A todos os que visitais este espaço, votos sinceros de paz e bem!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
A Igreja celebra no dia 15 de Agosto a solenidade de Maria e a sua elevação de Corpo e Alma à eternidade, para junto de Deus para todo o sempre. Embora não haja registos históricos sobre o desfecho da vida terrena da Mãe de Deus, desde muito cedo se usou o termo dormição em vez da morte. Maria deitou-se para a passagem à eternidade fora do tempo e do espaço, em corpo e alma. A partir do século VIII, o termo de “dormição”, foi substituído por “ Assunção”, que define melhor a elevação de Maria. Hoje a Assunção da Virgem Maria em Corpo e Alma é hoje um Dogma da Fé Cristã.
A dormição da Virgem Maria, não foi triste nem dolorosa, antes pelo contrário, foi o Cumprimento dum grande desejo e de um imenso ideal.
A tradição antiga localiza a sua morte no Monte Sião, na casa em que o Filho celebrara os mistérios da Eucaristia, onde o Espírito Santo, após a Ascensão de Jesus, desceu sobre os Apóstolos.
A Basílica da Dormição de Constantinopla em Jerusalém no seu estilo gótico é um lugar preferido pelos fiéis de todas as Confissões Cristãs, como o último lugar na terra da Mãe de Jesus. Está rodeada dos Cemitérios Católico, Grego, Arménio e Protestante Anglicano.
O Papa Pio XII, definiu a Assunção da Virgem Maria como Dogma de Fé, decorria o ano Jubileu de 1950 no dia da Festa de Todos os Santos.
Em Portugal, no século XIV, um grande acontecimento veio aumentar a devoção popular, a Nossa Senhora da Assunção. Dom João I, num gesto de gratidão, ordenou que todas as catedrais do reino fossem consagradas à Senhora da Assunção e a testemunha-lo, temos o grandioso Mosteiro da Batalha.

Fr. Jose Jesus Cardoso,ofm.

FRANCISCO SIMPLES E MODESTO



FRANCISCO SIMPLES E MODESTO
Francisco de Assis o santo dos passarinhos. O amigo dos homens e dos animais. O amigo da natureza. Padroeiro da ecologia. O santo da Paz. O santo da fraternidade Universal. O santo que soube reconciliar o homem com a natureza e com todas as criaturas, até mesmo com a morte, à qual ele chama de Irmã. “Francisco vai ao seu encontro (da morte) como quem vai abraçar e saudar uma irmã muito querida”. Assim foi na tardinha do dia 3 de Outubro de 1226. Mesmo na celebração da Irmã Morte, Francisco não queria ver os seus frades tristes. A alegria franciscana é uma marca do seu carisma.
Pelo Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, Francisco experimentou-o na sua genuína e profunda realidade.
Servia-lhe de leito o chão, tendo como travesseiro uma pedra ou tronco de árvore. O seu hábito era de lã grosseira. Todos os dias sujeitavam o corpo a dura flagelação. A intenção de todas as mortificações era fazer penitência pelos seus pecados e evitaras faltas futuras. A humildade de Francisco não era menor do que o seu espírito de penitência. Francisco não quer palavras em seu louvor. “Julgo não haver no mundo pecador mais indigno do que eu”e continuou: “Se Deus, em sua misericórdia tivesse dado ao homem mais perverso as graças que se dignou dar a mim, não duvideis que este homem seria muito mais grato e piedoso do que eu”.
Do seu amor a Deus e ao próximo e à sua devoção à Santíssima Virgem e a outros santos, cujos exemplos são tão numerosos.
Depois da conversão, Francisco renunciou a tudo o que era riqueza e vaidade. Sentia alegria em não ter nada de seu. “ A pobreza - dizia é o caminho da salvação, o principio da humildade e a raiz da perfeição”. A pobreza era a sua senhora, a sua rainha, a sua mãe e sua esposa.
O maior cuidado de S. Francisco, era dar aos companheiros e discípulos uma sólida educação religiosa, como era necessário ao homem que se destinava a ser instrumento na mão de Deus, para salvação das almas.
S. Francisco fazia muitos jejuns. O de S. Miguel era para ele muito especial e para este fim, retirava para o Monte Alverne, conforme a sua grande devoção à Paixão e Morte de Jesus Cristo. No dia da exaltação da Santa Cruz, arrebatado em êxtase, viu que do céu descia um luminoso Serafim, Anjo libertador dos estigmas.
Francisco de Assis, homem de ternura e de encanto.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

sábado, 2 de agosto de 2008

POR QUE A TI...SÓ A TI FRANCISCO ?

POR QUE A TI, FRANCISCO?
A força da mensagem evangélica encarnada por S. Francisco de Assis há oito séculos é o testemunho do Poverello de Assis. Trata-se duma experiência espiritual com uma dinâmica particular, com o fascínio que não pode ser circunscrito a um momento histórico a um determinado grupo.
É uma espiritualidade, que reivindica sua liberdade, sua alegria de existir. Parece encontrar a própria casa só quando não tem casa. Este principio foi evidente quando Francisco despojou, restituindo tudo ao pai perante o Bispo de Assis. Assim, poderemos perguntar” Francisco porque todos recorrem a ti, e parece que nós cremos ver-te, ouvir e obedecer-te?”. A pergunta do frei Masseu receberia hoje as respostas mais diversas: pelo espírito poético, pela causa do seu amor à natureza e as criaturas, por causa da sua total partilha com os mais pobres, devido à causa da sua capacidade de reconciliar e pacificar…
Todas as famílias franciscanas que emergiram após o nascimento da fundação da Ordem podem reinvendicar e definir o seu cordão o seu hábito e suas estruturas, com o “afim social” mas infeliz de quem vê nessas obras a realização definitiva da espiritualidade franciscana.
Francisco ontem como hoje, continua a encantar, não deixando adormecer os seus seguidores, porque aponta directamente para a Boa Nova, convidando cada um dos seus filhos a um encontro frontal com a mensagem do evangelho.
Deus despertou em Francisco a confiança em si mesmo como objecto de Graça dos Dons de Deus. Ele deixou-nos um conteúdo “nú” como nú ficou na praça de Assis, deixando-nos uma mensagem clara para ser encarnada e testemunhada. “Por que a ti, Francisco?”Francisco ao passar pelas ruas, todos corriam a traz dele porque percebiam que nele haviam bem mais que ele mesmo. Cabe a nós dar um novo folgo e vigor na actualidade desta mensagem, não podendo frustrar as esperança do mundo onde vivemos.

Frei José de Jesus Cardoso, ofm

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fátima: Altar do mundo

sábado, 10 de maio de 2008

O CÂNTICO DAS CRIATURAS



SÃO FRANCISCO E O CANTICO DAS CRIATURAS

O Cântico das Criaturas ou do Irmão Sol, pensemos que é natural que esta maravilhosa manifestação poética tenha saído da alma do santo trovador numa manhã radiante,
Quando a beleza da natureza lhe entrava pelos olhos, lhe enchia os ouvidos e lhe preenchia todo o seu ser embriagando-o de doçura e encantamento. Mas na verdade é que assim não foi. Foi num contexto de dor e de sofrimento que o bondoso S. Francisco compôs o seu maravilhoso Cântico e, por esta razão, o que nos deve espantar não é essa doçura e essa maravilha que brotam do Cântico mas, sobretudo, o facto de essa mesma doçura e essa maravilha terem surgido de um homem que sofria horrivelmente na carne dores incontiveis.
O Cântico do Irmão Sol nasce, portanto, num contexto de sofrimento, ao qual o santo consegue ser superior, aceitando-o. Há neste homem sofredor como que uma reconciliação universal. Há a aceitação da vida, aceitação dos outros e aceitação da própria morte.
Nessa situação real e palpável de dor e sofrimento, antevendo – se achegada da própria morte, S. Francisco é cópia viva do crucificado, com mãos e pés chagados, chegava ao final da sua vida. Já nem conseguia manter de pé aquele corpo chagado, dorido e atormentado de dor e sofrimento. Estava cego. O irmão sol já lhe não iluminava os olhos, a luz magoava-o e as criaturas atormentavam-no com o seu ruído, “parecia que toda a criação combinara faze-lo sofrer”. Assim foi a grandeza de alma deste homem de Deus. Ele quer cantar ao seu Criador o poema da vida, da paz e da tranquilidade, o Cântico do Irmão Sol, um cântico que respira louvor ao Senhor do Universo
A compreensão do Cântico requer da parte de todo aquele que o quiser compreender na sua verdadeira essência é aceitar a vida, aceitar o desafio da vida como dom de Deus e comprometer-se a pôr a render esse dom. Francisco aceitou tudo isto e aceitou o outro. São Francisco uma vida de Amor. “Louvado sejas, meu Senhor por nossa irmã, mãe Terra que nos sustenta e governa e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas”.
Fr. Jose de Jesus Cardoso, OFM.

