneira muito relevante, pela fidelidade ao Evangelho e entre os irmãos da fraternidade.

Por isso mesmo Francisco inicia a sua Regra, escrita para ser vivida por todos os irmãos de todos os tempos por lhes dizer que “a vida e regra dos Irmãos Menores é viver o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem nada de próprio, obediência e castidade”.

Percorrendo os escritos de S. Francisco esta tónica da vivência do Evangelho é uma constante.

Fr. José de Jesus Cardoso, OFM.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MORTIFICAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Flagelou-se com castigos tão severos no corpo, foi demasiado rígido para consigo tanto quando tinha saúde, como quando estava doente. Nunca poupou o seu corpo. Por isso confessou, na proximidade do dia da sua morte, que pecou muito contra o irmão asno, quer dizer contra o seu corpo. (Leg 3C 14)

Francisco de Assis é simpático em muitos aspectos mas ao mesmo tempo apresenta-se-nos como uma criatura estranha e severa contra a sua própria pessoa: flagelação do corpo, o zelo excessivo que corresponde a uma visão do mundo dos nossos dias completamente diferente, centrada na cruz de Jesus Cristo.

Um excessivo dualismo: vive do conceito de que o corpo, é a parte inferior do homem onde reside o negativo e o mau. O espírito, é a parte superior do homem, que tem, portanto, que promover um movimento contrário. Tem de destruir, a assim chamada parte interior.

Hoje, quase se não pode falar à nossa juventude em mortificação. O Calvário e a Cruz, tinham para Francisco de Assis a beleza, a ternura e mortificação do sofrimento de Cristo. Francisco foi até à exaustão para o imitar.
No fim da sua vida, Francisco reconheceu que algo não estava certo. Até diz que pecou contra o corpo. Interpretando bem, vemos que continua ligado à visão do mundo dualista. Embora a imagem do burro seja bastante querida, um burro teimoso tem de ser castigado, mas não em demasia.

Francisco tinha de dar mais um passo, tinha de considerar o seu corpo como pertença da Criação de Deus, uma coisa mesmo criada por Deus, que se reflectiu, de forma especial em Jesus Cristo, “a Palavra feita Homem”, como nos recorda S. João no prólogo do seu Evangelho.
O zelo excessivo de Francisco, atraiu até aos nossos dias algo de válido para muitos jovens. Só a idade traz a sabedoria e a moderação. O válido é a decisão alegre com a qual alguém segue um objectivo. Um franciscano que não viva Francisco e o Evangelho será um triste frade que nunca se tornará santo.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM·

CONVERSÃO DE FRANCISCO DE ASSIS

Um dos momentos mais profundos, no processo de conversão de Francisco foi, sem dúvida, o encontro com o leproso. O seu primeiro impacto, com uma pessoa totalmente desprezada na sociedade do seu tempo, por ser leproso, foi de imediata repulsa, impacto este que, depressa mudou como uma realidade vivida com dureza e amor ao próximo. Um encontro que mudou para sempre a sua maneira de ver o outro. Quem foi este leproso? Nós não sabemos e nunca vamos saber. O que sabemos é que antes Francisco sentia uma repugnância profunda pelos leprosos, depois, a repulsa tornou-se em doçura de alma e de corpo, como ele mesmo nos diz no seu Testamento. Totalmente envolvido com a mudança interior, veio o Mistério Redentor que o fere com o seu Amor Eterno, submetendo-o a uma prova maior, antes vivida de maneira natural, agora no rosto desfigurado de um leproso a prova da sua mudança; antes vivida no pecado, agora no amor divino, encontra a imagem do Cristo pregado na cruz que o deteve e o impeliu na direcção do leproso, e este o conduz novamente à essência de sua vida.

O amor é a única força, a única realidade que une aquilo que está separado, no seu caso, o Verdadeiro Amor que dá coragem de dar sentido novo às leis e as normas humanas. O Amor que dá a coragem de morrer para o outro viver. A partir daí, Francisco, torna agradáveis todas as coisas que antes lhe pareciam amargas e amargas aquelas que lhe pareciam doces.
Para Francisco este encontro selava a sua última fronteira. Não tinha mais dúvida de que Deus o tinha colocado no caminho certo. O irmão leproso não lhe era mais obstáculo para viver a sua felicidade. Estava completamente livre para amor Deus e seus irmãos, sem medos, nem preconceitos, sem se preocupar no que os outros iriam pensar ou falar, isso não importava. O mais importante era estar com o irmão desprezado, o problemático, aquele com quem ninguém quer falar ou conviver. Agora a sua companhia tornava-se-lhe agradável e completava a sua alegria interior.
É certo que o desejo mais profundo do ser humano é amar e ser amado. A busca deste desejo está na sede de amar sempre, mas só o amor verdadeiro torna a pessoa feliz. Por outras palavras, quando estamos verdadeiramente amadurecidos interiormente, deixamo-nos abrir à Vontade de Deus. Vale a pena lembrar que, “amar nos torna livres” e livres podemos amar sempre. Na verdade foi isso o que aconteceu com Francisco. Antes de se encontrar com o leproso percorreu este caminho, superando-se a si mesmo, aproximou-se e beijou-o. A partir de então com a força de Deus ficou cada vez mais humilde e venceu todos os obstáculos.
Como referi acima, nós nunca saberemos quem foi o leproso que se encontrou com Francisco. O beijo do leproso é o beijo da paz, da união, da caridade e da esperança.

Fr.José Jesus Cardoso, OFM.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

REZAR É UM DEVER DO CRISTÃO... DEUS ESCUTA?

Rezar é bonito, quando tudo corre bem! Mas quando as coisas correm mal? Quando por exemplo morre uma pessoa querida torna-se difícil rezar e se não formos logo atendidos, desanimamos. Lembro-me de quando era jovem sem ter feito nada de mal, passei por várias provações sem ter contribuído nada para elas, mesmo quando andava na escola. Mesmo assim rezava. Deus escutava? Defacto é bonito rezar quando tudo corre mal.
O que é a oração? Mais do que expôr a Deus as nossas aflições, para que Ele nos oiça (Ele bem sabe do que precisamos), a oração consiste em ouvir de Deus o que deveríamos fazer.
A oração não deve ser motivo de colocar Deus ao meu serviço, mas pôr em prática o que Ele nos faz compreender. Por isso, a verdadeira oração transforma a nossa vida. São muitos os modos de rezar, mas no fundo a oração é sempre a mesma. Confiar em Deus é deixar-se guiar por Ele. As dificuldades e os sofrimentos existem, sem dúvida contudo, quando as dificuldades pesam, falamos como as crianças que, cansadas, adormecem no colo da mãe.
O Senhor sabe que muitas vezes sofremos injustamente! Assim, quando a dor nos bater à porta, rezar significará esperar, em silêncio a hora da paz, com paciência e serenidade.
E se não formos atendidos logo desanimamos? Quem pode dizer que o Senhor nos escuta? Tudo é um mistério que nunca iremos perceber. Jesus, o mais inocente de todos, teve de morrer para dar um sentido à nossa dor. Porquê? O sofrimento é um mistério e uma graça. Só no Verbo de Deus feito Homem, encontramos a explicação para a nossa alegria e o nosso sofrimento. Jesus sofreu e morreu por nós. Só o Pai sabe porque isso aconteceu.
Rezar é, portanto, confiar em Deus, Santa Teresa do Menino Jesus dizia: “ a santidade não consiste nesta ou naquela prática, mas numa disposição do coração que nos torna conscientes da nossa fraqueza e confiantes na bondade de Deus.
Foi esta fé que sustentou os nossos santos: S. Francisco de Assis, Santa Clara de Assis, Santa Teresa, Santo António e muitos outros.



Fr. José de Jesus Cardoso, ofm.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

NATAL FESTA DA VIDA

O NATAL É FESTA DA VIDA “um menino nos foi dado, um santo nos nasceu, é príncipe admirável, príncipe da paz”.
Tal como há oito séculos, em Greccio, povoação que acolheu o Pavorello de Assis para representar ao vivo o primeiro presépio, façamos do nosso coração o presépio acolhedor do Menino Deus.
Aproximamo-nos do final do ano de 2009 e muita coisa se fez e muitas outras ficaram por concretizar. Ao começar o novo ano, fazemos novos planos, agendamos novos compromissos baseados no que foi vivido no ano que agora finda. Tudo isso nos leva a reflectir o motivo de tanta correria, stress, contrariedades e alegrias. Será que estamos a encontrar sentido em tudo isto ou fazemo-lo pelo simples facto de termos que o fazer?
Colocar Jesus Cristo como centro da nossa vida é a nossa maior motivação e sabemos que é por Ele que fazemos tudo. Será que Ele está todos os dias nos nossos corações? Sim! Ele já veio, mas precisamos sempre de relembrar toda a trajectória desde o Sim de Maria, de quem nasceu por obra do Espírito Santo. Maria é o centro da nossa fé, a fé no Menino que por Ela nos foi dado. Natal celebra essa presença renovadora de Cristo que vem salvar o mundo na humildade e doçura de uma criança que no meio de nós quis viver.
Natal, trata-se de uma festa simples, mas diferente e de grande significado, de tal forma que o próprio São Francisco de Assis assim o viveu e transmitiu aos seus irmãos. O natal faz-nos “romper o silêncio sobre Deus que é amor”, que tanto nos amou e que a Igreja não se cansa de cantar a glória desta noite tão venturosa.
“Glória in excelsis Deo”
Fr. José Jesus Cardoso,OFM.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

