A todos os que visitais este espaço, votos sinceros de paz e bem!

domingo, 28 de novembro de 2010

PAI SÃO FRANCISCO !...


PAI SÃO FRANCISCO!...
Há dias um amigo, já de longa confiança, começou com seu sorriso a querer brincar comigo, por nós os franciscanos, chamarmos, ao “Poverello”, “ Pai a São Francisco”. O meu amigo João a quem eu lhe fui explicando nosso carisma franciscano e o nosso afectivo pelo nosso Fundador ficou admirado. Quando fui para o convento a imaginação começou a bulir comigo: Não havia dúvida alguma o Pobrezinho de Assis, o cantor do Irmão Sol ou Cântico das Criaturas, o Serafim do Alverne, o cantor das avezinhas, o Fundador de três Ordens, dos Frades Menores, das Damas Pobres, dos Penitentes de Assis, o legislador, o Renovador da Humanidade, como lhe chamou Guedes de Amorim, o Rei da Juventude, como lhe chamaram os rapazes do seu tempo, o “Servo de Cristo”, como lhe chamaram os seus biógrafos contemporâneos, a mais fiel cópia do Crucificado do Calvário, como lhe chamou Frei Bartolomeu de Pisa, na sua obra tão expressiva: “As conformidades de Francisco com a vida de Cristo”.
Santo António de Lisboa, nas suas pregações chama-lhe o” Pai São Francisco”. Tomás de Celano, o primeiro biografo do Pai, o autor provável do”Dies Ira”. Cesário de Spira, o poeta que compôs os ofícios litúrgicos do Pai, de Clara, “a Plantazinha do Senhor”, como ela mesma se chamava.
Que beleza e satisfação conservarmos tanta coisa do passado sem sermos antiquados! O pai S. Francisco soube ser homem do seu tempo e apesar de ter vivido já há oito séculos é ainda um santo dos nossos dias.
Ele soube, como poucos, chamar todas as atenções para Cristo do Calvário, o pregador da Boa Nova. Soube dinamizar vivendo o Evangelho e dizendo que o “Amor não era Amado”.
O Pai São Francisco tinha para com a Mãe de Jesus, uma admirável devoção. Maria é na verdade “a glória do nosso povo”, venerada na nossa Ordem e à qual os franciscanos dedicaram a basílica de Santa Maria dos Anjos.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Depois de ter sido visitada pelo anjo, Maria foi a correr ter com a sua prima Isabel, que estava grávida. E a criança que ia nascer, João Batista, saltou de alegria no seio de Isabel. Que maravilha! Deus todo-poderoso escolheu uma criança que ia nascer para anunciar a vinda do Seu Filho!Pelo mistério da Anunciação e da Visitação, Maria representa o próprio modelo da vida que devíamos levar. Primeiro, acolheu Jesus na sua existência; depois, partilhou o que recebeu. Cada vez que recebemos a Sagrada Comunhão, Jesus, o Verbo, torna-se carne na nossa vida - dom de Deus, ao mesmo tempo belo, gracioso, singular. Assim foi a primeira Eucaristia: o oferecimento por Maria do seu Filho, que estava nela, nela em quem Ele tinha estabelecido o primeiro altar. Maria, a única que podia afirmar com absoluta confiança: «Isto é o meu corpo», ofereceu, a partir deste primeiro momento, o seu próprio corpo, a sua força, todo o seu ser, para a formação do Corpo de Cristo.A nossa Mãe, a Igreja, elevou as mulheres a uma grande honra diante de Deus, ao proclamar Maria Mãe da Igreja.

domingo, 14 de março de 2010

COMO FRANCISCO REZAVA


COMO FRANCISCO REZAVA

São Francisco que vivera inserido no mundo da riqueza, tornou-se no homem radical, no sentido de, após o chamamento de Cristo, ir até ao encontro do que Ele lhe pedia, restaurar a Igreja segundo o modelo indiscutível, Cristo, no compromisso de seguir o Evangelho. Sem Igreja não teríamos S. Francisco, disso não há a menor dúvida, mas também, sem Francisco de Assis, a Igreja não seria o que é, nem o que deveria ser. Não teve uma vida fácil, como nunca foi a vida e a palavra incómoda dos fundadores das Ordens Religiosas. Deparei com o seu modo de rezar, que me comoveu e me disse bem da frescura e vigor do seu “radicalismo”, na resposta aos seus contemporâneos a quem Cristo o envia. Assim rezava: “eu pecador e humilde servo de todos os irmãos, me confesso de sonhar com uma Igreja pobre, vestida somente de Evangelho e sandálias.” Esta simbologia muito apaixonante para S.Francisco, é clara e alusiva à missão evangelizadora que via cada vez mais urgente na Igreja do seu tempo, peregrina da história de Cristo. Uma missão que todos os seus frades responsáveis deviam inconfundivelmente seguir, tal como ele o recordou sempre ao escrever aos Irmãos Ministros, porque servos de todos em Cristo na Menoridade.