sábado, 3 de maio de 2008

A NOSSA CRUZ DE CADA DIA



A NOSSA CRUZ DE CADA DIA

Todos levamos a nossa cruz ou nas costas ou no coração. Toda a cruz por mais pequena que possa ser é honrosa, ela pode ser vivida com mais ou menos custo. Até pode ser libertação. Jesus fez desta cruz que lhes foi imposta pelos Judeus, o instrumento da nossa salvação. Jesus assumiu a sua cruz como forma de solidariedade com os crucificados de toda a sua História. Este exemplo tem sido seguido por milhões de pessoas ao longo de dois mil anos. A Cruz do sofrimento tem vários caminhos: Maria Mãe de Jesus sofreu junto da cruz de Seu Filho, hoje muitas mães sofrem com os filhos que se drogam, outras por não terem de comer para os filhos, outras por verem os filhos a partir para a guerra. Há mães que ajudam a aliviar os sofrimentos de muitos doentes que estão crucificados à cruz do sofrimento e da dor, trabalhando em pequenos núcleos comunitários; creches, hospitais, cadeias, escolas e lares da terceira idade, onde lançam sementes de compaixão sofrendo com eles solidariamente a cruz da vida. Hoje há muitas famílias destruídas pelo divórcio flagelo da nossa sociedade. E isso è uma autentica cruz.
Toda a cruz é digna de quem a leva e muito meritória para quem consegue chegar ao calvário muitas vezes com rumo à morte.
Jesus de Nazaré morreu numa cruz por toda a humanidade, mas ressuscitou na plenitude libertadora da transfiguração para que a cruz da humanidade seja mais leve e libertadora.
Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

FRANCISCO DE ASSIS HOMEM DAS CHAGAS

FRANCISCO DE ASSIS HOMEM DAS CHAGAS
As chagas de São Francisco de Assis fazem-nos reflectir na grande experiência de vida austera que o santo viveu. Homem que soube por no seu coração o sofrimento de Jesus Cristo. Quanto significou para S. Francisco o caminho do Senhor até ao Calvário? Hoje parece que o vemos como uma figura acabada, sem repararmos na caminhada que ele fez para chegar à “configuração” com Cristo. O que Francisco fez no Monte Alverne foi o fruto de uma vida contínua em procura do caminho de Cristo. Foi uma caminhada sem tréguas dando tudo com vontade, inteligência e amor à cruz de Cristo.
As chagas de S. Francisco, significam que Deus é o supremo bem da sua vida. Deus encontra em S. Francisco o lugar certo e o homem disponível para a Sua presença e para o transmitir a seus frades.
As chagas de S. Francisco são o sinal de que Deus é dono da sua vida e plena realização da sua salvação. Foi nesta descoberta a razão do seu caminho pelos mais pobres, nos quais via Cristo nos seus irmãos e em tudo que o Senhor pôs no seu caminho.
Homem livre na construção da fraternidade de Irmãos, porque suporta, ama e abraça o negativo que está em si e nos outros. Seguir Jesus Cristo, implica morrer um pouco em cada dia. “Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz em cada dia e siga-me” (Lc.9,23). Não vivemos no mundo que queremos, mas naquele que encontramos,e Francisco encontrou o seu mundo. Não fazemos o que desejamos, mas o que é possível. Somos chamados com alegria mesmo naquilo que nos é menos agradável, vencendo assim tudo o que é negativo. Todo o franciscano tem de ser capaz de assumir a sua cruz.
As chagas de S. Francisco, desafiam-nos na nossa resposta no compromisso com o Senhor. Ninguém se pode ver neutro mediante todos os dons que cada um recebe de Deus.
Sejamos todos como Francisco de Assis, “ Senhor, fazei que eu procure mais, consolar do que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado…”

Fr. José de Jesus Cardoso, OFM.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Oração de S. Francisco

sexta-feira, 4 de abril de 2008

DEUS NOSSO CAMINHO

NO CAMINHO DE DEUS
É nesta perspectiva que olho para os santos. Assim foi S. Francisco de Assis, Santa Clara, Santo António, santos que estão colocados na minha vida. Marcas que devem interpelar as nossas vidas… Em que sentido Santo António é franciscano?... Desde o ano 1220 – ele deixou os Agostinhos e quis ser franciscano. O encontro de S. Francisco com Santo António, não foi muito grande. Fr. António viu de longe S. Francisco de Assis. Não foi a diferença. O encontro é razões do nosso caminhar. S. Francisco, aprofundou o sentido da Escritura e dos padres da Igreja. Santo António, deixou os cónegos Regrantes; porque os franciscanos o marcaram e mexeram o seu coração, com a radical vida de pobreza e simplicidade, estilo de valor evangélico. O memo fez Santa Clara de Assis. Desprendimento de tudo e de todos. Como franciscano Santo António dá outro sentido á sua vida e vive Cristo pobre e humilhado. Ele parte para as Missões. Leva a contemplação para a acção. Ele morre com o excesso de trabalho e sempre em busca de Deus. S. Francisco mais aberto aos irmãos os manda pelo mundo a pregar o evangelho.
S. Francisco e Santo António estão os dois muito ligados pela diferença de culturas e características diferentes, mas os dois no mesmo caminho em comunidade para Deus.
Como vivemos nós hoje este ideal?
Em que medida me encontro em relação aos ideais de S. Francisco de Assis?
Na vida consagrada a gente descobre que S. Francisco e Santo António e Santa Clara nos deixaram a vida do Amor de Deus.
Somos nós os habitantes de Belém que não têm lugar para Cristo.



Fr. José de Jesus Cardoso, ofm

segunda-feira, 31 de março de 2008

CLARA DE ASSIS



SANTA CLARA DE ASSIS 800 ANOS DEPOIS
Entre as pessoas que escutaram e se deixaram apaixonar pela vida de Fran­cisco de Assis está Santa Clara, cujo 8.º Centenário de nascimento estamos a comemorar.
Clara de Assis era uma jovem de 18 anos, filha de pais ricos, bela e formosa. I A sua riqueza e os seus haveres não enchiam, contudo, a sua alma e, ao jeito de Francisco de Assis, Clara, identificar-se com Cristo: pobre e a viver uma vida segundo o Evangelho.
Clara nasceu nos finais do séc. XII, em 1193. Sua mãe, mulher de profunda religiosidade, deu-lhe esmerada edu­cação cristã e a ela se atribui o nome dado à filha, Clara.
Esta, ainda jovem, desafia as forças do coração e descobre a sua vocação: aconselho de Francisco, inicia os seus primeiros passos de irmã dos pobres, num convento de Monjas Beneditinas, mas não professa a sua regra; não é discípula de S. Bento, é discípula de Francisco e seguidora de Cristo em estilo novo, em mulher nova, tal como a fez Francisco. Ela não quer ser «monja», é irmã, porque Francisco também não quis ser monge nem clérigo, quis ser irmão, força determinante da sua vocação e fraternidade.
Clara de Assis, com Francisco, funda (a segunda Ordem Franciscana, a Ordem das senhoras pobres, as CLARISSAS.
Santa Clara e S. Francisco represen­tam para nós uma lição permanente de «mulheres de oração» e de «homem de ( paz» ao serviço da pacificação universal, na justiça e na caridade.
Clara é, ainda hoje, um desafio aos Meios de Comunicação Social, especialmente à Televisão, de que foi proclamada Padroeira. Ela convida todos os agentes das TVs, proprietários, realizadores, operadores e jornalistas a serem honestos, verdadeiros, respeita­dores
I

da dignidade humana e dos princípios éticos da sua profissão.
Com Clara e Francisco unidos, podemos ser arautos de Paz e Bem para todo o Universo.

Frei José de Jesus Cardoso, OFM

domingo, 30 de março de 2008

O MAIOR AMOR

Tu cantas o amor que passa
Feito às vezes de trapaça,
De vileza e falsidade;
Eu canto o Amor sem jaça,
Límpido, cheio de graça,
De pureza e de verdade.

Tu cantas o amor fraterno,
Por vezes sórdio, obsceno,
Apenas amor carnal;
Eu canto o amor sereno,
Límpido, puro e ameno,
Divino, espiritual.