S. Francisco e o Natal

Em Dezembro do ano de 1223, S. Francisco dramatizou o primeiro presépio do nascimento de Jesus Cristo, quando se encontrava no monte Greccio perto de Rieti, para dar alegria desta festividade às gentes de Greccio e arredores para estes poderem viver as mesmas alegrias de uma noite tão santa. A Frei João, que o acompanhava neste intuito, Francisco pediu que convidasse todos os habitantes das povoações vizinhas para virem a Greccio e trazendo uma tocha ou candeia acesa. Ficaram muito surpresos e subiram lentamente pelo vale para verem a linda surpresa que Francisco lhes guardava à entrada de uma gruta cavada na rocha. Aqui, Frei João, colocou uma manjedoura e, ao seu lado, um homem e uma mulher contemplavam um berço onde se encontrava um rolo de panos, simbolizando o Menino Jesus.
Alguns homens vestidos de pastores ao lado de um boi e uma burra eram também presença simbolizando a noite de Belém onde nasceu Jesus. Comentava aquela gente, maravilhada com tal alegria, que nunca havia visto coisa tão deslumbrante para celebrar a noite santa.
Francisco tinha conseguido o seu propósito de representar o nascimento de Jesus ao vivo, como aconteceu em Belém onde Jesus nasceu num estábulo ao calor do irmão burro e do boi.
Agora cantemos e louvemos o Senhor, por nos ter dado o seu Filho naquele primeiro natal, porque só depois do Senhor ter nascido, nós podemos ter acesso à salvação prometida desde sempre.
Foi com a devida licença do Papa que Francisco celebrou esta festa de Natal, numa gruta, mandando celebrar Missa com grande solenidade, luz e música.
Esta piedosa prática divulgou-se rápidamente pelo mundo cristão.Neste Natal aproveito para pedir ao Deus Menino, a bênção e a paz para todos vós

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ENSINA-ME A ENVELHECER


SENHOR,
ENSINA-ME A ENVELHECER


Ajuda-me a reconhecer
as coisas boas da minha vida,
dá-me força para aceitar
as minhas limitações
cedendo aos outros o meu lugar,
sem ressentimentos nem recriminações.
Que eu aceite ir-me desapegando das coisas,
e veja nisso uma sábia lei da tua Providência
que regula o tempo e preside à vida das gerações.

Faz, Senhor,
que eu seja ainda útil para o mundo,
com as minhas pequenas tarefas,
mas sobretudo com o meu testemunho
de paciência e bondade
de serenidade, alegria e paz.

Dá-me, Senhor, a tua força
para enfrentar as contrariedades de cada dia,
particularmente a doença e a solidão.

Que os últimos anos da minha vida mortal
sejam como um por do sol feliz:
na oração e na caridade,
na compreensão e na esperança,
que eu saiba envelhecer e morrer
com a serenidade e a coragem
com que Tu, Senhor, morreste na cruz!

Para que um dia possa também ressuscitar
para a glória do teu e nosso Pai
e ir ao encontro daqueles
que partiram antes de mim!
Ámen.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Saramago e a Bíblia

O QUE SARAMAGO PENSA DA BÍBLIA

Muita coisa se tem dito e escrito acerca das polémicas afirmações de José Saramago, sobretudo nesta sua última publicação a que dá o nome de “Cain”, e que deve estar a ser muito rentável para o seu bolso, à custa da falta de dignidade e do bom senso para com a literatura universal e para com os crentes na Sagrada Escritura.
Pelo facto de não ser crente não tem o direito de ofender os Judeus, Cristãos e Muçulmanos.
Não sou apreciador da literatura de José Saramago mas não desconsidero a sua obra. Como cidadão, Saramago tem o direito de ter os seus ideais e de expressar com clareza, e frontalidade o seu ateísmo, seja nas suas obras ou naquilo que diz.
Para se ser respeitado, e ver respeitadas as suas convicções, é preciso a prudência de se dar ao respeito. Defender o seu livre pensamento é uma coisa; outra é a forma como o faz arrogantemente e que parece denotar a sua personalidade.
O Nobel da literatura parece ter-lhe subido à cabeça, por isso mesmo anda por aí a agredir e ofender as três grandes Religiões monoteístas provocando-as e dizendo da Bíblia e de Deus o que nem ele mesmo sabe ou crê.
Nada pode espantar, a este nível, o que este senhor escreva ou diga na medida em que é conhecida a sua clara convicção de anti-religioso, na verdade um incompreendido que nega Deus.
Para ele Deus não existe mas não lhe sai do pensamento. Dentro dele há uma nova forma de rancor e ateísmo. A Bíblia para ele “é um manual de maus costumes”, Bento XVI “é um hipócrita”. Afirmações como estas só denotam que o prémio Nobel da literatura é um homem cruel e sem escrúpulos alguns que lhe permitissem respeitar os outros naquilo que são ou crêem.
Saramago caminha por sendas estranhas, ao olhar a Bíblia de forma rude, e não reconhece tal facto nem procura sequer uma abertura de diálogo construtivo onde possa aprender algo mais do que o pouco/nada que conhece da Sagrada Escritura. Na verdade, passa a ele mesmo um atestado de não conhecimento da maior obra literária de todos os tempos: a Bíblia.
Os Crentes na Bíblia têm o direito à defesa dos seus princípios, valores e credos já que a fé é um acto de liberdade. A ele... que Deus lhe perdoe. Saramago mais não é que um cego viandante por este mundo a guiar o cego interior que tem dentro de si.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

VIVER EM FRATERNIDADE



VIVER COMO FRANSCISCO VIVEU

A Fraternidade é dom de Deus. Para S. Francisco de Assis um irmão é um bem imenso. A vida quotidiana coloca-nos diante de situações delicadas. Muitos de nós vivemos em fraternidades mais ou menos funcionais, onde por vezes, o entendimento entre irmãos é inexistente. São Francisco exorta-nos a que tenhamos coragem de dar a vida pelos irmãos. Apesar de algumas dificuldades temos plena consciência de que somos franciscanos. A vida em comunhão fraterna exige do outro irmão a participação em todos os actos da vida da fraternidade, sobretudo na oração comum na evangelização e nos trabalhos tanto domésticos como noutros sectores da vida profissional.
Os frades devem ser criaturas disponíveis para tudo o que for serviços Fraternos. Na vivência fraterna, os irmãos não devem escolher o seu grupinho, mas nem sempre isso a acontece. Há uma delicadeza a respeitar de uns para com os outros e para com todos. Para nós franciscanos, a fraternidade evangélica será sempre muito mais do que um fenómeno psicológico. Todos somos irmãos, e por isso nunca é demais insistir nos direitos de todos. Todos são Menores de nome e defacto, mesmo os que exercem cargos, funções e ministérios diferentes. São Francisco de Assis, não queria altaneirismo, dos que assumem posturas e esquecem os outros e se colocam numa posição subalterna. S. Francisco de Assis quer irmãos cheios de mútua caridade e que de boa vontade prestem serviços uns aos outros e que cada um se rejubile com o sucesso do outro. Todos devemos mostrar as nossas opiniões e fazê-lo com espírito de fé. Todos têm o dever de proteger a vida familiar da Fraternidade e dentro da Comunidade, os irmãos possam ter espaços reservados para aí viverem e fazerem o seu silêncio e vida fraterna e se apresentem a Deus com tudo o que convém a filhos de S. Francisco, para que a vida se torne fermento e comunhão com Jesus Cristo.
A vida religiosa o é verdadeiramente se for caminho para Aquele que no-la deu. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo e o meu próximo é o irmão da fraternidade que vive a meu lado. Tudo o que se faz contra o próximo é a Deus que se faz. Para amar a Deus é preciso praticar a caridade e fora desta não há verdadeira fraternidade.
Os biógrafos de S. Francisco de Assis, são unânimes em ressaltar a relação fraterna de S. Francisco com todos os seres da criação e o respeito para com todas as criaturas. S. Francisco de Assis foi modelo de humildade entre os seus irmãos e um conciliador de unidade fraterna. Se reflectirmos fraternidade e menoridade nas nossas vidas leva-nos a viver a nossa verdadeira vocação, porque esta deve estar radicada no seguimento de Cristo e dos seus apóstolos que renunciaram ao direito sobre qualquer lugar para proclamar e livremente o que renunciaram a qualquer direito sobre qualquer lugar para proclamar e livremente o Reino de Deus em toda a parte. Aqui está a nossa itinerância, a pobreza e Menoridade.
Fr. José Jesus Cardoso, ofm.
14/06/2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