A imagem de uma Igreja vestida de Evangelho e sandálias, denuncia o projecto da autenticidade a prosseguir em cada dia. Um autentico projecto de conversão, dado que a Igreja ainda com muitos atavios de nobreza humana, bem pouco a condizer com quem se proclama serva e pobre Mãe e Mestra como a nossa Ordem.

São Francisco de Assis esteve sempre ao serviço dos pobres, dos mais desprotegidos, homem que optou pela Igreja dos mais pobres, chegando ao ponto de se dizer desposado com a Senhora Dama Pobreza a quem chama também irmã da Santa Humildade. O seu desposamento era tal que para ele esta Dama Pobreza era o que ele sentia ser o apelo de Cristo para ser vivido por toda a Igreja.

Passados muitos anos, o Concílio Vaticano II, trouxe gestos bem marcantes de renovação de uma Igreja mais revestida de Evangelho. Assim também a nossa Ordem abanada por este projecto de conversão se tem renovado e calçado as sandálias de Francisco de Assis. A vida do Evangelho opera-se antes de mais, no coração de cada um e pela fé livre e esclarecida que extravase do coração humano para o coração da sociedade. O que Falta nos nossos dias, são atitudes de humildade e verdade naqueles que são chamados à vocação, nesta sociedade cada vez mais globalizada, que nos torna vizinhos, mas não nos faz irmãos. As nossas comunidades precisam de vocação, ideal, ciência e fé, para que haja fraternidade na igualdade que S. Francisco queria para todos. A nossa relação fraterna deve destacar-se também, e de maneira muito relevante, pela fidelidade ao Evangelho e entre os irmãos da fraternidade.

Por isso mesmo Francisco inicia a sua Regra, escrita para ser vivida por todos os irmãos de todos os tempos por lhes dizer que “a vida e regra dos Irmãos Menores é viver o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem nada de próprio, obediência e castidade”.

Percorrendo os escritos de S. Francisco esta tónica da vivência do Evangelho é uma constante.

Fr. José de Jesus Cardoso, OFM.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MORTIFICAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Flagelou-se com castigos tão severos no corpo, foi demasiado rígido para consigo tanto quando tinha saúde, como quando estava doente. Nunca poupou o seu corpo. Por isso confessou, na proximidade do dia da sua morte, que pecou muito contra o irmão asno, quer dizer contra o seu corpo. (Leg 3C 14)

Francisco de Assis é simpático em muitos aspectos mas ao mesmo tempo apresenta-se-nos como uma criatura estranha e severa contra a sua própria pessoa: flagelação do corpo, o zelo excessivo que corresponde a uma visão do mundo dos nossos dias completamente diferente, centrada na cruz de Jesus Cristo.

Um excessivo dualismo: vive do conceito de que o corpo, é a parte inferior do homem onde reside o negativo e o mau. O espírito, é a parte superior do homem, que tem, portanto, que promover um movimento contrário. Tem de destruir, a assim chamada parte interior.

Hoje, quase se não pode falar à nossa juventude em mortificação. O Calvário e a Cruz, tinham para Francisco de Assis a beleza, a ternura e mortificação do sofrimento de Cristo. Francisco foi até à exaustão para o imitar.
No fim da sua vida, Francisco reconheceu que algo não estava certo. Até diz que pecou contra o corpo. Interpretando bem, vemos que continua ligado à visão do mundo dualista. Embora a imagem do burro seja bastante querida, um burro teimoso tem de ser castigado, mas não em demasia.

Francisco tinha de dar mais um passo, tinha de considerar o seu corpo como pertença da Criação de Deus, uma coisa mesmo criada por Deus, que se reflectiu, de forma especial em Jesus Cristo, “a Palavra feita Homem”, como nos recorda S. João no prólogo do seu Evangelho.
O zelo excessivo de Francisco, atraiu até aos nossos dias algo de válido para muitos jovens. Só a idade traz a sabedoria e a moderação. O válido é a decisão alegre com a qual alguém segue um objectivo. Um franciscano que não viva Francisco e o Evangelho será um triste frade que nunca se tornará santo.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM·

CONVERSÃO DE FRANCISCO DE ASSIS

Um dos momentos mais profundos, no processo de conversão de Francisco foi, sem dúvida, o encontro com o leproso. O seu primeiro impacto, com uma pessoa totalmente desprezada na sociedade do seu tempo, por ser leproso, foi de imediata repulsa, impacto este que, depressa mudou como uma realidade vivida com dureza e amor ao próximo. Um encontro que mudou para sempre a sua maneira de ver o outro. Quem foi este leproso? Nós não sabemos e nunca vamos saber. O que sabemos é que antes Francisco sentia uma repugnância profunda pelos leprosos, depois, a repulsa tornou-se em doçura de alma e de corpo, como ele mesmo nos diz no seu Testamento. Totalmente envolvido com a mudança interior, veio o Mistério Redentor que o fere com o seu Amor Eterno, submetendo-o a uma prova maior, antes vivida de maneira natural, agora no rosto desfigurado de um leproso a prova da sua mudança; antes vivida no pecado, agora no amor divino, encontra a imagem do Cristo pregado na cruz que o deteve e o impeliu na direcção do leproso, e este o conduz novamente à essência de sua vida.