Tu cantas o amor que mente,
Que promete o que não sente,
Mascarado de ironia;
Eu canto o amor ardente
Cheio de ardor fulgente,
Fonte de Paz e Alegria.

Tu cantas o amor-paixão,
Fogo de forte ilusão;
Que esbraceia e envilece;
Eu canto o Amor-oblação,

Que se imola em doação,
Purifica e enobrece.

É este o Amor que eu canto,
Cheio de Graça e de encanto,
Que me enche de vida e luz;
Amor puríssimo e santo,
Outro algum merece tanto:
Apenas Ele – Jesus!


Fr. José Jesus Cardoso, o.f.m.

domingo, 23 de março de 2008

ALELUIA! VISITA PASCAL

Páscoa é vida nova. O Domingo de Páscoa é um dia de festa, porque simboliza e evoca, no ritmo cristão, o primeiro dia do mundo novo iniciado com a Ressurreição de Cristo.
A presença de Jesus que em todos se renova. Domingo de Páscoa é, nesse sentido, o mais festivo de todos os domingos. Por isso proclama a Liturgia: - «Este é o dia que o Senhor fez! Exultemos e cantemos de alegria!» Por isso também, nele, a Igreja celebra com especial solenidade a Eucaristia, memorial que recorda aquele mistério. É um costume muito enraizado no norte de Portugal, este de, no Domingo de Páscoa, um grupo de pessoas («Compasso»), sempre que possível presidido por um sacerdote, com trajes festivos e partindo da respectiva igreja paroquial, se dirigir com a Cruz enfeitada aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Cristo e a abençoar as suas casas. Tilintam campainhas em sinal de júbilo, fazem-se tapetes de flores pelas ruas e caminhos, estrelejam foguetes no ar. Entrando em cada casa, estabelece-se um pequeno diálogo celebrativo. Dá-se depois a Cruz a beijar a todos os presentes. Tradição que o povo do norte matem e dá grande relevo a esta antiga tradição.
Fr Cardoso, ofm.

sábado, 22 de março de 2008

IGREJA EM MEDITAÇÃO



Sábado Santo
.Hoje, Sábado do silêncio a Igreja permanece junto do túmulo do Senhor, meditando na paixão e a morte de Jesus, e na Sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição.
Neste dia de silêncio a comunidade cristã reza junto ao sepulcro. Não se ouvem os sinos nem outros instrumentos musicais. Estes vão estar presentes na aleluia e na bênção do lume novo. É um dia para reflexão e aprofundamento da nossa fé. Uma paragem na vida da Igreja para contemplar, meditar e orar. O altar está despido. O sacrário aberto e vazio. A Cruz continua entronizada desde a tarde de ontem dia. Jesus morreu. Quis vencer com sua própria vida o mal da humanidade. É o dia da ausência. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo. Depois de seu último suspiro na cruz diz, "por que me abandonaste?", agora ele cala-se no sepulcro. Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. É um dia de meditação e silêncio. Algo parecido à cena que nos descreve o livro de Jó. Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, com sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos não tanto momentos cronológicos de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado: è o mistério do Sábado Santo.

Fr. José Jesus Cardoso

OS FRANCISCANOS E OS POBRES

OS FRANCISCANOS E OS POBRES
Devemos evangelizar o trabalhador e, não o trabalho, evangelizar os sistemas e não as estruturas. A condição do outro nos pobres. Devemos compartilhar a vida com os menores, com os mais pequenos, com os mais próximos a começar nas nossas fraternidades. Devemos ser anunciadores das injustiças. Tanto nos locais de trabalho, como nas nossas fraternidades.
Os direitos dos pobres devem ser dignificados. A opção pelos mais pobres faz parte da nossa vida de menores. Muitas vezes servimo-nos deste lema para acolher os pobres de espírito e ricos de bens materiais.
Somos desafiados a viver as prioridades dos pobres, em espírito de família. Não podemos resolver os problemas universais, mas daqueles que estão à nossa volta.
Por causa da lógica do ter ou do crer e do poder, sacrificamos os nossos deveres dos quais nos tornamos réus.
O nosso carisma de irmãos menores leva-nos a praticar a nossa menoridade evangélica na promoção e na justiça. Hoje, mais que nunca é necessário desenvolver mecanismos para a boa distribuição de Acção Social.
Devemos servir os que são tratados como últimos na sociedade. Servir os mais pobres aqueles por quem S. Francisco se entregou, seguindo o Senhor pobre e crucificado.
Não há ninguém que tenha mais alegria de ajudar os pobres que os franciscanos.
Frei Cardoso, ofm

sexta-feira, 21 de março de 2008

Morreu por nosso Amor

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quinta-feira, 20 de março de 2008

Quinta-Feira Santa

Iniciamos, esta tarde com a Eucaristia da Ceia do Senhor o Tríduo Pascal. A celebração da morte e da ressurreição do Senhor. O centro da celebração da Quinta-Feira Santa é a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial e o novo mandamento do amor que Jesus deu aos seus discípulos. São João, o autor do quarto evangelho, não narra a instituição da Eucaristia, provavelmente, porque os outros três evangelhos e São Paulo já o haviam feito, além de mais, quando João escreveu o seu evangelho no final do primeiro século, a celebração da eucaristia já era corrente nas comunidades cristãs.
Jesus instituiu a Eucaristia. “O Senhor Jesus tomou o pão e depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. Depois da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em memória de mim”.
.Na ceia, Jesus antecipa os sinais do pão e do vinho o seu sacrifício e a entrega que ele fará no dia seguinte. O pão e o vinho são um sinal real e eficaz de Jesus que se entrega à morte para a salvação de todos num ato extremo de amor e de solidariedade para com a humanidade. É a nova e eterna aliança de Deus com a humanidade. Agradeçamos a Jesus a instituição da Eucaristia, o sacrifício da cruz, a presença salvífica de Jesus em nosso meio e alimento espiritual de garantia da vida eterna.
Na Eucaristia, São João narra a cena do “ Lava-pés”. Durante a ceia com seus discípulos, “Jesus levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. Participar da Eucaristia, comungar o corpo e o sangue de Cristo, é comprometer-se a fazer da própria vida uma entrega fraterna e solidária aos nossos irmãos, especialmente, aos mais necessitados, os enfermos, os pobres, as pessoas com deficiência, os anciãos, as crianças. Desta forma, estaremos colaborar para a promoção das pessoas e evitando o perigo de continuar perpetuando a desigualdade social. Cristo é a nossa Ressurreição.

Frei Cardoso, ofm.

quarta-feira, 19 de março de 2008

DIA DE S.JOSÉ

DIADE S.JOSÉ
S. José homem humilde e silencioso, servo fiel e prudente que o Senhor, constituiu chefe da Sua Família, que ocupou um lugar de primeira importância na inserção do Filho de Deus na história dos homens. Descendente de David como diz o Evangelho (Mt 1,20) une por parentesco Cristo com a ascendência da qual Israel esperava a vinda do Messias.
Como humilde carpinteiro de Nazaré, realiza-se a promessa feita a David a quem Deus confia a missão de esposo sublime entre todas as criaturas para ser o Pai virginal do Filho do Altíssimo. É “justo” no pleno sentido da palavra que significa virtude perfeita e santidade. Uma justiça que invade todo o seu ser mediante uma pureza total do coração. Uma completa adesão à vontade de Deus. “Não temas recebe Maria tua esposa”. Com mais fé do que Abraão, acreditou naquilo que humanamente é inimaginável: a maternidade de uma virgem e a encarnação do Filho de Deus. Pela sua fé e obediência, mereceu que estes mistérios se realizassem sob a sua tutela.
S. José foi sempre um acto constante de fé e obediência. A su situação de chefe de família obriga-o a entrar numa particular intimidade com Deus.
S. José nada tem para si a não ser os prodígios divinos que seus olhos contemplam , viu o Menino Infante repousar no seio da Virgem Maria, viu-o com os Magos, com os Anjos a “cantarem glória a Deus”, com os pastores e acompanhou-O na fuga para o Egipto.
S. José é para todos um estímulo de fé e de trabalho.