SANTO ANTÓNIO



O PÃO DE SANTO ANTONIO

Santo António um franciscano apaixonado por Cristo e pelo seu Evangelho. Apresenta uma mensagem muito rica de símbolos, com os quais ele é representado: O Menino Jesus sobre o livro, a Cruz, o Lírio e, por vezes um saco ou um pão, muito conhecido pelo pão dos pobres “Pão de Santo António”.
A história do pão de santo António, é a narração de um facto, feito pelo irmão padeiro do convento em que este vivia com o Santo. Santo António era muito amigo dos pobres e durante o tempo que esteve como porteiro do convento, distribuiu aos pobres todo o pão que estava nos cestos, mesmo aquele que estava destinado para a refeição dos frades. Perto da hora da refeição da comunidade, o irmão refeitoreiro, ficou em apuros, os pães tinham sido todos distribuídos aos pobres. Foi a correr ter com o santo muito aborrecido tendo-lhe este dito que verifica-se melhor o lugar em que deixou o pão. Assim fez e ficou admirado e muito feliz, porque os cestos estavam cheios de pães, muito mais do que estava anteriormente. Pão que chegou para os frades e para continuar a dar aos pobres.
Mais do que a lenda da orígem do “Pão de Santo António”é a riqueza do seu simbolismo. Foi mais um dos milagres do Santo. Em algumas Igrejas vê-se a Imagem de Santo António com o Menino Jesus e com um pão nas mãos a distribuir aos pobres. O facto é que através de Santo António, Jesus continua a realizar estes e muitos outros milagres. Se olharmos para a narração da multiplicação dos pães, vemos que Jesus pede a colaboração dos Apóstolos. “Dai-lhes vós mesmo de comer; quantos pães tendes? Ide ver”. Trouxeram-lhe cinco pães e dois peixes. No fim ainda sobraram doze cestos cheios e pão e peixe.
O pão simboliza tudo, a vida, a fraternidade e o alimento para a vida. Santo António foi sem dúvida o grande pregador do Evangelho. Encontrou Jesus Cristo e o seu mistério no estudo e na meditação. Ele continua a revelar-nos esta faceta da vida evangélica e apostólica, a todos nós e ao mundo inteiro.
Santo António foi um grande pregador e Missionário incansável. A menoridade é um tesouro da sua espiritualidade. Ele soube, em plena Idade Média, olhar o exemplo de S. Francisco de Assis.

Fr. José de Jesus Cardoso
Lisboa, 12 de Junho de 2009.

domingo, 7 de junho de 2009

UM VULCÃO CHAMADO FRANCISCO DE ASSIS


Falar de S. Francisco de Assis, é como lançar lenha numa fogueira. As suas palavras transformam-se num fogo abrasador que envolve tudo: Homens, Mulheres e Natureza. A sua mensagem seduz, cativam e arrastam a lava da alegria e da fraternidade para uma vida diferente: vida do evangelho.
Foi em 1209, já se passaram 800 anos. A Família de Francisco de Assis continua a surpreender pela sua actividade e pela sua vitalidade e capacidade de se renovar e de responder aos apelos da Igreja e do mundo.
S. Francisco de Assis, homem simples, sabia de Deus mais do que todos os letrados do seu tempo. Assim se tornou modelo para uma multidão de homens e mulheres. Morreu para ele próprio, tornou-se “ um outro Cristo”. Homem de profunda humildade e de amor total aos pobres e doentes sobretudo aos mais abandonados. Só um coração como o de S. Francisco pode aguentar tanta alegria. O seu olhar é o olhar de Deus, que ajuda e quer salvar a todos. Ele derruba todas as divisões e discórdias para estabelecer a justiça e a paz para sempre.
Só um coração cheio de Deus como o seu é capaz de levar por diante um vulcão cheio de simpatia, simplicidade, fraternidade, alegria Paz e bem a todas as criaturas. S. Francisco de Assis é a grande labareda das maravilhas de Deus. “Louvado sejas, ó meu Senhor!” foi esta a graça das origens franciscanas, que S. Francisco colheu do evangelho, tornando-se arauto do Pai do Céu.
Ao “Poverello” aplicam-se as palavras do apóstolo Paulo “Estou crucificado com Cristo, já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. S. Francisco arrancado do barro amassado, para aceitar o projecto criador de Deus, para que em comunhão com Ele e com os seus irmãos fazer uma comunidade Universal de amor.
Foi assim que um pequeno grupo de homens pobres e alegres de Assis, se apresentou em Roma ao papa Inocêncio III, para a aprovação da Regra, e este, nesse mesmo instante, depois de ouvir o pobre de Assis, no seu propósito de seguir a Cristo à luz do Evangelho, lhe aprovou a Regra e Vida dos Frades Menores que hoje se pode visitar no Sacro Convento em Assis. Regra que é professada pelos franciscanos ao longo destes oito séculos de vida.


Fr. José Jesus Cardoso, O.F.M.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

GERAL REELEITO


Fr. JOSE RODRIGUEZ CARBALLO – foi reeleito hoje como sucessor de São Francisco de Assis.
Quinta-feira dia 04 de Junho de 2009, foi reeleito como o 119º sucessor de S. Francisco de Assis na Ordem dos frades Menores. A eleição foi realizada durante a assembleia dos 152 delegados da Ordem que se encontram em Capítulo Geral em Santa Maria dos Anjos, Assis.
Fr. José Rodriguez Carballo, reeleito para presidir aos Irmãos que estão espalhados por 113 países do mundo nos próximos seis anos.
Um homem tocado pelo espírito de Francisco de Assis, para guiar no mesmo espírito os irmãos da Primeira Ordem - juntamente com os Conventuais e Capuchinhos, a ordem que foi Fundada por S. Francisco de Assis no ano de 1209.
A sua reeleição é para nós um estímulo pelo enraizamento do ideal franciscano para com os seus irmãos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

TESTEMUNHOS DE VIDA


PRÉMIO NUNES CORREA VERDADES DE FARIA. Nunes Correia Verdades de Faria foi um benemérito da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e outras instituições que deixou um grande legado para criar um prémio que concedesse às três individualidades que mais se destacassem em Portugal, no “ Cuidado e carinho dispensados aos Idosos desprotegidos”, bem como no “Progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas”, e ainda no “Progresso no tratamento das doenças do coração”.Sendo assim, na sequência do concurso realizado para o efeito, dos candidatos do Ano 2008, o Júri dos Prémios, decidiu, por unanimidade: Atribuir o prémio na área do Cuidado e Carinho Dispensado aos Idosos a Frei José de Jesus Cardoso, da Ordem dos Frades Menores da Província Portuguesa da Ordem Franciscana, que cedo iniciou uma grande obra de solidariedade desenvolvida na Enfermaria Provincial da Luz em Lisboa, cuidando de irmãos idosos e doentes, demostrando grande generosidade e dedicação nos momentos mais difíceis , junto dos que mais sofrem.É um exemplo de uma vida que sempre num espírito de grande simplicidade e muita alegria, realiza o ideal e mandato de São Francisco de Assis de que “ os irmãos enfermos devem ser os primeiros de todos os Irmãos”.A atribuição deste Prémio é a homenagem prestada ao mérito do trabalho, estilo e empenhamento, que Frei José de Jesus Cardoso tem dedicado toda a sua vida ao serviço dos irmãos na Enfermaria da Luz, dando uma atenção especial aos mais sós .O prémio foi-lhe entregue em cerimónia na Residência do Fundador de Nunes Correa Verdades de Faria em Sessão Solene, perante o Júri presidido pelo Senhor Presidente da Santa Casa de Mesiricórdia de Lisboa no passado dia 14 de Maio de 2009.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Dia da Mãe: Fátima on-line

Um dia de preito e homenagem à mulher que nos gerou. É uma data afectiva na qual saúdo, de um modo especial, todos aqueles que ainda t~em na terra a sua mãe, lançando este preito a todas as mães do mundo inteiro.
A elas, a todas elas, aquelas cuja memória são uma saudosa lembrança e gratidão ao seu testemunho, dedicação e sacrifício, bem como àquelas que felizmente ainda se encontram entre nós e para as quais desejo as maiores felicidades.
A responsabilidade do dia da mãe, tal como é conhecido, é atribuido a Anna Jarvis e sua irmã, no vazio deixado pela morte da sua progenitora, no ano de 1904.
Com este dia pretendia Anna promover um melhor ambiente familiar lutando para que os filhos tivessem maior consideração pelos pais.
Neste encadear contínuo da vida, ao longo dos anos em que a mãe é o grande elo da mesma.
Aqui deixo a minha gratidão muito sentida à minha mãe que me deu à luz e a todas as mãe.
Neste dia que é também o dia da Mãe do Céu, Maria, quero deixar uma novidade no Pensamentos.
Ao longo deste mês de Maria, podeis assistir a todos os acontecimentos da Capelinha das Aparições, em Fátima, em directo 24 horas permanentemente.
Para tal, caso não se active a janela automaticamente, basta clicar sob a seta que está ao centro da imagem acima.
Que a todos, Maria nossa Mãe, abençoe.

sábado, 11 de abril de 2009

ALELUIA - CRISTO RESSUSCITOU !