O amor é a única força, a única realidade que une aquilo que está separado, no seu caso, o Verdadeiro Amor que dá coragem de dar sentido novo às leis e as normas humanas. O Amor que dá a coragem de morrer para o outro viver. A partir daí, Francisco, torna agradáveis todas as coisas que antes lhe pareciam amargas e amargas aquelas que lhe pareciam doces.
Para Francisco este encontro selava a sua última fronteira. Não tinha mais dúvida de que Deus o tinha colocado no caminho certo. O irmão leproso não lhe era mais obstáculo para viver a sua felicidade. Estava completamente livre para amor Deus e seus irmãos, sem medos, nem preconceitos, sem se preocupar no que os outros iriam pensar ou falar, isso não importava. O mais importante era estar com o irmão desprezado, o problemático, aquele com quem ninguém quer falar ou conviver. Agora a sua companhia tornava-se-lhe agradável e completava a sua alegria interior.
É certo que o desejo mais profundo do ser humano é amar e ser amado. A busca deste desejo está na sede de amar sempre, mas só o amor verdadeiro torna a pessoa feliz. Por outras palavras, quando estamos verdadeiramente amadurecidos interiormente, deixamo-nos abrir à Vontade de Deus. Vale a pena lembrar que, “amar nos torna livres” e livres podemos amar sempre. Na verdade foi isso o que aconteceu com Francisco. Antes de se encontrar com o leproso percorreu este caminho, superando-se a si mesmo, aproximou-se e beijou-o. A partir de então com a força de Deus ficou cada vez mais humilde e venceu todos os obstáculos.
Como referi acima, nós nunca saberemos quem foi o leproso que se encontrou com Francisco. O beijo do leproso é o beijo da paz, da união, da caridade e da esperança.

Fr.José Jesus Cardoso, OFM.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

REZAR É UM DEVER DO CRISTÃO... DEUS ESCUTA?

Rezar é bonito, quando tudo corre bem! Mas quando as coisas correm mal? Quando por exemplo morre uma pessoa querida torna-se difícil rezar e se não formos logo atendidos, desanimamos. Lembro-me de quando era jovem sem ter feito nada de mal, passei por várias provações sem ter contribuído nada para elas, mesmo quando andava na escola. Mesmo assim rezava. Deus escutava? Defacto é bonito rezar quando tudo corre mal.
O que é a oração? Mais do que expôr a Deus as nossas aflições, para que Ele nos oiça (Ele bem sabe do que precisamos), a oração consiste em ouvir de Deus o que deveríamos fazer.
A oração não deve ser motivo de colocar Deus ao meu serviço, mas pôr em prática o que Ele nos faz compreender. Por isso, a verdadeira oração transforma a nossa vida. São muitos os modos de rezar, mas no fundo a oração é sempre a mesma. Confiar em Deus é deixar-se guiar por Ele. As dificuldades e os sofrimentos existem, sem dúvida contudo, quando as dificuldades pesam, falamos como as crianças que, cansadas, adormecem no colo da mãe.
O Senhor sabe que muitas vezes sofremos injustamente! Assim, quando a dor nos bater à porta, rezar significará esperar, em silêncio a hora da paz, com paciência e serenidade.
E se não formos atendidos logo desanimamos? Quem pode dizer que o Senhor nos escuta? Tudo é um mistério que nunca iremos perceber. Jesus, o mais inocente de todos, teve de morrer para dar um sentido à nossa dor. Porquê? O sofrimento é um mistério e uma graça. Só no Verbo de Deus feito Homem, encontramos a explicação para a nossa alegria e o nosso sofrimento. Jesus sofreu e morreu por nós. Só o Pai sabe porque isso aconteceu.
Rezar é, portanto, confiar em Deus, Santa Teresa do Menino Jesus dizia: “ a santidade não consiste nesta ou naquela prática, mas numa disposição do coração que nos torna conscientes da nossa fraqueza e confiantes na bondade de Deus.
Foi esta fé que sustentou os nossos santos: S. Francisco de Assis, Santa Clara de Assis, Santa Teresa, Santo António e muitos outros.