Fr. José de Jesus Cardoso, ofm.

domingo, 16 de março de 2008

DOMINGO DE RAMOS

DOMINGO DE Ramos, RITO QUE VEM DESDE A IDADE MEDIA
Enquanto o Natal é uma festa fixa, a Páscoa é uma festa móvel, tendo a sua data sido determinada pelo Concílio de Nicéia (325) para o domingo que se segue à lua cheia do equinócio da Primavera. Uma semana antes celebra-se o Domingo de Ramos, a celebração que dá início à Páscoa. Por todo o país multiplicam-se as cerimónias litúrgicas que marcam o início da Semana Santa e comemoram a entrada de Jesus em Jerusalém onde foi acolhido pela população que entoava cânticos e acenava com ramos de palmeiras e oliveiras, segundo relatos da Bíblia e de outros textos. Ponto alto das celebrações é a bênção dos ramos seguida das chamadas procissões dos ramos, que por vez têm designações específicas em algumas regiões. Tradicionalmente, os "ramos" podem ser simples, de palmas ou de oliveira, ou formados também por outras espécies como loureiro, alecrim.
Nas procissões desfilam os ramos que previamente foram benzidos na igreja e que depois são levados para casa para protegerem ,de certos males e darem sorte outros por exemplo; são destinados aos padrinhos que em troca oferecem o folar ou dão "as amêndoas" (termo que no plural pode significar, neste contexto, "qualquer oferta que se faz pela Páscoa").Esta procissão surgiu depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém e, ao retornar, procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos. O costume passou a ser utilizado por outras igrejas e, ao final da Idade Média, ficou incorporado aos ritos da Semana Santa.
Fr. Cardoso

domingo, 2 de março de 2008

A CAMINHO DA CRUZ


QUARESMA NECESSIDADE DE PURIFICAÇÃO
Não é possível reconhecer a nossa condição de peregrinos a caminho da santidade, como humildes pecadores, que por acções e omissões, vamos deixando secar no coração o amor que salva.
Em cada Quaresma, ao longo dos quarenta dias, através de acções mais diversas, a Igreja, nos ensina e adverte, tanto para a possibilidade da santidade ao alcance todos, como para o perigo do pecado pessoal, ao qual não faltam ocasiões e portas abertas a pecar.
É tempo de purificação. A Igreja apela para isso. A palavra de Deus, revelada e transmitida pela tradição ajuda-nos a entender que o santo é o cristão normal e que a santidade está ao alcance de todos os filhos de Deus, numa fé esclarecida e coerente. Não podemos esquecer que é breve o tempo de peregrinar no mundo. É preciso assumir esta verdade. Se acreditamos no Espírito Santo, peçamos-lhe também que nos conduza e anime à nossa vocação à santidade. O pecado não faz parte da Igreja, mas é resultado da falta de verdade. Por isso a Igreja nunca deixará de convidar os cristãos à conversão.
O tempo da Quaresma é uma oportunidade para ir à procura do amor de Deus e experimentar a alegria do Perdão. A Igreja - Mãe e mestra nos estimula e adverte para o perigo do pecado.
Uma coisa quero: continuar a correr para o prémio a que Deus nos chama em Cristo Jesus, para sermos salvos pela sua Cruz. A Cruz de Cristo é a fonte de todo o perdão e todas as graças, porque Cristo, nascendo de nós, tomou uma natureza que ofereceu por nós.

Fr. José de Jesus Cardoso

domingo, 24 de fevereiro de 2008

DIZEM E NÃO FAZEM



DIZEM E NÃO FAZEM

“ Senhor; ensina-me a observar a Tua lei; guardá-la-ei com todo o coração”(SI 119,34).
Jesus, dizia a propósito dos escribas e fariseus:”Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não procedais segundo as suas obras, pois eles dizem e não fazem” (Mt 23,3). Jesus não duvida em reconhecer a autoridade dos doutores da lei, cuja missão era instruir religiosamente o povo, e recomenda seguir os seus ensinamentos; é um exemplo de como se deve obedecer a todos os que têm o cargo da direcção e do magistério, ainda que o não exerçam com dignidade. Por outra parte, Jesus põe os seus ouvintes de sobreaviso contra o comportamento dos doutores da lei descobrindo o seu defeito fundamental:”Dizem e não fazem”.
Todos os homens podem pecar por incoerência mas, se esta é condenável em todos, muito mais o será naqueles que, ou por missão que exercem ou pela vida que abraçam, têm obrigação rigorosa de confirmar, com as suas obras, a doutrina que ensinam e professam. Conhecer suficientemente o campo das realidades sem se preocupar por levar à prática essa teoria, cria situações muitas vezes deformadas; discute-se a virtude e a santidade e actua-se ao nível das paixões e de vícios que não se combatem. Esta “incoerência” ameaça particularmente os “praticantes”, sem excluir os consagrados, reduzindo-os, assim, a uma vida de mediocridade, desprezada dos homens e condenada por Deus. “ Conheço as tuas obras e sei que não és frio nem quente. Oxalá fosse frio ou quente! Mas, como és morno e não frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”(Ap 3,15-16).
Deus não quer ser servido na base dum legalismo frio, mas com todo o coração, por amor e o amor, autêntico de dar sem medida.
É necessário abrir o coração ao evangelho para o aceitar integralmente, tal como Jesus o anunciou. Continuemos o caminho da Cruz, nesta Quaresma que se aproxima do Calvário.
Fr. Cardoso

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O JEJUM AGRADAVEL AO SENHOR

A Sagrada Escritura diz, com precisão, que a caridade agradável a Deus, é partilha com o faminto e o sofredor e acolher os sem abrigo , vestir os despidos de roupas e sem abrigo e não desprezar-mos o nosso semelhante. Assim, á luz da boa consciência resplandecerá diante de Deus e dos homens o perdão do pecado.
O jejum consiste em fazer uma só refeição ao dia. A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos catorze anos e o jejum dos dezoito aos sessenta anos de idade. Isto insere-se nos chamados sacrifícios que os cristãos devem fazer na Quaresma, com todo o nosso ser (alma e corpo) participante neste acto onde reconhece a necessidade de reparar os pecados para o seu próprio bem e bem da Igreja. O jejum e a abstinência podem ser trocados por outros sacrifícios, dependendo da consciência de cada cristão, do que estiver estipulado pela Igreja de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.
Porquê o jejum? É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus. O abster-se de comida e bebida tem como fim introduzir na existência do homem o equilíbrio necessário, e também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumista".Tal atitude é no nosso tempo, uma das características da civilização ocidental. O homem, habituado aos bens materiais, frequentemente abusa deles. As civilizações de consumo fornecem os bens materiais para servirem ao homem em ordem a desenvolverem as actividades criativas e úteis, e cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.
Fr. José de Jesus Cardoso, OFM

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O SEGREDO



REZAR.....
Aos olhos de Deus a acção sem oração é inútil: um robô: poderia fazer melhor do que tu.
A oração é o fundamento da vida espiritual. Quando rezas, entras em comunicação com Deus, como uma lâmpada que resplandece porque está ligada a um gerador de corrente.

Tu crês que a oração é omnipotente, não é verdade?
Considera as seguintes palavras. “Digo-vos pois: pedi e ser-vos-á dado, procure e achareis, batei e hão-de abrir-vos” (Lc11,9). Poderá alguma companhia de seguros dar melhor garantia do que estas palavras do Senhor?

O segredo para alimentar a vida cristã é rezar. Não acredites em quem não reza, mesmo que faça milagres.



(Francisco Xavier Naguyer Van Thuan).

domingo, 10 de fevereiro de 2008

DIA DO DOENTE 11 DE FEVEREIRO



DIA DO DOENTE
É preciso aprender a viver com a doença, incluindo o próprio doente, mas sobre tudo, a lutar pela vida, com paciência e esperança, sabendo que esta nos leva à descoberta de infindáveis capacidades para superar os limites da vida no tempo.
A saúde é o melhor bem que podemos ter e desejar. É quando estamos doentes que o apreciamos melhor. A vida desenrola-se com os inevitáveis matizes da doença e é nesta situação que a dignidade e a serenidade devem marcar uma presença forte, onde o conforto, o carinho e a amizade são uma constate a criar e a defender.
A doença é uma escola de aprendizagem para todos, é preciso aprender a viver com ela, incluída os próprios doentes, mas sobretudo, a lutar pela vida, com paciência e esperança.
Numa sociedade marcada pelo bem-estar material, urge preparar os doentes para o desprendimento da vida e, naturalmente, para uma boa morte.
Se é importante ajudar a viver, não o é menos ajudar a morrer e transmitir o conforto e tranquilidade ao final da vida, aos momentos após os quais se abrem as portas da eternidade.
Não está nas nossas mãos eliminarmos o sofrimento, ele interpela-nos e dá-nos um novo sentido de viver quando estamos pregados à cruz do sofrimento. Aqui se muda a vida, a porta tenebrosa da eternidade. A capacidade de aceitarmos a tribulação e a dor que conduzem a uma aprendizagem de fé, com os olhos postos em Deus, ainda que o ignorem ou não o aceitem.
Quando se sofre, não estamos sós. Deus compadece-se de nós e está ao nosso lado.
A doença é uma escola de aprendizagem para todos.



Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Pensamentos foi PREMIADO

O Nosso Blog "PENSAMENTOS" recebeu o PRÉMIO "Diz que até não é um mau blog".
Este prémio foi atribuido pelo "RETALHOS" - http://betus-pax.blogspot.com - A escolha do nosso blog foi explicada "pela simplicidade deste blog e pelo testemunho de vida e doação do seu autor aos irmãos mais debilitados na sua expressão física e humana. Debilidade que se torna riqueza quando se pode partilhar, na simplicidade, pensamentos do interior da alma e alma franciscana." (Fr. Albertino)
Queremos dizer um OBRIGADO SINCERO…
Cabe-nos, agora, a tarefa de atribuir o mesmo prémio a outros 7.
Brevemente aqui faremos divulgação da nossa escolha...
Os premiados devem:
a) escrever um post indicando a pessoa que lhes deu o prémio (com um link para o respectivo blog) mostrandoa tag do prémio e as regras;
b) indicar outros 7 blogs para receberem o prémio;
c) exibir (orgulhosamente!) a tag do prémio no seu blog.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

MEDITA NA CRUZ DE CRISTO


A CRUZ É UMA GLÓRIA, NÃO UMA VERGONHA

A salvação sempre veio pelo madeiro. Com efeito, no tempo de Noé, a vida foi conservada pela arca de madeira.
No tempo de Moisés, ao ver o seu bastão, o mar intimidou-se diante daquele que o golpeava. Teve, então, tanto poder o bastão de Moisés e será ineficaz a cruz do Salvador?
O madeiro no tempo de Moisés, abrandou a água.
E do lado de Cristo, a água correu sobre o madeiro.
A água e o sangue
Constituíram o primeiro dos sinais de Moisés; o mesmo ocorreu no último sinal de
Jesus.
Primeiro, Moisés mudou o rio em sangue; Jesus no fim, deixou correr de seu lado ága e sangue.
Não te envergonhes de proclamar a cruz, pois os anjos a glorificam, quando dizem:
Sabemos que procurais Jesus, que foi crucificado (cfMt28,5).
A cruz é, com efeito, uma glória, não uma vergonha!


São Cirilio de Jerusalém. (Cirilio, grande catequista, viveu em Jerusalém entre 315 e 386).
Fr. Cardoso. ofm.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O SIGNIFICADO DAS CINZAS

O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas. O Antigo Testamento demonstra a prática estabelecida de utilizar as cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que se recusavam a arrepender-se de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutarem a Boa Nova. O Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido com o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo
. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do confessionário.
Já no século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo". Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja.
Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi a dotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. Na nossa liturgia actual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada cristão traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz : "Recorda-te que és pó e ao pó tornarás " ou então "Arrepende-te e acredita no Evangelho".Finalmente, conscientes que as coisas deste mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude
fr. José Jesus Cardoso, ofm.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

CARNAVAL

A Igreja e o Carnaval
A Igreja Católica e o Estado Feudal impuseram às cerimónias oficiais um tom sério e sisudo, como uma forma de combater o riso, ritual dos festejos, que em geral servem para as permissividades. Mas, o povo, descontente com essa imposição, respondia com actos e ritos cómicos.
Depois de muita pressão, a Igreja passou a tolerar melhor a festa e até a estimulá-la, com o Papa Paulo II. Em 1545, no Concílio de Trento, entra o Carnaval em pauta, reconhecido como uma manifestação popular de rua importante e, portanto, não devendo ser hostilizado pelo Clero. Em 1582, o Papa Gregório XIII, reformando o Calendário para Calendário Juliano - Gregoriano (em uso até hoje pelos católicos), estabeleceu, em definitivo, a data da Quaresma e, em consequência, a do Carnaval.
A data em que cai o Carnaval está ligada directamente com a data da Semana Santa e da Páscoa.A Páscoa sempre cai no 1º domingo de Lua Cheia da Primavera no Hemisfério Norte (Outono no Hemisfério Sul). Contando quarenta dias antes da Páscoa (período da Quaresma) temos a quarta-feira de Cinzas, que termina a data do Carnaval.
O Carnaval no mundo ocidental actualmente é um período de festejos voltado, ao aproveitamentos dos prazeres mundanos, antes do recolhimento da preparação para a Quaresma.Como a terça - feira de Carnaval é anterior à quarta – feira de cinzas, o Carnaval varia também em função do dia de Páscoa. O mais concretamente com o período lunar.
A Quaresma é estabelecida com período de meditação e arrependimento antes da Páscoa, com início na quarta-feira de cinzas e termina com a sexta-feira de ramos antes da Páscoa.
Simbolicamente tem 40 dias.
Fr. Jose de Jesus Cardoso, ofm.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Festa de Nossa Senhora Das Candeias

Hoje, se fosse viva a minha Mãezinha faria 90 anos a ela e para ela, junto da Mãe do Céu, vai a minha oração e homenagem de gratidão pela boa Mãe que o Senhor me deu.
A invocação de Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei Judaica, todo filho varão deveria ser apresentado no Templo quarenta dias após seu nascimento. A mãe, considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimónia especial. Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus
Esta festividade dos luzeiros foi denominada "das candeias", por se comemorar o trajecto de Maria ao templo, com uma procissão, na qual os acompanhantes levavam nas mãos uma vela acesa. Em Portugal, a devoção à Virgem das Candeias ou da Purificação já existe desde o século XIII, quando uma imagem era venerada em Lisboa, na paróquia de São Julião.
Fr.Cardoso,ofm.

domingo, 20 de janeiro de 2008

S.SEBASTIÃO MARTIR


UM HERÓI DA FÉ CRISTÃ! Homem de coragem sobre humana de muitos cristãos que, em meio a suplícios terríveis, haviam derramado o sangue por Jesus, ele mesmo havia infundido essa fortaleza do Espírito a muitos destes cristãos animando-os com palavras ardentes, era natural que ele também ardesse em desejo de morrer por Jesus Cristo e unir-se aos santos mártires do céu. Seu desejo não demorou a ser satisfeito. Um infeliz apóstata, chamado Fabiano, contou ao Imperador Diocleciano que Sebastião, seu alto comandante Imperial era também cristão e trabalhava incessantemente em converter os pagãos, Diocleciano mandou chamar Sebastião e perguntou-lhe se este o havia traído a dotando o cristianismo, ao que Sebastião respeitosamente lhe respondeu que, a seu ver, não podia prestar melhor serviço ao Estado e ao Imperador do que adorando o verdadeiro Deus. Irritado com essas palavras, o imperador, sem outra forma de processo ,mandou que Sebastião fosse preso, amarrado a um poste e seu corpo cravado com flechas. Depois Sebastião foi conduzido para fora da cidade, e os soldados o desnudaram, amarraram-no numa árvore e lançaram sobre ele uma chuva de flechas, o corpo ficou coberto de setas, o sangue corria por todos os lados, da forma mais desumana e julgando-o morto, o abandonaram em pleno campo. Foi no ano 288. Já altas horas da noite, uma piedosa mulher chamada Irene, vai com um grupo de amigos procurar o corpo do santo para lhe dar sepultura, mas logo que toca no corpo, vê admirada que este ainda está milagrosamente vivo. Ela, com cuidado tira as setas e desata-lhe as cordas, e leva-o para sua casa, com a maior cautela cuida das suas feridas e algum tempo depois vê-se Sebastião outra vez com força e saúde. Deus preservara a vida a seu servo, pois lhe reservava um martírio ainda mais glorioso. Aprendamos com S. Sebastião a sofrer com paciência as adversidades da vida e corajosamente estarmos dispostos a morrer, se preciso for, em defesa da nossa fé por Jesus Cristo.
Fr. Cardoso