VISITA PASCAL

Tradição que está muito enraizada no norte de Portugal embora se vá notando já uma pequena quebra em algumas cidades por falta de incentivo do clero.
Na minha freguesia há Visita Pascal chamam-lhe “compasso”. De casa em casa vai passando um grupo de pessoas acompanhando, se possível, o pároco da terra e na falta deste por um jovem seminarista vestido com trajes litúrgicos e festivos partindo da respectiva Igreja Paroquial, dirigindo-se com a cruz aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Jesus Cristo, abençoando as pessoas e as casas. Pelo caminho anunciam a chegada ao toque de uma sineta que como que canta “Aleluia” em sinal de júbilo. Nos caminhos e ruas e nas portas de casa há flores e alecrim. Estralejam foguetes no ar. Entram em cada casa, onde se estabelece um pequeno diálogo celebrativo do momento que se vive e depois dá-se a cruz a beijar aos presentes, começando pelos mais velhos.
Nas aldeias a Páscoa é vivida com alegria, onde não falta as doçarias próprias da época, que variam de lugar para lugar.
A vista pascal faz-se sempre ao domingo e segunda-feira de Páscoa. Também é hábito por estas paragens dar o “folar” ao Pároco que visita as casas. As ofertas são variadas... Mas quase sempre dão dinheiro.
A Páscoa é dia de festa na aldeia e um recuperar de energias para mais um ano cristão.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O P.GERAL VISITA A ENFERMARIA PROVINCIAL DA LUZ



VISITA À ENFERMARIA PROVINCIAL DA LUZ
Esta memorável visita iniciou-se com o encontro do Ministro Geral com os Irmãos enfermos, na Enfermaria Provincial da Luz, em Lisboa.
O Ministro Geral, acompanhado nesta visita pelo Ministro Provincial, Frei Vítor Melícias, pelo Guardião da Luz, Frei Domingos do Casal Martins, pelos Definidores Gerais Frei Miguel Vallecillo e Frei Amaral Bernardo Amaral, e pelo Responsável da Enfermaria Provincial, Frei José de Jesus Cardoso, manifestou a sua alegria em poder iniciar esta sua visita fraterna à Província Portuguesa da Ordem Franciscana com visita aos anciãos e enfermos que eram para São Francisco de Assis «os primeiros de todos os irmãos».
Em gesto fraterno e amigo deixou mensagem no «Livro de Visitas da Enfermaria Provincial da Luz» que reproduzimos: «Hoje, dia 30 de Março de 2009, tive a dita de iniciar a minha terceira visita fraterna à Provincial de Portugal encontrando-me com os Irmãos enfermos. Agradeço ao Senhor o dom destes Irmãos, na sua maioria antigos missionários. Agradeço aos Irmãos desta Enfermaria o que fizeram e continuam a fazer pela Ordem e pela Província. Agradeço à Província que tenha renovado totalmente a enfermaria e ao Frei Cardoso, que durante tantos anos atende com amor de mãe os enfermos. Do coração, abençoo a todos os enfermos e os abraço carinhosamente.»
Fr. José Rodriguez Carballo,OFM
Ministro Geral

PÁSCOA DA ESPERANÇA



PÁSCOA DA ESPERANÇA
A Páscoa Cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. que, segundo a Bíblia, teria ocorrido três dias depois da sua crucifixão. Para entender o significado da Páscoa cristã é necessário recordar que muitas celebrações antigas foram integradas nos acontecimentos relacionados com Cristo. Para os Cristãos, a Páscoa é a Festa das Festas. Não se fica pelas flores e amêndoas. Com a Páscoa vêm energias novas e renovadoras que vão dar sentido à vida, daqueles que a celebram com fé e permanecem unidos a todos os crentes que a celebram com esperança.
Jesus Cristo o vencedor da morte é a figura central na história da humanidade. A Páscoa é “passagem da morte à vida”. Só o amor é capaz de a realizar em todas as circunstâncias. O amor de Deus grande em misericórdia dá-nos o Seu Filho. Jesus Cristo vem carregado de esperança para ajudar a humanidade. Nesta certeza podem os cristãos saborear a alegria e a paz que no Aleluia pascal se manifesta, Cristo Ressuscitado é a luz da Igreja. Sem esta luz a vida cristã não tem vida. Acontecimento único com sentido que a todos permite gozar e cantar, porque Jesus morreu numa cruz e que ressuscitou por causa de nós. Por isso, Ele é para nós a razão da nossa existência, o centro da nossa vida.

Fr. José de Jesus Cardoso, ofm.

sábado, 4 de abril de 2009

FESTA PASCAL

PÁSCOA, DOM DE DEUS
Somos um Povo salvo pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Só Jesus Cristo ressuscitou e apareceu no esplendor da Sua glória. Nós os cristãos, não voltaremos a ver na terra os que já morreram.
Uma coisa é saber que existe a vida eterna e outra coisa é sentir na própria carne a separação definitiva daqueles que nos são queridos. A Fé diz-nos que a morte é apenas uma aparência e que aqueles que nos deixaram continuam a viver... Como nos sentimos perturbados, órfãos, com a morte de um ente querido!
Queremos com isto dizer que nos sentimos solidários com todos os homens, na celebração deste acontecimento histórico que atinge todo o homem., crente ou não crente.
A fé tem uma dimensão comunitária. Por isso faço um apelo forte a que vivamos com optimismo esta Páscoa da Ressurreição.
Vamos celebrar a Páscoa de Jesus Cristo, libertando-nos todos s dia de tudo aquilo que nos impede de sentirmos que somo filhos de Deus e que fomos redimidos por um alto preço: o Sangue de Jesus Cristo!
Jesus Ressuscitou. Vivamos, no dia-a-dia, em Páscoa permanente!
Aleluia!
Votos de Santa Páscoa de 2009.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

domingo, 15 de março de 2009

JUSTIÇA, PAZ, PROGRESSO E ECOLOGIA


Muitas pessoas têm um conceito romântico e simples de Ecologia, sem compreenderem o verdadeiro sentido de como o Planeta Terra está a ser afectado pelo progresso.
Na difusão da mensagem de espírito de São Francisco de Assis, mensagem de Paz e Bem, consideramos que o objectivo principal é proteger a mãe natureza.
O Mundo enfrenta, hoje, um conjunto de problemas que põem em perigo a sobrevivência da Humanidade. Estamos perante uma crise mundial.
Nesses problemas podemos agrupar a Paz, a Justiça e o meio Ambiente. Cada vez se torna mais urgente a sua interrelação.

NA JUSTIÇA

Muitos milhões de seres humanos não podem satisfazer, na actualidade, as necessidades elementares da vida de milhões de vítimas da violência da guerra. Muitos seres humanos morrem por falta de compreensão dos políticos e por falta de alimentos.
O carácter da vida está ameaçado em todo o mundo. Muitas nações pobres não podem oferecer aos seus cidadãos os alimentos necessários à sua sobrevivência. Cada vez há mais injustiças económicas, mesmo nos países mais ricos. Os direitos humanos são cada vez mais violados, não falando dos direitos económicos, sociais, culturais, religiosos civis e políticos.
As nações não podem, por elas mesmas, superar os problemas da justiça e da pobreza. É necessária uma nova ordem internacional, em que os direitos humanos sejam reconhecidos e se estabeleça a justiça para todos.

A PAZ

Muitas guerras têm causado imensas perdas de vidas humanas. Os arsenais de armas são uma ameaça contínua à paz e à solidariedade entre os povos. É um risco continuo!..Os gasto que se fazem com o armamento em todo o mundo, consomem muitos recursos, que são precisos para o progresso e protecção do meio ambiente.
Prevenir a paz devia ser uma tarefa dos governos e dos políticos. Há que acabar com as guerras. É de Paz e de Amor pelas criaturas e pela natureza que se deve instaurar uma ordem internacional.

AS AMEAÇAS AO MEIO AMBIENTE

Dizem as ciências e a tecnologia que têm desaparecido do nosso planeta alguns milhares de espécies diferentes de animais e plantas. É evidente que a humanidade tem causado danos irreparáveis à Natureza.
Os problemas energéticos são enormes. São necessárias medidas urgentes e coordenadas a nível mundial. A sociedade moderna corre para o caos, se não tiver juízo. A sociedade industrial corre o perigo eminente de se destruir a si mesma. É pena!...


Fr. José Jesus Cardoso, OFM

terça-feira, 3 de março de 2009

Quaresma: tempo de salvação

Para nos ajudar a reflectir melhor sobre este tempo da Quaresma deixo aqui este clip de vídeo.
Que estas imagens, música e mensagem nos ajudem a ir ao encontro de Cristo.
(Desactivar a música do blog)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

QUARESMA



VIVÊNCIA ESPIRITUAL DA QUARESMA

A atitude de penitência está no cerne do ideal franciscano, no dizer de São Francisco de Assis “reconhecer as mãos de quem nos criou”, porque penitência tem um compromisso com o Criador.
A Quaresma é uma caminhada de 40 dias que nos conduzem à Páscoa. Os Hebreus caminharam 40 anos pelo deserto para mais tarde alcançarem a Terra Prometida. Foi um tempo muito duro, um tempo de muito sacrifício e purificação. Moisés esteve 40 dias no Monte Sinai para receber as Tábuas da Lei, onde fez muita penitência e oração. Elias caminhou 40 dias no deserto para chegar ao monte de Deus. Jesus Cristo jejuou 40 dias antes da sua vida pública.
Hoje, vive-se num mundo sem espaço para as coisas de Deus. O homem precisa de fazer jejum e sacrifícios, porque precisa da presença de Deus. Há um crescente declínio de fé, onde tudo parece estar a tomar o espaço e o tempo que antes era destinado para o Senhor. A penitência perdeu o sentido do sacrifício. Quando vemos alguém que sofre ou a fazer penitência vem logo a ideia que se maltrata. Não é assim. Hoje até os leigos, monges e clérigos vão perdendo esse testemunho de purificação dos pecados.
A Quaresma é o tempo em que toda a Igreja se recolhe para se purificar e preparar a grande festa que é a Páscoa.
São Francisco de Assis foi exemplo de homem de sacrifícios e de penitências. Fazia-o com fé e sentia-se uma pessoa normal, sendo o jejum uma das suas penitências mais frequentes. Queria que fossem as suas penitências e sacrifícios uma garantia da sua fé em Jesus Cristo. Francisco foi um homem livre e a penitência fazia-o muito feliz diante do seu Senhor.
Nesta quadra da Quaresma todo o cristão deve ser um testemunho fiel na preparação e vivência da Morte e Ressurreição do Senhor no grande Mistério da Páscoa.