Fr. José de Jesus Cardoso, ofm.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

NATAL FESTA DA VIDA

O NATAL É FESTA DA VIDA “um menino nos foi dado, um santo nos nasceu, é príncipe admirável, príncipe da paz”.
Tal como há oito séculos, em Greccio, povoação que acolheu o Pavorello de Assis para representar ao vivo o primeiro presépio, façamos do nosso coração o presépio acolhedor do Menino Deus.
Aproximamo-nos do final do ano de 2009 e muita coisa se fez e muitas outras ficaram por concretizar. Ao começar o novo ano, fazemos novos planos, agendamos novos compromissos baseados no que foi vivido no ano que agora finda. Tudo isso nos leva a reflectir o motivo de tanta correria, stress, contrariedades e alegrias. Será que estamos a encontrar sentido em tudo isto ou fazemo-lo pelo simples facto de termos que o fazer?
Colocar Jesus Cristo como centro da nossa vida é a nossa maior motivação e sabemos que é por Ele que fazemos tudo. Será que Ele está todos os dias nos nossos corações? Sim! Ele já veio, mas precisamos sempre de relembrar toda a trajectória desde o Sim de Maria, de quem nasceu por obra do Espírito Santo. Maria é o centro da nossa fé, a fé no Menino que por Ela nos foi dado. Natal celebra essa presença renovadora de Cristo que vem salvar o mundo na humildade e doçura de uma criança que no meio de nós quis viver.
Natal, trata-se de uma festa simples, mas diferente e de grande significado, de tal forma que o próprio São Francisco de Assis assim o viveu e transmitiu aos seus irmãos. O natal faz-nos “romper o silêncio sobre Deus que é amor”, que tanto nos amou e que a Igreja não se cansa de cantar a glória desta noite tão venturosa.
“Glória in excelsis Deo”
Fr. José Jesus Cardoso,OFM.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

S. Francisco e o Natal

Em Dezembro do ano de 1223, S. Francisco dramatizou o primeiro presépio do nascimento de Jesus Cristo, quando se encontrava no monte Greccio perto de Rieti, para dar alegria desta festividade às gentes de Greccio e arredores para estes poderem viver as mesmas alegrias de uma noite tão santa. A Frei João, que o acompanhava neste intuito, Francisco pediu que convidasse todos os habitantes das povoações vizinhas para virem a Greccio e trazendo uma tocha ou candeia acesa. Ficaram muito surpresos e subiram lentamente pelo vale para verem a linda surpresa que Francisco lhes guardava à entrada de uma gruta cavada na rocha. Aqui, Frei João, colocou uma manjedoura e, ao seu lado, um homem e uma mulher contemplavam um berço onde se encontrava um rolo de panos, simbolizando o Menino Jesus.
Alguns homens vestidos de pastores ao lado de um boi e uma burra eram também presença simbolizando a noite de Belém onde nasceu Jesus. Comentava aquela gente, maravilhada com tal alegria, que nunca havia visto coisa tão deslumbrante para celebrar a noite santa.
Francisco tinha conseguido o seu propósito de representar o nascimento de Jesus ao vivo, como aconteceu em Belém onde Jesus nasceu num estábulo ao calor do irmão burro e do boi.
Agora cantemos e louvemos o Senhor, por nos ter dado o seu Filho naquele primeiro natal, porque só depois do Senhor ter nascido, nós podemos ter acesso à salvação prometida desde sempre.
Foi com a devida licença do Papa que Francisco celebrou esta festa de Natal, numa gruta, mandando celebrar Missa com grande solenidade, luz e música.
Esta piedosa prática divulgou-se rápidamente pelo mundo cristão.Neste Natal aproveito para pedir ao Deus Menino, a bênção e a paz para todos vós

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ENSINA-ME A ENVELHECER


SENHOR,
ENSINA-ME A ENVELHECER


Ajuda-me a reconhecer
as coisas boas da minha vida,
dá-me força para aceitar
as minhas limitações
cedendo aos outros o meu lugar,
sem ressentimentos nem recriminações.
Que eu aceite ir-me desapegando das coisas,
e veja nisso uma sábia lei da tua Providência
que regula o tempo e preside à vida das gerações.

Faz, Senhor,
que eu seja ainda útil para o mundo,
com as minhas pequenas tarefas,
mas sobretudo com o meu testemunho
de paciência e bondade
de serenidade, alegria e paz.

Dá-me, Senhor, a tua força
para enfrentar as contrariedades de cada dia,
particularmente a doença e a solidão.

Que os últimos anos da minha vida mortal
sejam como um por do sol feliz:
na oração e na caridade,
na compreensão e na esperança,
que eu saiba envelhecer e morrer
com a serenidade e a coragem
com que Tu, Senhor, morreste na cruz!

Para que um dia possa também ressuscitar
para a glória do teu e nosso Pai
e ir ao encontro daqueles
que partiram antes de mim!
Ámen.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Saramago e a Bíblia