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

SANTOS MARTIRES DE MARROCOS



Estes mártires, cinco franciscanos enviados a pregar em Marrocos por S. Francisco de Assis em 1219. “ Meus Filhos o Senhor disse-me que vos mande pregar a fé e a combater a lei de mafoma. Eu vou também a outras terras trabalhar na salvação dos infiéis. Sede fiéis a cumprir a vontade do Senhor. Entre vós conservai a paz, a concórdia e a caridade. Sede humildes na tribulação e imitai a Jesus Cristo na pobreza, na castidade de obediência. Ponde as vossas esperanças em Deus, Ele vos sustentara e vos guiará. Ele velará por vós. Ide em nome do Senhor”. Lá foram os obedientes frades.
O zelo da sua fé levou-os a exagerar a sua actuação por lá. Decidiram então pregar ao próprio califa e foram recebidos pelo filho do Sultão que lhes pede credenciais para poderem falar com o pai. Foram recebidos mas, mal abriram a boca, e depois de se terem declarado cristão se apelado ao califa que se converta e abandone a infame e falsa seita de Maomé, o Miramolim decidiu expatria, mandando prendê-los, lograram escapar-se e logo voltaram a pregar por toda a parte. Um dia, cruzaram-se com o Miramolim de Marrocos e, abordando o carro em que seguia, insistiram importunamente com o líder muçulmano para se converter ao Cristianismo de imediato. O Miramolim, chefe de Estado, chefe religioso e poder judicial, não cuidou de mais tolerâncias e ali mesmo os puniu e degolou por suas próprias mãos. Os restos mortais foram enviados para Portugal pelo infante D. Pedro, filho de D. Sancho I, que lá residia na altura e lhes tinha dado guarida e apoio à chegada. Estes restos mortais foram recebidos com grandes manifestações públicas de luto e de dor. Levados em procissão, foram depois sepultados na Igreja de St.ª Cruz, em Coimbra. Este incidente trágico teve o efeito de motivar St.ª António, então cónego regrante de St.ª Agostinho, a fazer-se franciscano e a dedicar-se ao apostolado e à peregrinação. Chamavam-se estes mártires Berardo de Lobio, Pedro de S. Gemianiano, Otão, Adjuto e Acúrsio. São representados vestidos de frades a serem executados pelo Miramolim.
Hoje não se daria esta cena. A Igreja é tolerante, Ecuménica e dialogante.
Fr. Cardoso, OFM.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

DECÁLOGO ECOLÓGICO FRANCISCANO

DECÁLOGO ECOLOGICO FRANCISCANO
Após o primeiro Congresso Latino-Americano sobre ECOLOGIA, foi publicado o seguinte Decálogo Franciscano:
1 – Descobrir e respeitar todo o universo como nosso horizonte vital necessário, numa relação de justiça, coma natureza e com todos os seres que nela vivem.
2- Dividir fraternalmente os bens da criação com todos os homens. Justiça, particularmente com os irmãos mais débeis, mais necessitados e desafortunados.
3- Unir todos os nossos esforços para promover a p0az universal com todas as criaturas.
4- Humanizar a natureza através da técnica, substituindo a técnica destrutiva por uma mais humanizante.
5- Proclamar e defender uma CARTA MAGNA sobre os direitos da Natureza, como realmente vivente.
6- Opor-se com todos os meios: técnicos, económicos políticos, culturais, éticos, religiosos, à destruição dada Mãe Terra e, particularmente, das espécies da flora e da fauna.
7- Renovar os ambientes contaminados: o ar, os rios, os bosques e revitalizar as zonas contaminadas.
8- Promover uma pedagogia ecológica, que ensine aos homens a arte de estar no mundo e a arte de tratar os seres e as coisas. Uma pedagogia que humanize as nossas relações.
9- Trabalhar para um sistema alternativo, que substitua o progresso quantitativo pela promoção da qualidade da vida.
10- Passar do utilitarismo cósmico para a celebração cósmica, promovendo uma cultura ecológica baseada no amor e na justiça.

(Família Franciscana)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

CONSIDERA A TUA VOCAÇÃO



"Considerai, pois, irmãos a vossa vocação: humanamente falando, não há muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte."
Na verdade, o Senhor não nos escolheu por sermos sábios, nem poderosos, nem nobres mas escolheu o que é fraco pra confundir o que é forte(cf. 1Cor 1,26-27). Estas palavras da carta ao Romanos apela para a consciência de que foi o Senhor quem nos escolheu, como outrora a Francisco, e, durante oito séculos, a muitos irmãos. O Senhor escolheu-nos porque quer contar connosco, quer precisar de nós, porque nos elegeu. Esta é a verdade da nossa vocação.
Francisco ensina-nos com a sua vida a vivermos com alegria a certeza de termos sido escolhidos. É na doação confiante ao amor de Deus que encontramos o vigor para a nossa caminhada.
Consideremos a nossa vocação, irmãos, para que o Senhor continue a fazer grandes maravilhas em nós e através de nós.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

FELIZ ANO 2008

Nem todas as coisas são como queremos e não podemos avaliar o ano que termina, como mau. Se tivermos fé, só precisamos de acreditar que tudo que acontece aconteceu, independente se fomos bons ou maus. A gente pode até dormir numa cama mais ou menos, comer um refeição mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos num bom ano novo ano que se aproxima.·Enfim, a gente pode olhar há nossa volta e sentir que tudo está mais ou menos bem. Mas, o que a gente não pode, é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, ser feliz mais ou menos, ser sincero mais ou menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos, senão, correremos o risco de no próximo ano nos tornarmos uma pessoa mais ou menos. Logo os fogos de artifícios, as taças de champanhe se vão cruzar anunciando que o ano novo está presente e que o ano velho ficou para trás. Neste momento muitos olhos se cruzam, muitas mãos se entrelaçaram e todos, num abraço caloroso e num só pensamento irão exprimir um só desejo e uma só aspiração; paz e amor. E em especial neste dia, não importa a nação, não importa a cidade, não importa a língua, não importa a cor, a origem, não importa a classe social, porque todos irão sentir que são descendentes de um só Pai, e todos se lembraram apenas de um só verbo; amar. Lembrem-se que vivemos e morremos e independente se vive oitenta ou cem anos, nunca saberemos o segredo da vida. Por isso, neste novo ano, sem mágoas, sem rancor, sem ódio, que todos possamos viver intensamente, mas que o novo ano 2008, seja verdadeiramente cheio de Paz e Bem.·
Fr. JOSÉ JESUS CARDOSO, O.F.M.

sábado, 29 de dezembro de 2007

SANTOS INOCENTES



DIA DOS SANTOS INOCENTES
A Igreja católica celebra o acontecimento a 28 de Dezembro de acordo com os Evangelhos. A nova liturgia, embora não querendo ressaltar o carácter folcolórico que este dia teve no decurso da história, quis manter esta celebração, elevada ao grau de festa por São Pio V, muito próximo da festa do Natal.
Assim colocou as vítimas inocentes entre os companheiros de Cristo este glorioso exército de mártires que testemunharam, com o sangue, a sua pertença a Cristo.
Impossível calcular o número de crianças inocentes arrancadas aos braços de suas mães e depois esquartejadas às mãos dos soldados do rei Heródes, que este tirano mandou matar.
Aos inocentes de Herodes , quero juntar, todos os inocentes anónimos, todos aqueles que não foi permitido nascer e junto ainda as crianças que morrem de maus tratos.
Deus, Senhor da Vida, confiou aos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção.
O aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.
FR. CARDOSO, ofm.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

NATAL DA ESPERANÇA

Na história, por razões conhecidas e nas quais o querer do homem nem sempre respeitou o querer de Deus, vai-se construindo uma Igreja para os tempos modernos, na qual nem sempre o Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo ocupam lugar central. Os caminhos bíblicos, estão à mercê de decisões de homens detentores de um poder, que muitas vezes é tudo menos serviço a um povo de crentes.
Muita coisa má se tem colado à Igreja. O mundo está “cansado e desfeito” e astutos são os seus governantes, basta olhar à nossa volta para nos darmos conta disso, guerras, fome e até a transformação da própria natureza pelos maus tratos da mão do homem. Só são cegos os que não querem ver . A Criação geme e sofre, mas eu o que procuro ? O que verdadeiramente preciso? Quem pode sustentar a nossa verdadeira esperança? Quem pode responder a esta nossa verdadeira sede de felicidade? Que ternura tem o Mistério de Jesus Menino por nós.? Jesus Menino Esperança que nos salva. Parece muito pouco, tal como o Menino numa manjedoura. Foi aqui o começo de tudo. Sim, esta história de natal aconteceu. Jesus não é um mito, mas um homem feito carne e sangue, uma presença real na história. Podemos visitar e percorrer os caminhos que Ele percorreu. A realidade cristã é o mistério de Deus que entrou no mundo como história humana, mas ao homem parece muito pouco e no entanto, está cá tudo. O mistério e a esperança de todos quantos Nele acreditam. O Natal veio para educar o coração do homem.