Fr. Cardoso, ofm.
28/02/2008

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MEDIANEIRO DA PAZ



SÃO FRANCISCO DE ASSIS MEDIANEIRO DA PAZ
Quem conhece Francisco de Assis poderá com muita certeza afirmar que ele foi um ser humano extraordinário, um místico e um autentico seguidor de Cristo. Uma criatura de fé e prática evangélica.
Francisco de Assis foi um modelo de ser humano cuidadoso e apaixonado pela criação, pela ecologia em geral, como nos mostra a sua biografia. Desta forma ele fez da sua vida uma maravilha. Uma contribuição da sua vida totalmente voltada para Deus e para o homem, numa enorme tolerância social e até mesmo religiosa. Em Francisco a paz parece ser uma bandeira que precede a sua imagem de homem pacífico e de coração pacificador.
Nos seus escritos e biografias encontram-se variados episódios em que aparece como reconciliador e harmonizador das criaturas. A sua relação com o lobo de Gubbío, a águia, o fogo, as flores, o vento, as cotovias, o cordeiro e tantos outros animais, fazem dele um irmão universal sempre em diálogo constante com a natureza.
No Cântico do Irmão Sol, composto por ele, todos esses elementos são de louvor ao Criador. Francisco domesticou o próprio coração. O lobo, significa para Francisco a ferocidade descontrolada do coração do homem, r machucar e destruir. superior e dominante com o reino animal. No mesmo sentido, Francisco resolve uma querela entre o pai e o Bispo de Assis num diálogo de reconciliação contribuindo para a paz de toda a cidade. Os gestos e as atitudes de Francisco são gestos de paz.
Muitos movimentos semelhantes surgiram antes e depois de Francisco para atacar a Igreja contudo, Francisco, permanece sempre pronto a dialogar com a Igreja, para lhe ser fiel Podia ter sido um incómodo para a Igreja, mas quis fazê-lo com a sua radical pobreza, pela obediência e pela convivência pacífica, esta era a politica do homem sereno de Assis, mesmo quando foi junto os Sarracenos (Muçulmanos) par falar com o Sultão, esse não só o recebeu como conversou com Francisco e o admirou pela sua simpatia de homem humilde que tinha diante de si.
Francisco sempre serviu, e ainda hoje, é exemplo de paz, até mesmo entre os seus irmãos, como nos diz a legenda dos três companheiros. “Os irmãos devem viver no meio do povo de tal modo que, ao ouvi-los ou vê-los, seja levado a glorificar o Pai dos céus a louva-lo devotamente”.

Fr. José de Jesus Cardoso

domingo, 15 de fevereiro de 2009

ENFERMARIA PROVINVIAL DA LUZ

"O CUIDADO DOS IRMÃOS"

A Enfermaria Provincial, esta depende directamente do Governo da Província, tanto no que respeita à sua manutenção, como no que respeita ao seu funcionamento. A assistência é confiada ao irmão enfermeiro, designado pelo Ministro Províncial. Todos os irmãos doentes, integram-se na vida da fraternidade da Luz.
A Enfermaria destina-se a acolher dois grupos de irmãos, cujo estado de saúde aconselha a residência permanente na mesma e aqueles que por motivos ocasionais necessitam de cuidados especiais. Presta serviços médicos e de enfermagem, aos irmãos Missionários e a qualquer fraternidade que a ela recorra e necessite dos sus cuidados.
Na enfermaria os irmãos são tratados da forma mais condigna possível sentindo-se suficientemente felizes. A qualidade dos serviços é hoje reconhecida por todos os irmãos que aqui foram assitidos e atodos osoutros.
Foi em 03 de Julho de 2006, que os irmãos foram transferidos para estas novas instalações da enfermaria, no segundo andar do Seminário da Luz. Tem melhores condições , óptimos serviços e melhor conforto . Foi um melhoramento muito importante que marca uma época e os vinte e sete anos da existência da Enfermaria Províncial da Luz. Esta Enfermaria, tem 17 quartos, 16 dos quais para doentes, uma espaçosa sala que tem duas valências; refeitório e convívio. Todos os quartos têm TV e Ar condicionado e casa de banho privativa, adaptadas às diversas situações para doentes.
Aqui se acolhem irmãos com bastantes idades neste cantinho tão doce e santo. “A vida é bela quando se sabe viver”. É extraordinário termos assim bons irmãos. Vemo-los andar de um lado para o outro todos os dias de terço na mão. Quase todos comem pela sua própria mão e fazem a sua higiene. A maior dificuldade e tristeza de alguns é não ouvirem muito bem. É sem dúvida um tempo de renovação para as suas almas e faz bem ao espirito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza a capacidade de desabrochar e a cada nova estação e a nós a capacidade de recomeçar cada ano.
Sorrir sempre por todos os motivos, mas também devemos chorar outros, porque amar o próximo é dar mais que rezar.
Diáriamente procura-se proporcionar a todos os irmãos, uma alimentação adequada, tendo em atenção os mais variados problemas de saúde que os afecta, conforme recomendação médica.
A MORTE. Falam dela sem medo, esperam-na com naturalidade, pois acham que já é tempo. O que mais desejamda vida é conseguir a salvação eterna como dádiva do Senhor a quem serviram.
Durante o Ano de 2008, a enfermaria teve como residentes definitivos, 11 Irmãos . Faleceram neste periodo de tempo dois deles : Ir. Agostinho Moreira Júnior e P. Fernando Rodrigues Chaves.
No entanto seja qual for a situação dos irmãos, proporcionar a qualidade de vida é o objectivo desta enfermaria e de quantos aqui trabalham.
Não há qulquer restrição a nível de visitas ou saidas. Os irmãos são autónomos para sairem se as suas forças o permitirem ou acompanhados por outros irmãos. Sem duvida este espaço marca a diferença.
A Enfemaria preocupa-se, acima de tudo, com a satisfação das necessidades dos irmãos para que tenham um final de vida feliz.

Frei JOSE DE JESUS CARDOSO, OFM.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SOFRIMENTO ESCOLA DE APRENDIZAGEM


Hoje dia 11 de Fevereiro, celebramos o Dia Mundial do Doente.
Nunca será demais incluir na nossa amizade a ternura pelos nossos doentes e idosos com gestos e palavras de acolhimento no centro das nossas vidas. A Comissão Nacional da Pastoral da Saúde deseja valorizar esta dimensão essencial da vida cristã, para que os doentes não sejam afastados das famílias nem ignorados ou esquecidos.
Que cada família cuide dos seus doentes na medida do possível e os envolva de ternura, presença e solicitude constante do seu amor fraterno.
O sofrimento e a dor pode tornar-se peso sem sentido, cruz sem cireneu, mas pelo contrário pode-se transformar em caminho de redenção, em crescimento e em bem-aventurança.
Muitas vezes o sofrimento nos aproxima, nos liberta e nos faz irmãos. São estes sentidos na vida que nos deixam marcas de esperança, serenidade e alegria.
Aqui lembro todos os idosos e doentes, sobretudo aqueles com quem trabalho e a quem generosamente dedico a vida o meu trabalho e gestos de ternura do amor de Deus pelos que sofrem. Que Nossa Senhora de Lurdes me ajude a continuar a suavizar a dor de todos os doentes e de quantos cuidam dos nossos doentes e idosos.
Os doentes são o caminho da redenção “completam no seu corpo o que falta à paixão de Cristo” CL 1,24).


Fr. José Jesus Cardoso

sábado, 7 de fevereiro de 2009

FESTA DAS CINCO CHAGAS DO SENHOR


A Festa das Chagas do Senhor é uma festa muito antiga e celebrada em Portugal a 7 de Fevereiro. Uma devoção muito viva na Igreja Portuguesa desde o começo da nacionalidade. As Chagas são as feridas que o Senhor recebeu na Cruz e as manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, principalmente ao Apostolo Tomé, por este não acreditar.
Na história da Igreja alguns santos receberam as Chagas do Senhor como sinal de graça e prémio das suas virtudes: S. Francisco de Assis, Padre Pio, um santo dos nossos dias e outros.
As Divinas Chagas do Crucificado são para nós cristãos motivo de meditação e valorização do sofrimento do Senhor na Cruz por nós e para que Ele se compadeça das nossas fraquezas .
Onde poderá a nossa fragilidade encontrar mais segurança a não ser na Bondade das Chagas do Senhor. A lança que n’Ele penetrou, veio a ser para nós a chave que nos abre os mistérios dos Seus desígnios.
Só em Jesus se encontra toda a piedade. A cada um deu o que tinha: sinais de amor, consolação e firmeza.
As Chagas do Senhor são a nossa redenção que veio das Divinas Mãos e Pés e do Peito rasgado, para nossa fé e nos transformar em cristãos a sério.