O QUE SARAMAGO PENSA DA BÍBLIA

Muita coisa se tem dito e escrito acerca das polémicas afirmações de José Saramago, sobretudo nesta sua última publicação a que dá o nome de “Cain”, e que deve estar a ser muito rentável para o seu bolso, à custa da falta de dignidade e do bom senso para com a literatura universal e para com os crentes na Sagrada Escritura.
Pelo facto de não ser crente não tem o direito de ofender os Judeus, Cristãos e Muçulmanos.
Não sou apreciador da literatura de José Saramago mas não desconsidero a sua obra. Como cidadão, Saramago tem o direito de ter os seus ideais e de expressar com clareza, e frontalidade o seu ateísmo, seja nas suas obras ou naquilo que diz.
Para se ser respeitado, e ver respeitadas as suas convicções, é preciso a prudência de se dar ao respeito. Defender o seu livre pensamento é uma coisa; outra é a forma como o faz arrogantemente e que parece denotar a sua personalidade.
O Nobel da literatura parece ter-lhe subido à cabeça, por isso mesmo anda por aí a agredir e ofender as três grandes Religiões monoteístas provocando-as e dizendo da Bíblia e de Deus o que nem ele mesmo sabe ou crê.
Nada pode espantar, a este nível, o que este senhor escreva ou diga na medida em que é conhecida a sua clara convicção de anti-religioso, na verdade um incompreendido que nega Deus.
Para ele Deus não existe mas não lhe sai do pensamento. Dentro dele há uma nova forma de rancor e ateísmo. A Bíblia para ele “é um manual de maus costumes”, Bento XVI “é um hipócrita”. Afirmações como estas só denotam que o prémio Nobel da literatura é um homem cruel e sem escrúpulos alguns que lhe permitissem respeitar os outros naquilo que são ou crêem.
Saramago caminha por sendas estranhas, ao olhar a Bíblia de forma rude, e não reconhece tal facto nem procura sequer uma abertura de diálogo construtivo onde possa aprender algo mais do que o pouco/nada que conhece da Sagrada Escritura. Na verdade, passa a ele mesmo um atestado de não conhecimento da maior obra literária de todos os tempos: a Bíblia.
Os Crentes na Bíblia têm o direito à defesa dos seus princípios, valores e credos já que a fé é um acto de liberdade. A ele... que Deus lhe perdoe. Saramago mais não é que um cego viandante por este mundo a guiar o cego interior que tem dentro de si.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

VIVER EM FRATERNIDADE



VIVER COMO FRANSCISCO VIVEU

A Fraternidade é dom de Deus. Para S. Francisco de Assis um irmão é um bem imenso. A vida quotidiana coloca-nos diante de situações delicadas. Muitos de nós vivemos em fraternidades mais ou menos funcionais, onde por vezes, o entendimento entre irmãos é inexistente. São Francisco exorta-nos a que tenhamos coragem de dar a vida pelos irmãos. Apesar de algumas dificuldades temos plena consciência de que somos franciscanos. A vida em comunhão fraterna exige do outro irmão a participação em todos os actos da vida da fraternidade, sobretudo na oração comum na evangelização e nos trabalhos tanto domésticos como noutros sectores da vida profissional.
Os frades devem ser criaturas disponíveis para tudo o que for serviços Fraternos. Na vivência fraterna, os irmãos não devem escolher o seu grupinho, mas nem sempre isso a acontece. Há uma delicadeza a respeitar de uns para com os outros e para com todos. Para nós franciscanos, a fraternidade evangélica será sempre muito mais do que um fenómeno psicológico. Todos somos irmãos, e por isso nunca é demais insistir nos direitos de todos. Todos são Menores de nome e defacto, mesmo os que exercem cargos, funções e ministérios diferentes. São Francisco de Assis, não queria altaneirismo, dos que assumem posturas e esquecem os outros e se colocam numa posição subalterna. S. Francisco de Assis quer irmãos cheios de mútua caridade e que de boa vontade prestem serviços uns aos outros e que cada um se rejubile com o sucesso do outro. Todos devemos mostrar as nossas opiniões e fazê-lo com espírito de fé. Todos têm o dever de proteger a vida familiar da Fraternidade e dentro da Comunidade, os irmãos possam ter espaços reservados para aí viverem e fazerem o seu silêncio e vida fraterna e se apresentem a Deus com tudo o que convém a filhos de S. Francisco, para que a vida se torne fermento e comunhão com Jesus Cristo.
A vida religiosa o é verdadeiramente se for caminho para Aquele que no-la deu. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo e o meu próximo é o irmão da fraternidade que vive a meu lado. Tudo o que se faz contra o próximo é a Deus que se faz. Para amar a Deus é preciso praticar a caridade e fora desta não há verdadeira fraternidade.
Os biógrafos de S. Francisco de Assis, são unânimes em ressaltar a relação fraterna de S. Francisco com todos os seres da criação e o respeito para com todas as criaturas. S. Francisco de Assis foi modelo de humildade entre os seus irmãos e um conciliador de unidade fraterna. Se reflectirmos fraternidade e menoridade nas nossas vidas leva-nos a viver a nossa verdadeira vocação, porque esta deve estar radicada no seguimento de Cristo e dos seus apóstolos que renunciaram ao direito sobre qualquer lugar para proclamar e livremente o que renunciaram a qualquer direito sobre qualquer lugar para proclamar e livremente o Reino de Deus em toda a parte. Aqui está a nossa itinerância, a pobreza e Menoridade.
Fr. José Jesus Cardoso, ofm.
14/06/2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