Fr. Cardoso

domingo, 9 de dezembro de 2007

FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Hoje dia 8 de Dezembro de 2007, como é habitual em cada ano, por ser a Padroeira do Convento, a fraternidade da Luz, celebrou com solenidade este dia , para nós muito especial, consagrado à Imaculada Conceição da Virgem Maria. A esta festa associamos os nossos benfeitores amigos, que ao longo do ano nos prestam serviços gratuitos no campo da saúde e outros.
Também desde há três anos vêm sendo convidados os elementos do Grupo Coral e acolitos que animam a liturgia nas celebrações da Igreja no Seminário, Grupo que é dirigido, com muita competência pelo nosso confrade, Fr. Albertino. A celebração da Eucaristia começou pelas 11 horas, com a presença de muitos fiéis. Presidiu à Eucaristia o Guardiãodo Convento, P. Domingos do Casal Martin. A dirigir o coro, esteve o Fr. Albertino e ao orgão o nosso ex-aluno Francisco de Assis Cunha , executando com perfeição as melodias dedicadas ao dia festivo. Foi uma Eucaristia muito participada e vivida pela assembleia. A homilia, feita pelo presidente, foi toda ela dirigida à Imaculada no pequeno historial desde o nascimento de Cristo até aos nossos dias, e ao Dogma da Imaculada Conceição proclamado pelo, Papa Pio IX.
Maria é o prelúdio do Natal de Jesus porque, com a sua aparição no mundo, começa a concretizar-se o projecto de Deus para a Encarnação do Seu filho divino. Na Virgem de Nazaré o Altissimo prepara aquela que será Sua Mãe. A grandeza de Maria reside toda nesta verdade: é a criatura escolhida por Deus para Mãe de Jesus Cristo.
Terminada a Eucaristia , os nossos convidados dirigiram-se para o refeitório, onde se seguiram cumprimentos de boas-vindas e se deu inicio à refeição. Pelas 15 horas os convidados começaram a despedir-se e regressaram a casa contentes por mais uma festa em honra da Virgem Maria.
Temos a certeza que depois do nascimento de Jesus, nenhum outro nascimento foi tão importante aos olhos de Deus e tão precioso para o bem da humanidade como o de Maria.

Frei José Jesus Cardoso, OFM.

domingo, 2 de dezembro de 2007

ADVENTO

Advento, Tempo de Conversão .
Preparação para a festa do Natal, esperando a vinda do Messias. Como se o Messias ainda não tivesse vindo, mas para apreciar melhor o dom da salvação que nos trouxe. O Advento é para nós tempo de conversão. Podemos recitar com toda verdade a oração dos justos do AT e esperar o cumprimento das profecias porque estas ainda não se realizaram plenamente; cumprir-se-ão com a segunda vinda do Senhor. Devemos viver este tempo com fé e conversão. A Igreja ora e quer que vivamos um Advento pleno por uma vinda de Cristo para todos os povos da terra que ainda não conhecem o Messias ou não reconhecem ainda o único Salvador. A Igreja no Advento vive a sua missão de anúncio do Messias a todas as gentes e a consciência de ser " esperança" para toda a humanidade, com a afirmação de que a salvação definitiva do mundo deve vir de Cristo com sua definitiva presença escatológica.
Num mundo marcado por guerras e contrastes, as experiências do povo de Israel e as esperas messiânicas, as imagens utópicas da paz e da concórdia, se tornam reais na história da Igreja de hoje que possui a actual "profecia" do Messias Libertador, na renovada consciência de que Deus - renova a Igreja através do Advento para um mundo melhor. A sua esperança, projecta a todos os homens um futuro messiânico do qual o Natal é primícia e confirmação preciosa.
À luz do mistério de Maria, a Virgem do Advento, a Igreja vive neste tempo litúrgico a experiência de ser agora "como uma Maria histórica" que possui e dá aos homens a presença e a graça do Salvador.
A espiritualidade do Advento resulta numa espiritualidade comprometida, num esforço feito pela comunidade para recuperar a consciência de ser Igreja para o mundo. Mais ainda, ser Igreja para Cristo, Esposa vigilante na oração e exultante no louvor do Senhor que
vem.

JJC

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Avé Maria fadista (Amália)

domingo, 25 de novembro de 2007

FESTA DE CRISTO REI


Hoje é dia de Cristo Rei, fim do ano litúrgico.
A Festa de Cristo Rei é, também, a festa da soberania de Cristo sobre a comunidade cristã. A Igreja é um corpo, do qual Cristo é a cabeça, é Cristo que reúne os vários membros numa comunidade de irmãos que vivem no amor.
Cristo que a todos alimenta e dá vida; é Cristo o termo dessa caminhada que os crentes fazem ao encontro da vida em plenitude. Esta centralidade de Cristo tem estado sempre presente na reflexão, na catequese e na vida da Igreja?
É que
Muitas vezes falamos mais de autoridade e de obediência do que de Cristo; de
Castidade, de celibato e de leis canónicas, do que do Evangelho; de dinheiro, de
Poder e de direitos da Igreja, do que do “Reino”… Cristo é – não em teoria, mas de
Facto – o centro de referência da Igreja no seu todo e de cada uma das nossas
Comunidades cristãs em particular? Não damos, às vezes, mais importância às leis
Feitas pelos homens do que a Cristo? Não há, tantas vezes, “santos”, “santinhos” e
“santões” que assumem um valor exagerado na vivência de certos cristãos, e que em termos pessoais, Cristo é o centro, referência fundamental à volta da qual a
Minha vida se articula e se constrói? O que é que Ele significa para mim, não em
Termos de definição teórica, mas em termos existenciais?
Ocultam ou fazem esquecer o essencial.
Toda a vida de Jesus foi dominada pelo tema do “Reino”. Ele começou o seu
Ministério anunciando que “o Reino chegou” . A afirmação da sua dignidade real passa
pelo sofrimento, pela morte, pela entrega de si próprio. O seu trono é a cruz,
expressão máxima de uma vida feita amor e entrega. É neste sentido que o Evangelho
de hoje nos convida a entender a realeza de Jesus.

Frei Cardoso


sábado, 10 de novembro de 2007

O LOBO DE GÚBIO E S. FRANCISCO DE ASSIS

No tempo em que São Francisco morava na cidade de Gúbio, no condado do mesmo nome, apareceu um lobo grandíssimo, terrível e feroz, que não somente devorava os animais, senão também os homens; de modo que todos os cidadãos viviam em grande susto, porque muitas vezes se aproximava da cidade; e todos iam armados, quando saiam para os campos, como se fossem para algum combate; e com tudo isso, quem sozinho o encontrava não podia defender-se; e, por medo a este lobo, chegou-se a pontos de ninguém ousar sair da terra. Pelo que, São Francisco, compadecido dos homens daquela cidade, quis sair ao encontro do lobo, apesar de todos lhe aconselharem o contrário; ele, porém, fazendo o sinal da cruz, saiu fora da cidade, com os seus Companheiros, pondo em Deus toda a confiança. E temendo os outros avançar mais além, tomou ele o caminho para os lados onde o lobo estava. E eis que, à vista de muitos citadinos que tinham acudido para ver o milagre, saiu o lobo, de goelas abertas, ao encontro de São Francisco, que fez sobre ele o sinal da cruz, chamou-o e disse-lhe assim:
«Anda cá, irmão lobo! Eu te mando, da parte de Cristo, que não faças mal nem a mim nem a pessoa alguma».
Coisa maravilhosa! Logo que São Francisco fez o sinal da cruz, aquele lobo terrível fechou a boca, e estacou; e, ao mando do Santo, veio mansamente, como se fosse um cordeirinho, e deitou-se-lhe aos pés. Então São Francisco falou-lhe e fez um pacto com o lobo.
Ditas as palavras, o lobo, com movimentos do corpo, da cauda e das orelhas, e com inclinações de cabeça, mostrava aceitar o que São Francisco lhe dizia, e querer cumpri-lo. E então São Francisco disse-lhe: o meu desejo é que não faças mal a ninguém.
Irmão lobo agradeço-te a alegria que me destes.
Frei José Jesus Cardoso

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

FIÉIS DEFUNTOS

Hoje os cemitérios estão cheios de flores. As flores são um símbolo de vida quando aparece ter acabado.Sejamos solidários com os mortos, porque fazem parte da vida fraterna cristã. Se a semente não morrer, não dará fruto. Foi Jesus que o afirmou e a experiência nos ensina.A esperança da vida eterna para todo aquele que ama e se uniu a Cristo, de algum modo, a vida eterna já começou. Começou a descobrir neste mundo, cheio de misérias, o amor que salva, o amor do Filho primogénito enviado pelo Pai. Amor que se difundo no Espírito Santo. Saibamos descobrir sob o véu do cotidiano as maravilhas de Deus que age, e que, indo além da dor e do sofrimento, vejamos o amor de e a sua ternura eterna.Rezar continuamente pelos fiéis defuntos. Lembremos os nossos entes queridos falecidos diante do Senhor, no altar, mas ao mesmo tempo vivamos com a esperança, superando toda a amargura, de que, no final, a morte é vencida por Cristo, o pecado vencido pela graça. O Senhor é a nossa luz e a nossa salvação, assim nos ensina o salmo.No século V, a Igreja dedicava um dia no ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. No século XIII esse dia anual passou a ser comemorado em 2 de Novembro, porque o dia 1 é Dia de Todos os Santos. E assim se manteve até aos dias de hoje.
Fr. José Jesus Cardoso, ofm.
02-11-2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