FrJoséCardoso, OFM

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ano Paulino: Sede meus imitadores

Deus revela-se a cada pessoa que O procura com sinceridade. Assim aconteceu com S. Paulo e daí a sua conversão.
São Paulo, conta a experiência que revolucionou a sua vida e que fez dele o Apóstolo que mais contribuiu para que muitos judeus e não judeus também conhecessem a Cristo e fossem Suas testemunhas.
São Francisco de Assis, um pouco como São Paulo, também aceitou o leproso que o ajuda no seu empenhamento de seguir Jesus Cristo através dos mais pobres.
São Paulo, foi um judeu muito zeloso ao serviço de Deus, como ele mesmo o afirma: “Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui educado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, em todo o rigor da Lei dos nossos pais e cheio de zelo pelas coisas de Deus, como todos vós sois agora.
Persegui de morte esta «Via», algemando e entregando à prisão homens e mulheres, como o podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todos os anciãos. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco, onde ia para prender os que lá se encontrassem...” (Act.22,3 +) e, por isso, perseguia os cristãos pensando que agradava a Deus, até que mudou a sua vida quando uma luz intensa, vinda do céu, lhe mostra que a plenitude da sua vida está em Jesus que morreu e agora vive em cada cristão que o acolhe e constrói a Igreja. Sendo assim, Paulo pergunta a Jesus: “Quem és Tu Senhor?”, ao que Ele respondeu: “Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues!”. Foi aqui que São Paulo descobre a missão que Deus lhe confiava.
São Francisco de Assis, também ao jeito de São Paulo, procura ao Senhor: “Senhor que queres que eu faça?”. O Cristo da Cruz, na pequena capela de S. Damião responde-lhe: “vai, Francisco, e repara a minha Igreja que como vês ameaça ruir”. Como Deus muda a vida de dois homens. Se Francisco de Assis acreditou profundamente nesta missão, S. Paulo já o tinha feito e ambos transmitiram a vida que vem de Deus.
Seria pouco se nós hoje, ficássemos apenas a admirar Francisco de Assis e Paulo de Tarso. O desafio que é apresentado aos cristãos do século XXI, é ser seus imitadores, como São Paulo pede na sua carta aos Coríntios: “Rogo-vos, pois, que sejais meus imitadores.” (cf.1 Cor. 4, 16).
S. Francisco toma para si esta mesma expressão numa das suas cartas que escreve aos seus frades.
Em Paulo, em Francisco e em nós cristãos, a centralidade da nossa vida e testemunho está em ser seguidores e imitadores de Jesus Cristo.
Temos que estar atentos e deixar que Jesus Cristo mude as nossas vidas.

Fr. José de Jesus Cardoso, OFM.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dia da Província

Hoje celebramos o Dia dos Santos Mártires de Marrocos, proto mártires da Ordem Franciscana, e Padroeiros da Província de Portugal.
Partilho convoco o clip de vídeo com o Cântico das Criaturas, o mais belo poema da literatura italina, composto por S. Francisco de Assis.
Assim uno-me a toda a minha Província em comunhão e oração.
A todos desejo paz e bem.
(Desactivar a música do blog para ver o clip)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

NATAL PERTENÇA DE TODOS

Respeitar o Natal é viver o sentido novo da humanidade, a mútua relação diária de solidariedade fraterna e saborear a alegria do amor. Desvirtuar o Natal é escraviza-lo da sua realidade e razão de ser. Devemos evitar as diferenças para com os outros. A alegria e a paz vão-se tornando impossíveis por serem sufocadas pelo egoísmo e pelo consumismo desenfreado. Alguns chavões de amor solidário, neste tempo de Natal, são a expressão passageira de uma mensagem que deveria ser uma realidade para todos os dias.
Há por aí muita gente que diz que Natal é todos os dias contudo, muitas vezes a sua disponibilidade para com os outros é nula. Poderemos nós dizer que é isso o espírito de Natal? Creio que não, na medida em que são frutos do entusiasmo de última hora. Viver permanentemente a disponibilidade e generosidade é mais difícil se for exigência de cada dia.
Depois que Deus se fez Homem, em Jesus Cristo, o homem estará sempre incompleto. O Natal é sempre referência universal ao gesto misterioso de um Pai que, por amor, nos deu o seu próprio Filho e, por Ele, nos integrou numa nova família que não tem fronteiras, a Família de Nazaré.
A riqueza do cristão na sua vida diária é a de realizar a sua vida na fé, em Jesus Cristo vivo, o “Deus connosco”, por causa de nós e para bem de todos. A fé é dom de Deus para colocarmos solidariamente ao serviço dos outros.
O Natal de Cristo, é a lição máxima da Encarnação do sobrenatural na vida do dia-a-dia, em todas as dimensões. O Natal é a força de aceitar o desconforto de uma gruta, uma história que se repete cada dia em tantas famílias, é desfrutar o Amor de Deus feito Carne, feito vida humana em Jesus.
Que todos os cristãos cantem ao Deus Menino que por nós veio ao mundo, para nos tirar da embriaguês do pecado.
Celebrar o Natal de Cristo é celebrar o nosso nascimento para Vida como este Dom do amor de Deus e que em todo o tempo é dom para a humanidade.

Fr. José de Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 21 de dezembro de 2008

MENSAGEM NATALICIA




O Natal é o Mistério da Encarnação do Filho de Deus. Natal é recordar que Deus se fez homem para habitar entre nós. Por isso, é necessário que todos os cristãos vivam com recto sentido a riqueza desta vivência real e profunda do Natal.
Ao celebrarmos mais uma festa do nascimento de Jesus, vamos repensar as nossas vidas e assumir com seriedade o nosso compromisso de cristãos e de religiosos, no viver e do anunciar o Evangelho de Jesus.
Desejo a todos - que Jesus Menino, esteja muito presente hoje e sempre em nossas vidas e na esperança dum Mundo melhor para todos neste Natal e no Ano Novo que se aproxima.
Frei Jose de Jesus cardoso, OFM.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

SÃO FRANISCO E O PRESÉPIO

SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO
Aprendi a gostar de São Francisco de Assis ao longo da minha vida. Sempre encontrei vestígios dele no rosto de certos irmãos da minha Província. È difícil dizer o que mais me encanta. Tudo em S. Francisco é força na sua fragilidade e ternura vigorosa. Quando olho para ele lembra-me de Jesus Cristo, os dois se parecem um com o outro. Cristo nasce num Presépio Francisco começa a vida numa cabana. Ambos despojados de suas vestes. Francisco de Assis, homem simples, caminha pelas ruas a dizer que o amor não é amado. Vai gastando as forças a dizer aos homens que é preciso mudar o coração, e fazer penitência. Fica horas noites e dias em oração.
São Francisco gosta de viver nas grutas e nos espaços ainda não maltratados pela mão do homem, o que pouco se faz nos nossos dias. Francisco faz da sua vida uma caminhada contínua para Deus. Todo ele é a própria oração. A devoção à Santíssima Mãe de Deus foi sempre muito forte e sempre nutriu grande veneração e recomenda- a as seus frades.
Greccio, o nosso Belém, onde ninguém como Francisco soube tão bem festejar o nascimento de Jesus Menino na terra. Greccio é despojamento e alegria. Frades encantados com as maravilhas de Francisco. Homens e mulheres de tochas acesas nas mãos extasiados ao redor do presépio!
Francisco, feito anjo de Deus, canta Glórias ao Criador do Mundo. Humildemente em palhas deitado, pobre Deus que se torna criança.
Já lá vão uns anos largos, que passei por Greccio. Recordo com alegria a alegria o poder estar no sítio onde Francisco foi o primeiro construtor do presépio. Parece que estava a ver Francisco dançarino a cantar “Glória a Deus nas Alturas” ao Deus feito Criança.
Em Greccio, como no Alverne, Francisco encanta-nos entre abismos do verde das montanhas, o Serafim que recebe as chagas de Jesus. Ele me encanta e a todos que por ali passam. È nestas terras da Umbria que Francisco vai atrás dos leprosos, dos mais abandonados e dá tudo a todos na vida das pessoas.
Pus-me a imaginar essa gente simples de pés descalços no chão e de braços levantados com São Francisco a louvar o Senhor, deixando que o Irmão Sol lhes aquecesse o corpo…Como seria, meu Deus!!!
Francisco sem preocupações mundanas, sem bens materiais, não reclama nada para si. Homem belamente humano. A vida de Francisco de Assis foi uma vida de Presépio e Calvário.
A minha paixão por Francisco de Assis continua viva no seguimento de Cristo, em fraternidade e confiante partilha. Deus é pertença de todos em quem devemos colocar o coração.