SANTO ANTÓNIO



O PÃO DE SANTO ANTONIO

Santo António um franciscano apaixonado por Cristo e pelo seu Evangelho. Apresenta uma mensagem muito rica de símbolos, com os quais ele é representado: O Menino Jesus sobre o livro, a Cruz, o Lírio e, por vezes um saco ou um pão, muito conhecido pelo pão dos pobres “Pão de Santo António”.
A história do pão de santo António, é a narração de um facto, feito pelo irmão padeiro do convento em que este vivia com o Santo. Santo António era muito amigo dos pobres e durante o tempo que esteve como porteiro do convento, distribuiu aos pobres todo o pão que estava nos cestos, mesmo aquele que estava destinado para a refeição dos frades. Perto da hora da refeição da comunidade, o irmão refeitoreiro, ficou em apuros, os pães tinham sido todos distribuídos aos pobres. Foi a correr ter com o santo muito aborrecido tendo-lhe este dito que verifica-se melhor o lugar em que deixou o pão. Assim fez e ficou admirado e muito feliz, porque os cestos estavam cheios de pães, muito mais do que estava anteriormente. Pão que chegou para os frades e para continuar a dar aos pobres.
Mais do que a lenda da orígem do “Pão de Santo António”é a riqueza do seu simbolismo. Foi mais um dos milagres do Santo. Em algumas Igrejas vê-se a Imagem de Santo António com o Menino Jesus e com um pão nas mãos a distribuir aos pobres. O facto é que através de Santo António, Jesus continua a realizar estes e muitos outros milagres. Se olharmos para a narração da multiplicação dos pães, vemos que Jesus pede a colaboração dos Apóstolos. “Dai-lhes vós mesmo de comer; quantos pães tendes? Ide ver”. Trouxeram-lhe cinco pães e dois peixes. No fim ainda sobraram doze cestos cheios e pão e peixe.
O pão simboliza tudo, a vida, a fraternidade e o alimento para a vida. Santo António foi sem dúvida o grande pregador do Evangelho. Encontrou Jesus Cristo e o seu mistério no estudo e na meditação. Ele continua a revelar-nos esta faceta da vida evangélica e apostólica, a todos nós e ao mundo inteiro.
Santo António foi um grande pregador e Missionário incansável. A menoridade é um tesouro da sua espiritualidade. Ele soube, em plena Idade Média, olhar o exemplo de S. Francisco de Assis.

Fr. José de Jesus Cardoso
Lisboa, 12 de Junho de 2009.

domingo, 7 de junho de 2009

UM VULCÃO CHAMADO FRANCISCO DE ASSIS


Falar de S. Francisco de Assis, é como lançar lenha numa fogueira. As suas palavras transformam-se num fogo abrasador que envolve tudo: Homens, Mulheres e Natureza. A sua mensagem seduz, cativam e arrastam a lava da alegria e da fraternidade para uma vida diferente: vida do evangelho.
Foi em 1209, já se passaram 800 anos. A Família de Francisco de Assis continua a surpreender pela sua actividade e pela sua vitalidade e capacidade de se renovar e de responder aos apelos da Igreja e do mundo.
S. Francisco de Assis, homem simples, sabia de Deus mais do que todos os letrados do seu tempo. Assim se tornou modelo para uma multidão de homens e mulheres. Morreu para ele próprio, tornou-se “ um outro Cristo”. Homem de profunda humildade e de amor total aos pobres e doentes sobretudo aos mais abandonados. Só um coração como o de S. Francisco pode aguentar tanta alegria. O seu olhar é o olhar de Deus, que ajuda e quer salvar a todos. Ele derruba todas as divisões e discórdias para estabelecer a justiça e a paz para sempre.
Só um coração cheio de Deus como o seu é capaz de levar por diante um vulcão cheio de simpatia, simplicidade, fraternidade, alegria Paz e bem a todas as criaturas. S. Francisco de Assis é a grande labareda das maravilhas de Deus. “Louvado sejas, ó meu Senhor!” foi esta a graça das origens franciscanas, que S. Francisco colheu do evangelho, tornando-se arauto do Pai do Céu.
Ao “Poverello” aplicam-se as palavras do apóstolo Paulo “Estou crucificado com Cristo, já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. S. Francisco arrancado do barro amassado, para aceitar o projecto criador de Deus, para que em comunhão com Ele e com os seus irmãos fazer uma comunidade Universal de amor.
Foi assim que um pequeno grupo de homens pobres e alegres de Assis, se apresentou em Roma ao papa Inocêncio III, para a aprovação da Regra, e este, nesse mesmo instante, depois de ouvir o pobre de Assis, no seu propósito de seguir a Cristo à luz do Evangelho, lhe aprovou a Regra e Vida dos Frades Menores que hoje se pode visitar no Sacro Convento em Assis. Regra que é professada pelos franciscanos ao longo destes oito séculos de vida.