DIA DE TODOS OS SANTOS

A MINHA PARTILHA NA FESTA DE TODOS – OS-SANTOS
As leituras de hoje introduzem-nos no mistério da nossa santidade. O ser humano é chamado a participar da vida de Deus. "Alegrai-vos, pois é grande no céu a vossa recompensa" (Mt 5, 1-12a). A bem-aventurança, ou seja, a felicidade, é prometida por Jesus sobretudo aos pobres. Os pobres de espírito não são pobres de bens, nem os pobres que não se conformam com o seu estado. Pobres de espírito são os humildes, os deserdados, os que têm o coração desapegado dos bens terrenos. Para isso não é necessário nada ter, mas é preciso usar o que se tem conforme o espírito do Evangelho. Assim, aos pobres, aos deserdados da sociedade, aos que souberem colocar sua confiança no Senhor é oferecida a felicidade. Eles poderão fazer parte do número dos eleitos, dos santos, dos filhos de Deus. Jesus ensina-nos que a santidade é algo possível e importante para todos. A santidade concretiza-se no tempo presente, pelo espírito das bem-aventuranças, pelo qual a humanidade vive o seu peregrinar entre trabalhos e lutas, entre angústias e esperanças. A fé e a esperança dos cristãos não esmorecem porque eles têm a promessa de Cristo: "Alegrem-se e exultem, porque grande será a vossa recompensa no céu". Que sentido tem para a nossa comunidade celebrar esta festa? Celebrar os Santos ajuda-nos a seguir Jesus? Como?Os Cemitérios neste dia, mais que um altar de devoção, são a casa da família total em diálogo ou em encontro de gerações.O nosso dia vem.

Fr. José Jesus Cardoso, ofm.

domingo, 21 de outubro de 2007

O DOM DA VOCAÇÃO

O chamamento que Deus nos faz, dom da nossa vocação é uma forma interior que nos pede para abdicar do mundo, fugir desta sociedade que nos consome. Na verdade é um acto de doação para sempre, para o resto duma vida que nos dispomos viver e abdicar de tudo aquilo que consideramos bom, incluindo a família, e sobretudo, fazê-lo por amor a Deus.
Foi com esta intenção que me decidi entrar para a Ordem dos Frades Menores, quando tinha dezanove anos. Hoje com sessenta e dois e quarenta e três de vida religiosa, digo que vale a pena ser de Deus e filho de S. Francisco de Assis. Durante estes anos, a maior parte tem sido vivida ao serviço dos irmãos doentes e idosos, fiz uma experiência enriquecedora ao abraçar a cruz do sofrimento. Ser religioso, tem os seus custos, mas é aqui que nos encontramos, mais perto de Cristo. O silêncio e a oração, são outra forma de vida, onde tudo se torna diferente.
Entrei para franciscano em 3 de Outubro de 1964, desde então para cá aprendi muita coisa e a conhecer-me cada vez melhor. No princípio custou-me um pouco a adaptar-me, mas a experiência foi-se convertendo em alegria e serenidade interior. Nunca tive o sentimento de dúvida. Queria encontrar o essencial da minha vida e ser feliz como eu via os outros irmãos. Queria ser de S. Francisco de Assis, os meus pais diziam-me que eu não ia aguentar muito tempo, que era uma vida muito disciplinada e austera. Acabaram por aceitar a minha vinda para a Vida Religiosa e depois já sentiam uma certa vaidade por terem um filho franciscano. Já faleceram à trinta e dois anos.
Foi por aqui que comecei e é por aqui que quero chegar a Deus. Só somos bons religiosos se estivermos muito unidos a Deus e à Sua Vontade.
A vocação religiosa não é vista com muita naturalidade. É sem dúvida provocadora de questões, de sentimentos e de interrogações sobre o sentido da vida. Cada vez me apercebo mais que foi uma opção válida como, poderia ter sido, o casamento. É claro que sem fé a nossa vida não tem sentido algum.
Deus tem para cada criatura um plano de felicidade. Os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, comprometem-nos para toda a vida, é uma forma de vida e de nos apresentarmos ao mundo. Ser-se franciscano, passa também por viver em comunidade. A nossa relação como irmãos é muito intensa e fraterna, apesar de haver enormes diferenças em idades e serviços, a fraternidade é a palavra de ordem. Logo de manhã cedo, começa o dia com a oração de Laudes. Depois cada religioso segue para os seus trabalhos. Tomamos as nossas refeições e pelo fim do dia, voltamos a juntarmo-nos para a Eucaristia, meditação e Vésperas. Depois da refeição da noite convívio e partilha fraterna. É uma vida de alegria e porque não de algumas tristezas!...em todas as classes sociais existem.
Sou franciscano por opção. Há coisa que mudam na nossa vida. Deixar tudo e vir para a vida consagrada é o modo mais nobre de amar alguém, de dizer a alguém que lhe quer todo o bem do mundo, é faze-lo em Deus, no trabalho aos irmãos. Este encontro entre a vontade do divino e a obediência humana: acordo perfeito entre o espírito, sentidos, inteligência e vontade. Foi esta vontade que me motivou para o amor de Deus. É a caridade para com o sofredor e o pobre que dá dimensão à minha vida.
Ninguém pode ser apóstolo, se não cuidar do mais pobre. Só rezar não salva, se não houver caridade. Todos nos devemos envolver com os pobres, e depois disto a oração ganha novo sentido.
Hoje começaria tudo de novo e acredito no Senhor que pode tudo e a Sua graça me basta. Nas tempestades da vida, umas maiores que outras, sempre as tenho enfrentado com ânimo e fortaleza. Não fujo da minha cruz, todos temos a nossa. A vida religiosa como eu a entendo, é um caminho para o céu.
Frei José Jesus Cardoso, OFM.

sábado, 13 de outubro de 2007

FÁTIMA TEMPLO DA SANTISSIMA TRINDADE

Fátima, 13 de Outubro de 2007, Milhares de peregrinos concentraram-se de manhã no Recinto do Santuário de Fátima para as cerimónias principais da Peregrinação Internacional de Outubro, que marca o fim das comemorações das 90 anos das Aparições. O santuário quase cheio de peregrinos.
Horas depois de ter aberto as suas portas, a Igreja da Santíssima Trindade tem sido a estrela da atenção dos peregrinos que têm aproveitado para conhecer o novo templo do Santuário de Fátima.
Durante a noite, milhares de peregrinos concentraram-se na nova igreja para assistir à vigília e eram muitos os que percorriam as capelas, as alas e a nave central do novo templo católico.
Os peregrinos procuram os locais de afeição particular, como é o caso da nova estátua de João Paulo II, colocada em frente à igreja, onde se podem ver vários ramos de flores, um sinal da devoção dos crentes pelo Papa João Paulo II. A imagem de Cristo sobre o altar bem como o painel em ouro da parede de fundo são outras das obras que mais impressionam os peregrinos. A celebração principal da manhã foi presidida pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, numa cerimónia que encerrou as comemorações dos 90 anos das Aparições.
Maria presença Materna do sinal do Amor de Deus, quis ali em Fátima aparecer aos pastorinhos, trazendo a mensagem de reconciliação e perdão.
Na homilia o Cardeal Bertone disse: “face aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da ciência e da informação) que exige e estão prontos a comprar, se não mesmo a impor, o silêncio dos cristãos invocando imperativos de uma sociedade aberta”. Face a tais pretensões, o mínimo que podemos fazer é rebelar-mos com a mesma audácia dos Apóstolos não podemos calar o que ouvimos e vimos”. Disse ainda: “que sem negar o valor dos sacrifícios e penitências voluntárias “, a penitência de Fátima é a aceitação submissa da vontade de Deus.
Segundo o Cardeal, Fátima é”conversão, emenda de vida, deixar de pecar, reparar a Deus ofendido no irmão “.

Fr. José Jesus Cardoso, OFM.

 
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