Frei José de Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O SERAFIM DO AMOR

FRANCISCO DE ASSIS O SERAFIM DO AMOR
No Monte Alverne, região da Toscana, onde Francisco recebeu os estigmas. Ali, dizem as fontes franciscanas que de repente, Deus tocou profundamente Francisco de Assis. Homem imitador perfeito dos caminhos do Senhor Jesus, e todo aquele que é marcado pelos caminhos desse amor. A ele é impossível não trazer essas marcas em seu corpo. Religiosamente dizemos que o anjo, o Serafim, veio e marcou o seu corpo com aquelas chagas do Amado. E para sempre o amor tomou forma num corpo. Porque o amor estava no seu coração, e o que está no coração toma conta do corpo, da vida e deixa marcas profundas. As pessoas que se amam verdadeiramente vão ficando parecidas. Às vezes observamos que, quanto mais velhos ficam nossos pais, mais se assemelham fisicamente. Quando por ali passei, naquele Alverne de amor, eu quis entender o que significavam as chagas de Francisco, naquele encontro com os meus confrades e vi o que significavam as chagas de Francisco. De acordo com a minha cultura, todas as minhas energias, o nosso potencial de amor, a nossa fonte do amor, brotavam de dentro para fora, e não de fora para dentro. Francisco explodiu, seu coração consagrou-se, fez-se tudo para todos. O coração de quem ama muito faz assim: Pluf! Salta para fora. E o coração dele abriu-se em chagas, em estigmas. Enraizado naquela terra, naquele chão que ele conhecia e pisava, seus pés ficaram marcados com as chagas do Amor.A realidade do amor estava nas suas mãos, nos seus pés. É nas extremidades vitais que circulam as energias mais poderosas. E foi aí que o amor transbordou na vida de Francisco. Penso que, quando amamos profundamente, todas as experiências humanas e religiosas nos marcam com as marcas profundas do amor. Quem dá o coração, recebe corações. Isso eu aprendi com Francisco.Fr. José Jesus Cardoso

VOCAÇÃO FRANCISCANA

SER FRANCISCANO
A vocação religiosa franciscana não tem como objectivo primeiro ser sacerdote, mas sim a vontade de ser franciscano, ser irmão de Francisco de Assis e do seu ideal. O ideal dos franciscanos, quer sejam eles sacerdotes ou não, é sempre o mesmo: Seguir a Cristo, segundo S. Francisco de Assis, como se diz na regra: Observar o Santo Evangelho; sem nada de próprio em obediência e castidade.
O que todos os frades têm em comum é a mesma consagração pelos votos religiosos ao serviço de Deus e aos irmãos e Regra de Vida.
Nas fraternidades, e em qualquer lugar em que os franciscanos vivam, sacerdotes e não sacerdotes, ajudam-se mutuamente e devem seguir e animar-se na mesma caminhada e conviver muito fraternamente. As suas vidas são uma vida de irmãos.
O franciscano, no serviço à Igreja e à comunidade religiosa e cristã, presta os mais diferentes serviços: uns dando aulas, outros assistindo aos doentes, outros trabalhando com o povo, catequizando, instruindo e até inseridos em movimentos de solidariedade e servindo nos trabalhos internos das suas comunidades.
Se o franciscano assume o sacerdócio, o seu serviço à Igreja será também o de párocos, pregadores e acompanharem as comunidades dentro de uma determinada diocese.
O caminho para a vocação é precedido por mais mais anos de preparação e acompanhamento por mestres que ajudam no crescimento desse ideal a robustecer o discernimento para abraçar o ideal franciscano, sendo este o começo, outras etapas se seguem por alguns anos o amadurecimento, etapas a que chamamos: Postulantado e Noviciado. Após o Noviciado, o candidato passa a chamar-se “Frei”. É durante o Noviciado que o frade se prepara para a sua consagração a Deus através de uma vida “na observância nos votos atrás referidos”. Enfim, é um tempo de vivência dos valores fundamentais da vida religiosa franciscana. Quando o candidato está preparado, e preparado pela equipa de formação faz o pedido para fazer sua profissão dos votos Evangélicos, e continua a formação permanente pela vida fora.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 30 de novembro de 2008

TEMPO DE ADVENTO

ADVENTO

Advento um período de quatro semanas antes de Natal, a qual a Igreja nos convida a preparar a festa do nascimento de Jesus Menino. A Igreja revive a”vinda” de Jesus ao seu povo.
_ A vinda histórica, como Menino no Natal.
_ A vinda triunfal quando seu Reino se manifesta.
_ A vinda intima a todo o cristão que prepara o seu coração para o receber.
Durante o Advento Jesus vem despertar a nossa força de amar, de oração, de confiança em Deus, de bondade e solidariedade. Ele vem despertar em nós o amor de Deus ao próximo e de sermos amados por Deus.
Os profetas foram incansáveis arautos da salvação. Isaías, na sua comovedora oração, pretende apressara vinda do Salvador. A história diz-nos de que maneira foi escutada este grito e se cumpriu a promessa de Deus: na verdade os céus rasgaram-se e a humanidade recebeu o seu Salvador, Jesus Cristo o Senhor. A oração de Isaías é ainda actual e a liturgia assume-a no tempo do Advento.
S. Paulo, ao congratular-se com os cristãos de Coríntio pela graça de Deus que tinham recebido em Cristo, porque foi por Ele que tinham sido enriquecidos e por Ele possuíam todos os dons, exorta-os à esperança da manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo. (I cor. I. 4-7). São estes os dois pólos entre os quais se estende o arco do Advento Cristão: a lembrança agradecida do nascimento do Salvador.


Fr. José de Jesus Cardoso , OFM .

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

S. FRANCISCO DE ASSIS A FORÇA DE UMA VIDA


S. Francisco toda a sua vida pregou Jesus Crucificado com abundância de coração, eloquência de espírito. Alguém dizia: S. Francisco é tudo: mas não foi ele que criou o mundo! Mas quem até hoje mais informado sobre a criação do mundo foi concerteza S. Francisco de Assis.
A ideia de Deus – Criador tornou-se para ele ideia forte e espírito aberto. Todos nós pensamos que conhecemos a Oração do Pai-nosso; mas há entender e entender. Francisco não exige nunca que os outros mudem. Essa exigência é só para si. È ele quem primeiro sente a necessidade de mudar. Francisco é um coração, cheio de ternura em relação aos irmãos que pecam. Ama os que lhe causam aborrecimentos. E ama-os precisamente desta maneira. Francisco quer, até ao extremo, respeita o negativo dos outros irmãos e mantém a fraternidade, apesar de todos os desapontamentos e de todas as rupturas. S. Francisco é um humilde cântico da terra que no silêncio da aurora, após uma noite de tempestade, sente passar sobre ele uma brisa de ternura.
Ele tem um coração de paz e um novo olhar para Deus, mais purificado, incutindo novas energias. Nada o impedia de avançar para a Cruz de Cristo Crucificado. Uma alma soalheira que o mais importante não era ser fundador duma instituição nem fazer vingar uma obra assinalada com a sua marca pessoal: muito mais importante era converter-se ele mesmo num verdadeiro irmão de toda a gente, irradiando a bondade do Pai.” Verdadeiramente pacíficos são aqueles que, seja o que for que neste mundo tenha de sofrer, sempre por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo conserva em paz a alma e o corpo”.Ninguém como Francisco sentiu ou compreendeu a ideia de Deus Criador. A caridade tem a origem em Deus nosso Criador, como Francisco de Assis a entendeu. É isto que faz a sua elegância do seu espírito.
Não há nada mais encantador que as repreensões de S. Francisco a seus frades. Francisco ao chegar ao Alverne para ai celebrar a Quaresma, do Arcanjo S. Miguel, as aves vieram para lhe dar as boas vindas. Ora esta amizade com os passarinhos dá para ver quanto vale a sua confiança na natureza. Mas entre as aves, S. Francisco encontrou até ao final da sua vida um amigo e companheiro o seu Falcão, que estava fazendo o seu ninho nutrindo tal afeição por ele, que todas as noites o avisavam, com o seu cântico à hora de rezar.
Aqui temos Francisco de Assis como modelo para apaixonar a humanidade.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
A Igreja celebra no dia 15 de Agosto a solenidade de Maria e a sua elevação de Corpo e Alma à eternidade, para junto de Deus para todo o sempre. Embora não haja registos históricos sobre o desfecho da vida terrena da Mãe de Deus, desde muito cedo se usou o termo dormição em vez da morte. Maria deitou-se para a passagem à eternidade fora do tempo e do espaço, em corpo e alma. A partir do século VIII, o termo de “dormição”, foi substituído por “ Assunção”, que define melhor a elevação de Maria. Hoje a Assunção da Virgem Maria em Corpo e Alma é hoje um Dogma da Fé Cristã.
A dormição da Virgem Maria, não foi triste nem dolorosa, antes pelo contrário, foi o Cumprimento dum grande desejo e de um imenso ideal.
A tradição antiga localiza a sua morte no Monte Sião, na casa em que o Filho celebrara os mistérios da Eucaristia, onde o Espírito Santo, após a Ascensão de Jesus, desceu sobre os Apóstolos.
A Basílica da Dormição de Constantinopla em Jerusalém no seu estilo gótico é um lugar preferido pelos fiéis de todas as Confissões Cristãs, como o último lugar na terra da Mãe de Jesus. Está rodeada dos Cemitérios Católico, Grego, Arménio e Protestante Anglicano.
O Papa Pio XII, definiu a Assunção da Virgem Maria como Dogma de Fé, decorria o ano Jubileu de 1950 no dia da Festa de Todos os Santos.
Em Portugal, no século XIV, um grande acontecimento veio aumentar a devoção popular, a Nossa Senhora da Assunção. Dom João I, num gesto de gratidão, ordenou que todas as catedrais do reino fossem consagradas à Senhora da Assunção e a testemunha-lo, temos o grandioso Mosteiro da Batalha.