Fr. José Jesus Cardoso, O.F.M.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

GERAL REELEITO


Fr. JOSE RODRIGUEZ CARBALLO – foi reeleito hoje como sucessor de São Francisco de Assis.
Quinta-feira dia 04 de Junho de 2009, foi reeleito como o 119º sucessor de S. Francisco de Assis na Ordem dos frades Menores. A eleição foi realizada durante a assembleia dos 152 delegados da Ordem que se encontram em Capítulo Geral em Santa Maria dos Anjos, Assis.
Fr. José Rodriguez Carballo, reeleito para presidir aos Irmãos que estão espalhados por 113 países do mundo nos próximos seis anos.
Um homem tocado pelo espírito de Francisco de Assis, para guiar no mesmo espírito os irmãos da Primeira Ordem - juntamente com os Conventuais e Capuchinhos, a ordem que foi Fundada por S. Francisco de Assis no ano de 1209.
A sua reeleição é para nós um estímulo pelo enraizamento do ideal franciscano para com os seus irmãos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

TESTEMUNHOS DE VIDA


PRÉMIO NUNES CORREA VERDADES DE FARIA. Nunes Correia Verdades de Faria foi um benemérito da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e outras instituições que deixou um grande legado para criar um prémio que concedesse às três individualidades que mais se destacassem em Portugal, no “ Cuidado e carinho dispensados aos Idosos desprotegidos”, bem como no “Progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas”, e ainda no “Progresso no tratamento das doenças do coração”.Sendo assim, na sequência do concurso realizado para o efeito, dos candidatos do Ano 2008, o Júri dos Prémios, decidiu, por unanimidade: Atribuir o prémio na área do Cuidado e Carinho Dispensado aos Idosos a Frei José de Jesus Cardoso, da Ordem dos Frades Menores da Província Portuguesa da Ordem Franciscana, que cedo iniciou uma grande obra de solidariedade desenvolvida na Enfermaria Provincial da Luz em Lisboa, cuidando de irmãos idosos e doentes, demostrando grande generosidade e dedicação nos momentos mais difíceis , junto dos que mais sofrem.É um exemplo de uma vida que sempre num espírito de grande simplicidade e muita alegria, realiza o ideal e mandato de São Francisco de Assis de que “ os irmãos enfermos devem ser os primeiros de todos os Irmãos”.A atribuição deste Prémio é a homenagem prestada ao mérito do trabalho, estilo e empenhamento, que Frei José de Jesus Cardoso tem dedicado toda a sua vida ao serviço dos irmãos na Enfermaria da Luz, dando uma atenção especial aos mais sós .O prémio foi-lhe entregue em cerimónia na Residência do Fundador de Nunes Correa Verdades de Faria em Sessão Solene, perante o Júri presidido pelo Senhor Presidente da Santa Casa de Mesiricórdia de Lisboa no passado dia 14 de Maio de 2009.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Dia da Mãe: Fátima on-line

Um dia de preito e homenagem à mulher que nos gerou. É uma data afectiva na qual saúdo, de um modo especial, todos aqueles que ainda t~em na terra a sua mãe, lançando este preito a todas as mães do mundo inteiro.
A elas, a todas elas, aquelas cuja memória são uma saudosa lembrança e gratidão ao seu testemunho, dedicação e sacrifício, bem como àquelas que felizmente ainda se encontram entre nós e para as quais desejo as maiores felicidades.
A responsabilidade do dia da mãe, tal como é conhecido, é atribuido a Anna Jarvis e sua irmã, no vazio deixado pela morte da sua progenitora, no ano de 1904.
Com este dia pretendia Anna promover um melhor ambiente familiar lutando para que os filhos tivessem maior consideração pelos pais.
Neste encadear contínuo da vida, ao longo dos anos em que a mãe é o grande elo da mesma.
Aqui deixo a minha gratidão muito sentida à minha mãe que me deu à luz e a todas as mãe.
Neste dia que é também o dia da Mãe do Céu, Maria, quero deixar uma novidade no Pensamentos.
Ao longo deste mês de Maria, podeis assistir a todos os acontecimentos da Capelinha das Aparições, em Fátima, em directo 24 horas permanentemente.
Para tal, caso não se active a janela automaticamente, basta clicar sob a seta que está ao centro da imagem acima.
Que a todos, Maria nossa Mãe, abençoe.

sábado, 11 de abril de 2009

ALELUIA - CRISTO RESSUSCITOU !



VISITA PASCAL

Tradição que está muito enraizada no norte de Portugal embora se vá notando já uma pequena quebra em algumas cidades por falta de incentivo do clero.
Na minha freguesia há Visita Pascal chamam-lhe “compasso”. De casa em casa vai passando um grupo de pessoas acompanhando, se possível, o pároco da terra e na falta deste por um jovem seminarista vestido com trajes litúrgicos e festivos partindo da respectiva Igreja Paroquial, dirigindo-se com a cruz aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Jesus Cristo, abençoando as pessoas e as casas. Pelo caminho anunciam a chegada ao toque de uma sineta que como que canta “Aleluia” em sinal de júbilo. Nos caminhos e ruas e nas portas de casa há flores e alecrim. Estralejam foguetes no ar. Entram em cada casa, onde se estabelece um pequeno diálogo celebrativo do momento que se vive e depois dá-se a cruz a beijar aos presentes, começando pelos mais velhos.
Nas aldeias a Páscoa é vivida com alegria, onde não falta as doçarias próprias da época, que variam de lugar para lugar.
A vista pascal faz-se sempre ao domingo e segunda-feira de Páscoa. Também é hábito por estas paragens dar o “folar” ao Pároco que visita as casas. As ofertas são variadas... Mas quase sempre dão dinheiro.
A Páscoa é dia de festa na aldeia e um recuperar de energias para mais um ano cristão.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O P.GERAL VISITA A ENFERMARIA PROVINCIAL DA LUZ