Fr. Jose Jesus Cardoso,ofm.

FRANCISCO SIMPLES E MODESTO



FRANCISCO SIMPLES E MODESTO
Francisco de Assis o santo dos passarinhos. O amigo dos homens e dos animais. O amigo da natureza. Padroeiro da ecologia. O santo da Paz. O santo da fraternidade Universal. O santo que soube reconciliar o homem com a natureza e com todas as criaturas, até mesmo com a morte, à qual ele chama de Irmã. “Francisco vai ao seu encontro (da morte) como quem vai abraçar e saudar uma irmã muito querida”. Assim foi na tardinha do dia 3 de Outubro de 1226. Mesmo na celebração da Irmã Morte, Francisco não queria ver os seus frades tristes. A alegria franciscana é uma marca do seu carisma.
Pelo Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, Francisco experimentou-o na sua genuína e profunda realidade.
Servia-lhe de leito o chão, tendo como travesseiro uma pedra ou tronco de árvore. O seu hábito era de lã grosseira. Todos os dias sujeitavam o corpo a dura flagelação. A intenção de todas as mortificações era fazer penitência pelos seus pecados e evitaras faltas futuras. A humildade de Francisco não era menor do que o seu espírito de penitência. Francisco não quer palavras em seu louvor. “Julgo não haver no mundo pecador mais indigno do que eu”e continuou: “Se Deus, em sua misericórdia tivesse dado ao homem mais perverso as graças que se dignou dar a mim, não duvideis que este homem seria muito mais grato e piedoso do que eu”.
Do seu amor a Deus e ao próximo e à sua devoção à Santíssima Virgem e a outros santos, cujos exemplos são tão numerosos.
Depois da conversão, Francisco renunciou a tudo o que era riqueza e vaidade. Sentia alegria em não ter nada de seu. “ A pobreza - dizia é o caminho da salvação, o principio da humildade e a raiz da perfeição”. A pobreza era a sua senhora, a sua rainha, a sua mãe e sua esposa.
O maior cuidado de S. Francisco, era dar aos companheiros e discípulos uma sólida educação religiosa, como era necessário ao homem que se destinava a ser instrumento na mão de Deus, para salvação das almas.
S. Francisco fazia muitos jejuns. O de S. Miguel era para ele muito especial e para este fim, retirava para o Monte Alverne, conforme a sua grande devoção à Paixão e Morte de Jesus Cristo. No dia da exaltação da Santa Cruz, arrebatado em êxtase, viu que do céu descia um luminoso Serafim, Anjo libertador dos estigmas.
Francisco de Assis, homem de ternura e de encanto.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

sábado, 2 de agosto de 2008

POR QUE A TI...SÓ A TI FRANCISCO ?

POR QUE A TI, FRANCISCO?
A força da mensagem evangélica encarnada por S. Francisco de Assis há oito séculos é o testemunho do Poverello de Assis. Trata-se duma experiência espiritual com uma dinâmica particular, com o fascínio que não pode ser circunscrito a um momento histórico a um determinado grupo.
É uma espiritualidade, que reivindica sua liberdade, sua alegria de existir. Parece encontrar a própria casa só quando não tem casa. Este principio foi evidente quando Francisco despojou, restituindo tudo ao pai perante o Bispo de Assis. Assim, poderemos perguntar” Francisco porque todos recorrem a ti, e parece que nós cremos ver-te, ouvir e obedecer-te?”. A pergunta do frei Masseu receberia hoje as respostas mais diversas: pelo espírito poético, pela causa do seu amor à natureza e as criaturas, por causa da sua total partilha com os mais pobres, devido à causa da sua capacidade de reconciliar e pacificar…
Todas as famílias franciscanas que emergiram após o nascimento da fundação da Ordem podem reinvendicar e definir o seu cordão o seu hábito e suas estruturas, com o “afim social” mas infeliz de quem vê nessas obras a realização definitiva da espiritualidade franciscana.
Francisco ontem como hoje, continua a encantar, não deixando adormecer os seus seguidores, porque aponta directamente para a Boa Nova, convidando cada um dos seus filhos a um encontro frontal com a mensagem do evangelho.
Deus despertou em Francisco a confiança em si mesmo como objecto de Graça dos Dons de Deus. Ele deixou-nos um conteúdo “nú” como nú ficou na praça de Assis, deixando-nos uma mensagem clara para ser encarnada e testemunhada. “Por que a ti, Francisco?”Francisco ao passar pelas ruas, todos corriam a traz dele porque percebiam que nele haviam bem mais que ele mesmo. Cabe a nós dar um novo folgo e vigor na actualidade desta mensagem, não podendo frustrar as esperança do mundo onde vivemos.

Frei José de Jesus Cardoso, ofm

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fátima: Altar do mundo

sábado, 10 de maio de 2008

O CÂNTICO DAS CRIATURAS



SÃO FRANCISCO E O CANTICO DAS CRIATURAS

O Cântico das Criaturas ou do Irmão Sol, pensemos que é natural que esta maravilhosa manifestação poética tenha saído da alma do santo trovador numa manhã radiante,
Quando a beleza da natureza lhe entrava pelos olhos, lhe enchia os ouvidos e lhe preenchia todo o seu ser embriagando-o de doçura e encantamento. Mas na verdade é que assim não foi. Foi num contexto de dor e de sofrimento que o bondoso S. Francisco compôs o seu maravilhoso Cântico e, por esta razão, o que nos deve espantar não é essa doçura e essa maravilha que brotam do Cântico mas, sobretudo, o facto de essa mesma doçura e essa maravilha terem surgido de um homem que sofria horrivelmente na carne dores incontiveis.
O Cântico do Irmão Sol nasce, portanto, num contexto de sofrimento, ao qual o santo consegue ser superior, aceitando-o. Há neste homem sofredor como que uma reconciliação universal. Há a aceitação da vida, aceitação dos outros e aceitação da própria morte.
Nessa situação real e palpável de dor e sofrimento, antevendo – se achegada da própria morte, S. Francisco é cópia viva do crucificado, com mãos e pés chagados, chegava ao final da sua vida. Já nem conseguia manter de pé aquele corpo chagado, dorido e atormentado de dor e sofrimento. Estava cego. O irmão sol já lhe não iluminava os olhos, a luz magoava-o e as criaturas atormentavam-no com o seu ruído, “parecia que toda a criação combinara faze-lo sofrer”. Assim foi a grandeza de alma deste homem de Deus. Ele quer cantar ao seu Criador o poema da vida, da paz e da tranquilidade, o Cântico do Irmão Sol, um cântico que respira louvor ao Senhor do Universo
A compreensão do Cântico requer da parte de todo aquele que o quiser compreender na sua verdadeira essência é aceitar a vida, aceitar o desafio da vida como dom de Deus e comprometer-se a pôr a render esse dom. Francisco aceitou tudo isto e aceitou o outro. São Francisco uma vida de Amor. “Louvado sejas, meu Senhor por nossa irmã, mãe Terra que nos sustenta e governa e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas”.
Fr. Jose de Jesus Cardoso, OFM.

sábado, 3 de maio de 2008

A NOSSA CRUZ DE CADA DIA



A NOSSA CRUZ DE CADA DIA

Todos levamos a nossa cruz ou nas costas ou no coração. Toda a cruz por mais pequena que possa ser é honrosa, ela pode ser vivida com mais ou menos custo. Até pode ser libertação. Jesus fez desta cruz que lhes foi imposta pelos Judeus, o instrumento da nossa salvação. Jesus assumiu a sua cruz como forma de solidariedade com os crucificados de toda a sua História. Este exemplo tem sido seguido por milhões de pessoas ao longo de dois mil anos. A Cruz do sofrimento tem vários caminhos: Maria Mãe de Jesus sofreu junto da cruz de Seu Filho, hoje muitas mães sofrem com os filhos que se drogam, outras por não terem de comer para os filhos, outras por verem os filhos a partir para a guerra. Há mães que ajudam a aliviar os sofrimentos de muitos doentes que estão crucificados à cruz do sofrimento e da dor, trabalhando em pequenos núcleos comunitários; creches, hospitais, cadeias, escolas e lares da terceira idade, onde lançam sementes de compaixão sofrendo com eles solidariamente a cruz da vida. Hoje há muitas famílias destruídas pelo divórcio flagelo da nossa sociedade. E isso è uma autentica cruz.
Toda a cruz é digna de quem a leva e muito meritória para quem consegue chegar ao calvário muitas vezes com rumo à morte.
Jesus de Nazaré morreu numa cruz por toda a humanidade, mas ressuscitou na plenitude libertadora da transfiguração para que a cruz da humanidade seja mais leve e libertadora.
Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

 
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