VISITA À ENFERMARIA PROVINCIAL DA LUZ
Esta memorável visita iniciou-se com o encontro do Ministro Geral com os Irmãos enfermos, na Enfermaria Provincial da Luz, em Lisboa.
O Ministro Geral, acompanhado nesta visita pelo Ministro Provincial, Frei Vítor Melícias, pelo Guardião da Luz, Frei Domingos do Casal Martins, pelos Definidores Gerais Frei Miguel Vallecillo e Frei Amaral Bernardo Amaral, e pelo Responsável da Enfermaria Provincial, Frei José de Jesus Cardoso, manifestou a sua alegria em poder iniciar esta sua visita fraterna à Província Portuguesa da Ordem Franciscana com visita aos anciãos e enfermos que eram para São Francisco de Assis «os primeiros de todos os irmãos».
Em gesto fraterno e amigo deixou mensagem no «Livro de Visitas da Enfermaria Provincial da Luz» que reproduzimos: «Hoje, dia 30 de Março de 2009, tive a dita de iniciar a minha terceira visita fraterna à Provincial de Portugal encontrando-me com os Irmãos enfermos. Agradeço ao Senhor o dom destes Irmãos, na sua maioria antigos missionários. Agradeço aos Irmãos desta Enfermaria o que fizeram e continuam a fazer pela Ordem e pela Província. Agradeço à Província que tenha renovado totalmente a enfermaria e ao Frei Cardoso, que durante tantos anos atende com amor de mãe os enfermos. Do coração, abençoo a todos os enfermos e os abraço carinhosamente.»
Fr. José Rodriguez Carballo,OFM
Ministro Geral

PÁSCOA DA ESPERANÇA



PÁSCOA DA ESPERANÇA
A Páscoa Cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. que, segundo a Bíblia, teria ocorrido três dias depois da sua crucifixão. Para entender o significado da Páscoa cristã é necessário recordar que muitas celebrações antigas foram integradas nos acontecimentos relacionados com Cristo. Para os Cristãos, a Páscoa é a Festa das Festas. Não se fica pelas flores e amêndoas. Com a Páscoa vêm energias novas e renovadoras que vão dar sentido à vida, daqueles que a celebram com fé e permanecem unidos a todos os crentes que a celebram com esperança.
Jesus Cristo o vencedor da morte é a figura central na história da humanidade. A Páscoa é “passagem da morte à vida”. Só o amor é capaz de a realizar em todas as circunstâncias. O amor de Deus grande em misericórdia dá-nos o Seu Filho. Jesus Cristo vem carregado de esperança para ajudar a humanidade. Nesta certeza podem os cristãos saborear a alegria e a paz que no Aleluia pascal se manifesta, Cristo Ressuscitado é a luz da Igreja. Sem esta luz a vida cristã não tem vida. Acontecimento único com sentido que a todos permite gozar e cantar, porque Jesus morreu numa cruz e que ressuscitou por causa de nós. Por isso, Ele é para nós a razão da nossa existência, o centro da nossa vida.

Fr. José de Jesus Cardoso, ofm.

sábado, 4 de abril de 2009

FESTA PASCAL

PÁSCOA, DOM DE DEUS
Somos um Povo salvo pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Só Jesus Cristo ressuscitou e apareceu no esplendor da Sua glória. Nós os cristãos, não voltaremos a ver na terra os que já morreram.
Uma coisa é saber que existe a vida eterna e outra coisa é sentir na própria carne a separação definitiva daqueles que nos são queridos. A Fé diz-nos que a morte é apenas uma aparência e que aqueles que nos deixaram continuam a viver... Como nos sentimos perturbados, órfãos, com a morte de um ente querido!
Queremos com isto dizer que nos sentimos solidários com todos os homens, na celebração deste acontecimento histórico que atinge todo o homem., crente ou não crente.
A fé tem uma dimensão comunitária. Por isso faço um apelo forte a que vivamos com optimismo esta Páscoa da Ressurreição.
Vamos celebrar a Páscoa de Jesus Cristo, libertando-nos todos s dia de tudo aquilo que nos impede de sentirmos que somo filhos de Deus e que fomos redimidos por um alto preço: o Sangue de Jesus Cristo!
Jesus Ressuscitou. Vivamos, no dia-a-dia, em Páscoa permanente!
Aleluia!
Votos de Santa Páscoa de 2009.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

 
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